Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Francisco Louçã

6 de Junho de 2017, 13:00

Por

Theresa May na senda de Aznar?

Vale a pena olhar para Espanha por estes dias que correm. Na economia, uma nova vaga pode derrubar o Popular, o banco Opus Dei, que seria então o primeiro banco europeu a ser “resolvido” já de acordo com as ameaçadoras regras da União Bancária, ou seja, com confisco de depósitos. Na política, Pedro Sanchez ganhou as eleições no PSOE, contra o aparelho e contra o El Pais, e promete oposição a Rajoy, em concorrência ou aliança com o Podemos de Pablo Iglesias.

Mas é Theresa May, primeira-ministra britânica, quem antes de todos devia estudar com atenção a história recente de Espanha e, em particular, o episódio da derrota impossível da direita, então conduzida por José Maria Aznar, em 2004. Aznar estava há oito anos no poder, tinha maioria absoluta, as sondagens anunciavam vitória esmagadora, a oligarquia mediática desprezava os adversários. Era um dos grandes do mundo: com Barroso e Blair, fora às Lajes apoiar Bush e iniciar a invasão do Iraque. E foi derrubado pela viragem surpreendente nas eleições, logo depois de ter tentado aproveitar um atentado da Al Qaeda, mentindo sobre os seus autores, para obter ganhos internos. Foi demasiado evidente, fracassou, perdeu as eleições.

Esse ataque foi de dimensão dificilmente comparável com o que ocorreu em Manchester ou agora em Londres, mesmo que as motivações fossem semelhantes e a desumanidade seja indistinguível. Mas a forma de gestão política de uma crise de segurança, que atinge a pessoa comum que se passeia na rua, ou as crianças e adolescentes que saem de um concerto, essa deve ser analisada com atenção. É uma difícil mas também rara oportunidade para os governantes, ainda mais em campanha eleitoral, e May nem fingiu que não queria aproveitar o momento para reforçar a sua imagem de liderança política depois de semanas de perda. Aznar, no seu tempo, fez ainda um pouco mais, deformou as informações para enganar a opinião pública, faltavam poucas horas para o voto. Só que esses momentos estão naquela fronteira invisível que é gerada pela emoção: um pouco mais é demais e o jogo político depende de como é sentida a credibilidade do governo. Aznar perdeu tudo e May poderia seguir o seu caminho.

As probabilidades ainda a favorecem, mesmo que nestas vésperas do voto a diferença entre Conservadores e Trabalhistas já seja reduzida. Lembremo-nos, no entanto, da evolução desta espantosa campanha: há duas semanas May tinha quase 20% de vantagem e a imprensa era unânime, Corbyn é um “activo tóxico”, vai conduzir o Labour a uma “derrota histórica”, é “demasiado radical para vencer eleições”. A vitória esmagadora dos Conservadores foi festejada um pouco cedo demais, agora instalou-se a dúvida e não será por acaso que um homem de direita descobre que, afinal, May é uma continuidade de Thatcher (e de Blair, que foi o herdeiro de Thatcher), o que pode levar o país a mais problemas.

Ora, o que virou o jogo eleitoral foi o debate sobre os programas dos partidos e o que querem fazer no governo. Quanto a critério democrático, não está mal. O contraste, aliás, foi a chave do sucesso de Corbyn: no seu manifesto propõe a nacionalização dos correios, dos caminhos de ferro, da água e da distribuição da energia, a criação de um novo banco público e a recusa da venda de um banco nacionalizado (o Royal Bank of Scotland, um dos maiores do mundo), e ainda a manutenção da propriedade pública de duas cadeias de televisão. Os Conservadores de May, pelo contrário, prometeram prosseguir o curso da privatização e dos cortes nos serviços públicos, a receita que já conhecemos.

Pode um programa socialista, moderado como este, ganhar as eleições? Pois pode. Mas ganhar eleições não basta, é preciso governar e, no passado, os trabalhistas fracassaram em duas grandes ocasiões: em 1945 e em 1966. Para mais, o bom senso dirá que, com o Brexit e o peso da finança globalizada, a situação é ainda mais difícil agora. Em todo o caso, que um partido contrarie o consenso de que Macron é hoje o exemplo mais exuberante – e continua a prometer que a sua primeira grande medida será facilitar os despedimentos – e que demonstre que um programa de nacionalizações pode mobilizar amplo apoio popular, isso sim é um sinal de como o mundo pode girar.

