Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

António Bagão Félix

António Bagão Félix

Nasci em 1948, em Ílhavo. Vim para Lisboa em 1965, hesitando entre as Economias e as Agronomias. Fiquei-me pelas primeiras, mas o gosto pela natureza e pela botânica continua a ser uma das minhas vitaminas de alma. Andei quase sempre pela actividade seguradora. Em 1980, entrei na política para Secretário de Estado da Segurança Social. Fui Vice-Governador do Banco de Portugal e em diferentes Governos estive nas Finanças, Segurança Social, Trabalho e Formação Profissional. Costumo dizer que sou independente, por convicção e dependente por liberdade. Sou católico e benfiquista, admitindo a heresia de juntar as duas palavras. Gosto de dar aulas e de trabalhar em instituições de solidariedade. Tenho vários livros publicados. Actualmente, sou membro do Conselho de Estado. O que nunca farei? Buscar razões para nada fazer. O tempo perfeito? A paz dentro de mim.

19 de Fevereiro de 2018, 09:07

O Acordo Mortográfico na AR

A petição “Cidadãos contra o ‘Acordo Ortográfico’ de 1990” é amanhã debatida na AR, bem como um louvável projecto de Resolução do PCP, o único que recomenda o recesso de Portugal do AO, outras medidas de acompanhamento e uma nova negociação das bases e termos de um eventual Acordo Ortográfico. Com base nesta amálgama ortográfica, no que leio e no que até já vi ensinado (!), ficcionei um texto-caricatura para ilustrar este absurdo na nossa língua escrita. A bold assinalei… Continuar a ler ›

15 de Fevereiro de 2018, 09:38

Impostos agora europeizados

O Primeiro-ministro, pressurosamente, anunciou uma proposta de novos três impostos para financiamento do Orçamento da União Europeia. Logo associei tal intenção a uma celebre apreciação de um texto, em que a parte que era original não era boa e a parte que era boa não era original. Nesta proposta, todavia, nada é original e quanto a ser bom … Nada é original, porque há muito se fala nestes três novos tributos que, mais recentemente, foram objecto de um projecto de… Continuar a ler ›

12 de Fevereiro de 2018, 09:47

Originalidades tributárias

“Em Itália, nada é mais definitivo do que o provisório”, li há tempos no Corriere della Sera, a propósito de o belíssimo “Fratelli d’Italia” só agora se ter tornado oficialmente o hino de Itália, ou seja, passados 71 anos (desde 1946!). Na altura, logo o meu pensamento se focou também na nossa idiossincrasia, em muitos aspectos com contornos não muito diferentes da dos italianos. Neste caso, não no nosso hino, aliás, com uma letra de todo descabida nos tempos que… Continuar a ler ›

8 de Fevereiro de 2018, 09:34

O carrossel da competência

Basta um singelo ábaco para contabilizar o carrossel. Ou, tecnocraticamente, a placa giratória. São sempre os mesmos. Ou quase. Notáveis, competentíssimos, indispensáveis. Economistas engenheirados ou vice-versa, financeiros de tecnologia de ponta, juristas alcandorados a gestores MBA, fiscalistas em regime offshore, egrégios sociólogos armados em tudólogos, diplomatas em fim de carreira e reformados pró-activos e sobretudo pró-influentes. Os lugares são multifuncionais e, como agora sói dizer-se, customizados. Quer dizer, às vezes não são as pessoas para os cargos, antes são os… Continuar a ler ›

5 de Fevereiro de 2018, 08:38

Bom mutualismo e adequada supervisão

No domínio financeiro, temos actualmente uma supervisão tripartida: Banco de Portugal (BdP), Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASP, antes chamado Instituto de Seguros de Portugal) e CMVM. Nas várias vertentes prudenciais, destaco aqui a necessidade de o sistema regulatório e de supervisão proteger o consumidor de um modo o mais completo e integrado possível, eliminando lacunas e obsoletas sobreposições. O perímetro de supervisão deve ser alargado a outros produtos, instituições, mercados e veículos financeiros. Afinal, se… Continuar a ler ›

1 de Fevereiro de 2018, 08:29

Dividendos, divididos e correios

Li, há dias, que “Portugal vai dar os dividendos mais atractivos em toda a Europa, depois de um ano de 2017 particularmente positivo”. Num contexto em que a tentação dos investidores é elevada face a taxas de juros negativas ou quase nulas, estima-se que os dividendos andem à volta dos 4,5% em relação ao valor das acções cotadas. Ainda segundo a notícia, admite-se que, na Europa, e nesta fase do pós-crise, os dividendos atinjam um número recorde de 323 mil milhões de… Continuar a ler ›

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