Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

António Bagão Félix

António Bagão Félix

Nasci em 1948, em Ílhavo. Vim para Lisboa em 1965, hesitando entre as Economias e as Agronomias. Fiquei-me pelas primeiras, mas o gosto pela natureza e pela botânica continua a ser uma das minhas vitaminas de alma. Andei quase sempre pela actividade seguradora. Em 1980, entrei na política para Secretário de Estado da Segurança Social. Fui Vice-Governador do Banco de Portugal e em diferentes Governos estive nas Finanças, Segurança Social, Trabalho e Formação Profissional. Costumo dizer que sou independente, por convicção e dependente por liberdade. Sou católico e benfiquista, admitindo a heresia de juntar as duas palavras. Gosto de dar aulas e de trabalhar em instituições de solidariedade. Tenho vários livros publicados. Actualmente, sou membro do Conselho de Estado. O que nunca farei? Buscar razões para nada fazer. O tempo perfeito? A paz dentro de mim.

22 de Janeiro de 2018, 08:54

Silêncio: direito e dever (I)

É melhor ficar em silêncio e ser […], do que dizer e não ser (Santo Inácio de Antioquia, Carta aos Efésios) Acabei de ler um notável livro no qual é entrevistado o cardeal guineense Robert Sarah, e que muito me fez reflectir. O seu título é bem sugestivo: “A força do silêncio contra a ditadura do barulho” (Princípia Ed., Abril 2017). Há dias, estive num estádio de futebol. Antes do jogo, um escasso minuto para homenagear simbolicamente um jovem atleta… Continuar a ler ›

18 de Janeiro de 2018, 09:48

O maior dos défices: o de nascimentos

  Toda a gente admira a obra de um grande artista e ergue-lhe mesmo às vezes o monumento a confirmar. Mas nunca ninguém ergueu um monumento a um homem e a sua mulher por terem gerado um filho, que é obra infinitamente maior (Vergílio Ferreira, Pensar, 1992)   Não é demais falar no défice de nascimentos. Até porque o assunto dificilmente sobrevive a umas somíticas notícias, embora seja fundamental para o nosso futuro colectivo e para a sustentação geracional do… Continuar a ler ›

14 de Janeiro de 2018, 08:33

No não poupar é que está o endividamento

A poupança é a grande enjeitada da macroeconomia. Aliás, é recorrentemente subestimada porque não faz parte da agenda político-mediática. Nem faz parte directamente das bitolas europeias. Mas é de senso comum perceber-se a sua importância para o progresso de um país. A poupança – embora sempre elogiada, mas na prática considerada como adjectiva – sofre tratos de polé recorrentes. Poupar significa, acima de tudo, renunciar a gastar hoje para consumir amanhã. Isto é, usar o tempo para prevenir e acautelar… Continuar a ler ›

11 de Janeiro de 2018, 08:36

Retido para derreter?

Há quatro “tipos” de impostos: os directos, os indirectos, os disfarçados de taxas e os de “tesouraria”. Estes últimos são os mais subtis e não precisam de aprovação parlamentar. Sempre que há uma mudança de taxas e/ou de escalões no IRS com algum desagravamento, eis que surge a polémica, logo esquecida ao virar da página. Foi o que aconteceu agora que foram publicadas as taxas de retenção de IRS sobre os salários e pensões a pagar em 2018. O Governo… Continuar a ler ›

8 de Janeiro de 2018, 09:18

Centeno na Luz

Num assomo de purismo e num exercício de indisfarçável excitação, eis que surgiu uma pseudo querela à volta de Mário Centeno. Tudo por causa de dois lugares por ele solicitados para ver um jogo de futebol no Estádio da Luz. Colocando de parte a agora moda de tudo pôr em causa quando se trata do Benfica, a notícia foi-nos oferecida com foros de grave violação do código de conduta governamental. Estas notícias têm o risco de tudo confundir, misturar ou… Continuar a ler ›

4 de Janeiro de 2018, 09:17

A roda da vida

Não vi todos os filmes de Woody Allen e nem sempre gostei dos que vi. Este americano, agora com 82 anos, continua a escrever e realizar filmes com uma frequência notável. A sua 47ª longa-metragem “Roda gigante” foi apreciada pela crítica portuguesa com um habitual e elevado grau de divergência. Do que li, há quem lhe dedique 5 estrelas (excelente) e quem lhe conceda uma mísera estrela (medíocre). Pela minha parte, considero este filme uma notável obra, do melhor que… Continuar a ler ›

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