Comentários

  1. Três apontamentos:
    (1) O que Corbyn está a fazer é uma “reposição” da natureza do Labour, depois da descaracterização do período 1977/2009 – três legislaturas -, sob a égide de Blair, pela “terceira viva”. Blair não deixou grandes saudades – a exemplo de Sócrates em Portugal, enveredou pela política de costumes – êxito nas questões pouco fracturantes ; cortes no Ensino(admissão de propinas no Ensino Público); não mexeu demasiadamente na herança dos Tories; política externa em grau negativo, principalmente a questão que ditou o seu fim, o Iraque e a inventona sobre as armas de destruição maciça). Corbyn está simplesmente a dar ao Labour o caminho e a abertura à social-democracia;

    (2) May está virada para os EUA – obviamente a História comum. Ultrapassa o maior ou menor entendimento entre May e Trump. Está para durar – é uma relação para a História futura. Está no mesmo nível da relação entre Portugal e Brasil, salvaguardadas as diferenças. A Irlanda de hoje mostra o que pode ser a Inglaterra (o Reino Unido) de amanhã – o entreposto, o porto de abrigo dos EUA na Europa. Será assim sempre. Relações privilegiadas – quer com o Labour, quer com os Conservadores ou os Liberais;

    (3) A Europa deve adaptar-se a este novo tempo, A Zona Euro vai fortificar-se ou, ao invés, vai ruir? Que modelo vai vigorar após a entrada de Macron no Clube? O Ordoliberalismo fracassado actual ou o reforço da coesão e da convergência?

    1. Em aditamento:

      (1) Não é exclusivamente responsabilidade de Blair, as dificuldades detectáveis na acção de Corbyn. Aliás, o próprio Blair estava consciente da decadência dos partidos políticos tradicionais(PPT). O início da primeira Legislatura de Blair está localizada em 1997. A sua acção teve por base a sentida decadência. Na verdade,os PPT merecem, hoje, uma significativa censura por parte dos cidadãos.Já não são o centro da democracia: veja-se a débàcle acontecida em França nas recentes Presidenciais, tendo os dois representantes do tradicionalismo partidário sido arredados da segunda volta. As sondagens sobre a imagem dos PPT divulgam uma realidade: os cidadãos em geral, consideram-se desiludidos com as suas capacidades para inovar e reformar;

      (2) Os PPT deixaram de ser partidos de massa, como eram no século XIX e até meados do século XX, tornando-se em partidos de quadros;

      (3) Os PPT deixaram de assegurar a necessária produção teórica nos tempos actuais – está aparece produzida por think tanks, institutos e clubes de reflexão. Os “gabinetes de estudos” dos PPT são simplesmente decorativos – veja-se o caso português;

      (4) A decadência dos partidos políticos está associada à erosão da classe operária e do campesinato tradicionais, ao desenvolvimento dos serviços e ao consequente alargamento da classe média e, sobretudo, ao desenvolvimento do Estado Social, que tem contribuído na generalidade dos países da Europa Ocidental para a melhoria do nível de vida das populações.
      A comunicação dos PPT tem-se tornado mais enviesada e suave, sendo, em suma, mais aglutinadora, menos conflitual. Acabaram as referências à luta de classes nos partidos do sistema(em Portugal: PS, PSD e CDS/PP). Em Portugal, o PS, nos picos do PREC em 1975, proclamava que o “marxismo é um humanismo” e, mais temerariamente, “Partido Socialista, Partido Marxista”. O que dirão, hoje, António Vitorino, Luís Amado e Francisco Assis deste aventureirismo? ;

      (5) As subvenções aos PPT contribuíram para o seu definhamento, é esta a tese de Richard Katz e Peter Mair em “Changing Models of Party Organization”, consultável online. A tese central é que “…a democracia deixou de ser considerada como um meio de controlo do Estado pela Sociedade Civil, para se tornar num serviço financiado e fornecido pelo Estado à Sociedade Civil”;

      (6) Os dois PPT arredados da segunda volta das presidenciais francesas apresentam um grau pronunciado de decadência:o PS contava 280.000 aderentes em 2006, mas somente 86.000 em Janeiro de 2016; a UMP contava em 2007 com 370.000 membros no mesmo momento temporal, quando os Republicanos(LR) declararam, em 2017, somente 238.000, ou seja, uma perda de 132.000 aderentes.
      Por sua vez, a penetração na Web levou ao estabelecimento de plataformas de entendimento de cidadãos. O movimento “En Marche!” de Macron, contava 240.000 aderentes em 6 de Abril último e o movimento de Mélenchon, “La France Insoumise” cerca de 430.000 aderentes;

      (7) Não se pode omitir o que está a suceder em Espanha(Podemos e Movimento de Cidadãos). Temos quatro players no jogo eleitoral: os dois atrás referidos e os dois PPT(PP e PSOE).
      Em Itália é poderosa a influência eleitoral do movimento 5 estrelas, de Grillo.

