Tudo Menos Economia

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Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Agosto 2016

Francisco Louçã

12 de Agosto de 2016, 09:10

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O meu marido é tão boa pessoa, hoje nem me bateu

As reacções à decisão da Comissão Europeia de não sancionar Portugal e Espanha foram variadas e todas reveladoras. Houve quem se regozijasse com a vitória da diplomacia portuguesa. Suponho que terá sido a maioria e ainda bem. As sanções seriam uma provocação política, uma humilhação deliberada e uma ameaça imediata. Portanto, só podemos festejar a sua eliminação (para já). Houve quem ficasse calado, como tinha estado calado quando se discutia a ameaça, não é nada comigo, cá se fazem e… Continuar a ler ›

Ricardo Cabral

11 de Agosto de 2016, 21:28

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A banca e o princípio do caveat emptor

É demasiado frequente a adopção de soluções provisórias, de curto prazo, para problemas estruturais, mesmo quando é o caso que, com a mínima ponderação e análise, é possível antever que a solução de curto prazo vai criar mais problemas do que resolver. A banca portuguesa tem, em anos recentes, sido o palco das consequências desse tipo de abordagem, mas também de uma instabilidade legislativa tremenda, a nível europeu, carregada de “wishful thinking”, mas leve em conhecimento, pragmatismo ou realismo. O… Continuar a ler ›

António Bagão Félix

11 de Agosto de 2016, 11:49

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Tudo numa boa, agora com governantes a 80 por cento

Ora aí está, no mais requintado estilo democrático, a sentença proferida pelo ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) sobre o caso à volta dos três Secretários de Estado que foram ao Euro de futebol a convite da GALP: deu “o caso por encerrado”. De seguida, esta sentença transitou em julgado através do Primeiro-ministro (PM): “devidamente encerrado”. Devidamente… Eis a nova forma de encerrar dossiers e de decretar o fim de incómodos. O MNE legisla e o PM referenda. Desta vez, porém,… Continuar a ler ›

Francisco Louçã

10 de Agosto de 2016, 09:04

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O caso GALP é um exemplo de silly season?

O futebol motiva paixões extremas e dificilmente haveria condição mais intensa do que o Euro disputado em França. Portugal ganhou contra todas as expectativas. A surpresa foi criada pelo desempenho da equipa, contrariando o que deixara antever nas suas primeiras partidas e desmentido a lei das probabilidades. O país entusiasmou-se à medida que o campeonato progredia e suponho que muitas pessoas vibraram como se não houvesse amanhã. Uma empresa patrocinadora da seleção, a GALP, desenvolveu neste contexto a costumeira estratégia… Continuar a ler ›

António Bagão Félix

9 de Agosto de 2016, 12:26

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Não há remédios técnicos ou códigos de conduta para insuficiências ou “distracções” éticas

A mais ínfima verdade pode superar a mais poderosa mentira.   A mais insignificante das perfeições é preferível à mais sonante das imperfeições. A mais desinteressada autenticidade é superior ao maior palco do fingimento. O custo da mais cristalina coerência é mais gratificante do que o ganho da mais oportunista incoerência. A lei formal é o patamar da ética, mas jamais poderá ser o seu edifício completo. O conjunto do que é moralmente aceitável (o legítimo) é mais exigente do… Continuar a ler ›

Ricardo Cabral

8 de Agosto de 2016, 18:33

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O relatório sobre o Banif

O relatório preliminar da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ao Banif, cujo relator é o deputado do PS Eurico Brilhante Dias, está muito bem escrito, com uma estrutura clara e revela o imenso e competente trabalho tanto da CPI como do deputado relator. Contudo, se tivesse de utilizar duas únicas palavras para descrever o relatório, seriam as palavras “extenso” e “difuso”, com 471 páginas, mais de 200 (203) com as “conclusões”. O relatório final, a aprovar pelo plenário do Parlamento… Continuar a ler ›

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