Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Francisco Louçã

21 de Julho de 2016, 08:41

Por

Victoria, a primeira candidata a presidente nos EUA

O The Guardian conta detalhadamente a história de Victoria Woodhull, a primeira mulher a candidatar-se à presidência dos Estados Unidos.

victoriaFoi em 1872, pouco depois do fim da guerra civil, e Victoria nem tinha o direito de votar – mas aparentemente não estava excluída do direito de se candidatar. Sufragista, Victoria viveu uma vida escandalosa para o seu tempo, casou-se quatro vezes, viveu com um ex-marido de quem se tinha divorciado, lia Marx e Engels e fez fortuna como a primeira mulher a gerir investimentos na Bolsa, criou o seu próprio jornal, foi a segunda mulher a ser ouvida em audiência numa comissão do Congresso, reclamou o direito de voto para as mulheres e aproveitou a brecha legal para se candidatar. O seu slogan era “Progresso, livre pensamento”.

Três dias antes das eleições foi presa por uma acusação – mais tarde retirada – de difamação, por causa de um artigo escrito no seu jornal. Voltou depois a tentar exercer o seu direito de voto em 1875 (na imagem ao lado, como foi reproduzido na época) e foi de novo impedida de o fazer. Seria preciso esperar mais cinquenta anos para que esse direito fosse aceite no país.

E depois chegou Trump.

Comentários

  1. F. Louçã, como é que se pode, ao mesmo tempo, ouvir as mesmas pessoas com queixas de que os políticos são “todos aldrabões” a aclamar crença nas promessas de Trump?

    Como é que um sujeito pode fazer comentários racistas, xenófobos, ataques às liberdades de informação, aos direitos das mulheres, etc. e não haver nenhum tipo de criminalização? Não existem leis para tal nos EUA?

    Como é que é possível, numa campanha como a dos EUA, que se arrasta por um longo período e por diversas fases, onde Trump cometeu tantas “gaffes”, este ainda ter credibilidade e mais… Conseguir aparentemente sair por cima da situação.

    Isto desafia toda e qualquer lógica. Não deve haver nenhum estudo político, sociológico, psicológico, demográfico ou o que quer que seja que consiga explicar esta situação. Bem… O aquecimento global, talvez.

    1. Como se explica que Hitler tenha ganho as eleiçoes na Alemanha em 1932 (33 pc dos votos)? Como se explica o nazismo num dos paises culturalmente mais avançados do mundo no seu tempo? Como se explica que Estaline e Mao tenham morrido de velhos e governado até ao fim dos seus dias? Como se explica a carnificina da guerra na ex-Jugoslavia? Como se explica o fenomeno Coreia do Norte? Como se explica o genocidio do regime Pol Pot no Camboja? E o do Ruanda ? Como se explica que haja gente capaz de torturar ?

    2. Meu caro P. Cruz.
      Partilho do seu espanto e aproveito para acrescentar:
      Como é que é possível que, depois de se saber das artimanhas de Pedro Passos Coelho nas empresas do padrinho ângelo Correia, depois do esquecimento em pagar a Segurança Social, depois das mentiras da campanha eleitoral de 2011, etc., etc., o povo Português tenha voltado a votar nele da maneira que votou ?
      Como é que é possível !!??
      E não acredito no aquecimento (esquecimento) global !
      Cá para mim, andam:
      1 – a pôr mensagens subliminares na rádio e na televisão,
      2- A deitar algum produto alucinogénico na água que bebemos;
      3- A queimar, durante a noite e às escondidas a droga que é apreendida pela Polícia de modo a respirarmos esses produtos enquanto dormimos…..

      Só assim consigo compreender esta loucura coletiva do nosso povo
      :-)

  2. Não sei que diga…se apelo com veemência à intervenção cívica dos cidadãos incluo certamente as mulheres, mas não acalento grandes vantagens à eleição ou ás virtudes da governação feminina nas cousas da política, a história recente da ascensão feminina à máquina de governar não nos trouxe, a nós cidadãos, nenhumas vantagens, nem mesmo às mulheres que nunca viram serem postos em causa os valores triunfais do machismo durante um governo feminino. De má memória temos Margateth Thatcher que introduziu a desregulação financeira na Europa e foi precursora no travamento do processo evolutivo da Europa social. Indira Gandhi é outro caso paradigmático de que não há uma verdadeira esperança na sensibilidade feminina para mudar os procedimentos na política, esta foi mesmo a grande iniciadora da corrida ao nuclear bélico por parte da Índia, sem falar do incentivo à discriminação de género que permaneceu na índia após o longo período de governação. Curiosa foi a reacção dos indianos à prepotência da política de esterilização dos governos de Indira Gandhi que para tal recorria de forma reiterada à violação dos direitos elementares dos cidadãos. Por volta dos anos 1976, 21% dos casais indianos estavam esterilizados, muitos contra a sua vontade, daí que tenha perdido as eleições confrontada com o slogan: “Indira hatao, indiri bachau!” (Vê-te livre de Indira, salva o teu pénis!).

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