      E em Portugal? Aguardemos;

      (8) Os maiores elogios para Corbyn. Tem a ousadia, apesar de tudo, de apresentar um programa absolutamente contra a corrente. O velho Labour dá o mote: é preciso sacudir o sistema!!! Longa vida a Corbyn.

  2. Convém que quem escreve e/ou fala nos “média”, antes de mais seja rigoroso na descrição dos factos. E o Dr. Francisco Louçã não o foi na sua crónica. Com efeito, nas eleições espanholas de Março de 2004, Aznar não era candidato a nada, por conseguinte não foi ele o derrotado. Convinha que fosse Aznar para a ligação Iraque/cimeira dos Açores poder ser feita, mas acontece que não foi. O candidato a PM pelo PP era Rajoy.

    Depois é com muita pena que vejo a Dr. F. Louçã associar actos terroristas a resultados eleitorais. Escrevi-o em 2004 e hoje volto a dizê-lo. O que se passou em Espanha em 2004 – com os espanhóis a “mudar” o sentido de voto por causa dum terrível acto terrorista – nunca deveria ter acontecido, pois isso foi dar um sinal de que terroristas podem decidir resultados de eleições. E isso nunca, mas mesmo nunca, devemos permitir que venha acontecer. Felizmente não aconteceu em França. E esperemos que não aconteça no Reino Unido, ganhe quem ganhar, que seja pelo mérito das suas propostas.

    1. Aznar dirigiu a campanha e dirigia o governo: como provado pelo link que disponibilizei, foi ele quem inventou a mentira que derrubou o seu partido. Foi ele que foi derrotado, nem tanto o seu putativo sucessor. Mas sabe bem isso, portanto não vale a pena discutir o acessório.

  3. Labor criou a NHS em 1948, dificilmente lhe chamaria um fracasso. Mas o partido trabalhista capitulou, e deixou-se infectar pelo virus Monetarista em 1976 quando pela mao pela mao de James Callaghan, entao primeiro-ministro, abandonou o seu compromisso com emprego pleno e se enamorou com os ventos que sopravam de Chicago. Nao foi a direita que inventou TINA, foi a esquerda e James Callghan que a invocaram primeiro:
    ”When I say there is no other way, that does not mean that it is going to be quick or easy.”” https://goo.gl/uJQvth

    Os sucessores de Callaghan foram Francois Mitterrand em Marco de 1983 e Mario Soares quando ”meteu o Socialismo na gaveta”. Margaret Thatcher, ao contrario do que se pensa, ja chegou tarde a festa.

  4. Nas últimas eleições no RU Cameron ganhou com maioria absoluta num contexto em que era prececionado como campeão da austeridade identificado com a UE e acossado pelo UKIP de Farange e o independentismo da Escócia. Uma coisa era prioritária: travar a recessão e a livre circulação a que obrigava a UE.

    A maioria absoluta animou de tal modo o Sr. Cameron que ele levou ao terreno o prometido referendo sobre a saída do RU da UE na convicção de que o Brexit seria derrotado. O que ocorreu foi que os derrotados foram os que confiaram na manutenção do RU na UE e consequentemente a aceitação das “regras”, mesmo que fosse prometido não serem exatamente as mesmas.

    O atual contexto é o de um RU atemorizado com a sua própria decisão de saída da UE, designadamente na Escócia e Londres, e simultaneamente atemorizado com as consequências de terem no seu interior e seus nacionais os terroristas cidadãos comuns que perturbam a confiança na vida em liberdade. Aterrorizados ainda por estarem com o seu aliado natural, os EUA, nas guerras e aventuras militares numa qualidade duvidosa como tudo o que vem de Trump.

    Este é pois o voto dos medos dos britânicos.

    Quem aplacará mais medos na quinta-feira?

    Facilmente quem como May tem exposição pública tão extensa deixou transparecer as suas fragilidades e as suas impotências reais. As suas hipóteses são poucas!

  5. O que é interessante das eleições britânicas não é aquilo que é dito ou prometido mas as análises aos manifestos. E aí, o Institute of Fiscal Studies reprovou quer o manifesto de May (mais do mesmo), quer o de Corbyn (os aumentos de impostos que propõe não serão suficientes para gerar a receita necessária para pagar toda a despesa que promete). Mais, o insuspeito Larry Elliot chamou a atenção, em artigo do Guardian, que de facto Corbyn não reservou uma libra para as nacionalizações (só as águas custariam 60 mil milhões de libras). Elliot chamou-lhe um ‘sleight of hand’, mas isto tem um nome, chama-se demagogia. Corbyn até pode ganhar prometendo tudo a toda a gente, mas irá seguramente pelo mesmo caminho de Hollande e Tsypras se defraudar o eleitorado e rapidamente (na melhor das hipóteses teremos um ‘hung parliament’). O problema principal, Professor, não são as políticas propostas, é antes a criação de falsas esperanças. Claro, se May perder, terá o que merece, pela marcação oportunista de umas eleições desnecessárias, pela falta de chá democrático e pela arrogância ao faltar aos debates e pelas desastrosas propostas políticas, a começar pelo ‘dementia tax’ e acabando na presente tentativa de manipulação pelo medo. Mas, se os Britânicos se livrarem dela, como os Portugueses se livraram de Sócrates em 2011, não quererá dizer que ficarão melhor, provavelmente ficarão bem pior…

    1. Jaime,
      Qualquer pessoa que menciona na mesma frase e confunde Franca, Grecia e Reino Unido ou o faz por ignorancia, demagogia ou maldade.
      O Reino Unido tem um banco central, a Franca e a Grecia nao tem, tecnicamente usam uma moeda estrangeira. O Reino Unido nao tem constrangimentos fiscais para alem daqueles que se auto-impoem, e que sao escolhas poilitcas, e dos recursos disponiveis do pais. Os restantes paises da zona Euro tem restricoes fiscais reais porque a unidade monetaria que usam e um stock limitado, indepedentemente dos recursos disponiveis no pais, por exemplo 23% de desemprego na Grecia.

      De qualquer forma esta em boa companhia porque Jose Gomes Ferreira, Teresa de Sousa, Miguel Sousa Tavares, Ricardo Costa e o incontornavel Medina Carreira fazem-no constantemente; tudo em nome de bons principios macroeconomicos.

    2. @Rocha: no Zimbabwe tambem acharam que nao havia constrangimentos fiscais até que, depois de provarem inflaçao a seis dígitos e a ruina economica, decidiram adotar o dolar americano como moeda nacional. Em Franca, em 1981, Mitterand recem-eleito tambem achou que era facil até que, em 1983, concluiu que era preciso mudar de vida.

    3. @am e Rocha : para quem acredita que a criação de dinheiro leva sempre a cenários de hiperinflação quero lembrar que o nosso sistema bancário cria novo dinheiro todos os dias. Onde é que está a hiperinflação? Não está…

      Em relação ao Zimbabwe e ao Weimar é também útil lembrar que ambos estiveram em situação de guerra e viram o seu tecido produtivo arrasado antes de se dar qualquer subida geral de preços.

      E agora para vossa educação:

      http://positivemoney.org/2015/12/does-money-creation-always-lead-to-hyperinflation-it-didnt-in-britain/

      http://positivemoney.org/2015/12/hyperinflation-how-the-wrong-lessons-were-learned-from-weimar-and-zimbabwe-a-history-of-pqe-part-2-of-8/

    4. Obrigado Zé pelos links para os interessantes artigos (vale a pena serem lidos por leigos e por iniciados) e por nos lembrar que nao é a criaçao de moeda pelo mecanismo do credito bancario que cria hiper-inflaçao (nem mesmo necessariamente inflaçao tout court). Valha-nos isso, porque senao nem o euro nem gestao prudente das finanças publicas nos salvariam ! Quanto à questao do programa eleitoral dos trabalhistas ingleses, claramente a experiencia que eles devem ter bem em conta é a da Uniao da esquerda em Franca nos anos 1981-83, ainda que o programa de nacionalizaçoes que Corbyn propoe (mesmo que custe caro) seja uma migalha comparado com o que foi feito em França, que debilitou grandemente a competitividade externa da economia francesa, por via da subida da inflaçao e das taxas de juro, e obrigou a tres desvalorizaçoes do franco frances em tres anos, num processo de bola de neve imparavel (alimentado pelo crescimento insustentavel da divida publica) se Mitterand nao tivesse decidido mudar de rumo em 1983.

    5. @am : Fico satisfeito por saber que fui construtivo. O que os artigos nos mostram é que é redutor e até errado dizer-se que a inflação é o resultado de se aumentar o stock de dinheiro em circulação, independentemente de quem o cria. Já em relação ao que se passou em frança nos anos 81-83 não posso comentar porque pouco sei disso, contudo agradou-me saber que Corbyn chegou a propor um programa de “flexibilização quantitativa para as pessoas” (não sei é se ainda mantém a ideia). Mas seja como for, isto já é muito mais do que aquilo que os “socialistas” do BE, PCP, Syriza e outros partidos que dizem ser contra o status quo financeiro estão dispostos a fazer. Por exemplo aqui em Portugal os mesmos partidos que vociferam contra o “grande capital” e a “alta finança” depois, quando têm oportunidade de marcar a sua posição, põem-se de gatas a pedir “renegociações da dívida” mas sem quererem realmente mudar o status quo establecido, cuja continuação depende apenas do poder político. O resto são tudo retóricas ocas…

  6. Décadas de campanha contra o que é publico, décadas a mostrar que o privado faz melhor, mas no final a coisa era simples, o privado toma o publico e acaba com a burocracia, a corrupção, a ineficiência. Mas o preço a pagar é claro, preços e taxas maiores, desvio de recursos, uma outra burocracia com porta giratória, uma maior corrupção, alimentando os partidos de centro-direita. Em que falhou a esquerda social-democrata que governou e acabou cedendo em toda a linha às soluções da direita, no fundo acabou por falhar como a esquerda comunista fracassou que acabou por ceder ao nacionalismo ou desapareceu,explodiu, como os PS estão a desaparecer ou a ficar muito debilitados. Aqui e e la se reagrupa a esquerda, alguma clarificação surge, a aceitação da presença do Estado como garante de alguma coisa, algo onde podemos influenciar democraticamente, e já é bastante, uma trincheira.

  7. Antes de mais temos que dar os parabéns ao Labor, por eles terem regressado novamente à esquerda no programa. Agora é preciso quem venda e explique este produto, e as vantagens, entre as quais os lucros ficarem no país, sem fugas para paraísos fiscais, cuja venda não pode ser somente com Corbin, mas com novas caras (novas e velhas).

    Os ingleses até poderiam dizer: “Ah… e tal.. nós fomos apanhados de surpresa, porque isto do terrorismo é uma novidade para nós…”.
    Mas como!!??? Se o problema é tão antigo como as antigas colónias, o IRA, as participações em coligações no Iraque e Afeganistão, e além do próprio Príncipe Harry ter comandado ele próprio um pelotão no Afeganistão, ou seja, só de ele olhar para uma pessoa, sabe imediatamente se é jihadista, ou não!!!

    Claro que a culpa é de quem esteve à frente das polícias, ou seja, a própria May!!!
    Que ainda por cima tentou passar culpas para Corbin, por ele supostamente ser mais brando do que ela, sem nunca o homem ter estado no governo!!!

    Existem várias formas de combater o terrorismo. Devemos ir pela habitual inteligência e contra-inteligência, contra-terrorismo, ou ainda mais profundo, pela ideologia que está por trás, mas que não vale a pena dizer que ela é má. Temos que provar que nós somos bons e estamos certos, principalmente a nível social, que estes fundamentalistas dão importância, mas que às vezes parece que os chamados “ocidentais” se esquecem, ou mandam somente subsídios para cima da folha de Excel…

    1. Desculpem o esquecimento (mais uma vez), mas tenho que desabafar o facto de França e UK não terem pelotões do exército, operações especiais, além dos serviços secretos (isto já deve estar a funcionar, espero eu…) exclusivamente muçulmanos, tal como acontece noutros países com largas minorias muçulmanas, como a Rússia, Índia, China…
      Não há nada que aterrorize mais os terroristas, do que eles não conseguirem distinguir o inimigo…

      Espero que o preconceito em França e UK seja ultrapassado.

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