Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Francisco Louçã

4 de Julho de 2016, 08:22

Por

Há um problema nesta escola

Temos um problema a bordo. É que, se lermos duas reportagens publicadas na mesma semana sobre o mesmo estudo – o estudo resulta de uma parceria entre o Conselho Nacional de Educação e a Fundação Manuel dos Santos – chegamos a conclusões substancialmente diferentes.

Clara Viana, aqui no PÚBLICO, termina o seu artigo escrevendo que “Já as escolas privadas financiadas pelo Estado, refere-se no estudo do aQeduto, ‘tendem a não ser elitistas, ou seja, recebem alunos de estratos socioeconómicos similares aos das escolas públicas’.” A segunda parte da afirmação é óbvia, é por isso mesmo que esses colégios ficam com dinheiro do Estado, para receberem estudantes que não são obrigados à propina. Mas o título do artigo é: “Colégios financiados pelo Estado têm melhores resultados do que o ensino público.” Será mesmo?

Isabel Leiria, no Expresso, não se limitou a citar uma frase interessante da investigação e foi detalhar o estudo. Conclui a jornalista: se considerarmos que a amostra deve comparar estudantes com características socioeconómicas semelhantes e vindos de áreas semelhantes, então “nesta amostra homogeneizada, a média dos alunos das públicas foi de 517 pontos a e dos colégios com contrato de associação chegou aos 519” (numa escala até 1000). Por causa dessa diferença irrelevante, foi perguntar a uma das autoras a explicação: “‘Muito provavelmente é a franja de jovens mais desfavorecidos, que estão apenas nas escolas públicas e que normalmente têm resultados muito fracos que puxa os resultados médios para baixo. Ao retirarmos esse extremo, as médias aproximam-se. A propriedade da escola não parece afetar o desempenho da maioria dos alunos portugueses que frequenta estabelecimentos públicos ou do ensino privado independente do Estado’, diz Ana Sousa Guerreiro, uma das investigadoras do Aqeduto.” O título do artigo é cauteloso: “Público e privado: quem se sai melhor?”

Será então verdade que “os colégios financiados pelo Estado têm melhores resultados do que o ensino público”?

Comentários

  1. Estudos. Quando temos estudos feitos pelo Tribunal de Contas e há quem os questione, dizendo que tem melhores números (por coincidência mais “jeitosos” para a sua causa militante) conclui-se que não vale a pena fazer mais nenhum. Os estudos são como as opiniões e outras coisas, toda a gente tem um.

    1. Só os estudos encomendados pelo governo, ou arranjados por centro de estudos dirigido por um “militante” do bloco é que são válidos. Os outros, como o do TC que mostram ser maiores os custos com a escola pública não interessam.

  2. Não existe uma república se não houver uma escola pública para formar cidadãos. Não existe a república sem as práticas e instituições republicanas.

    A barbárie ocidental nunca abandonou a organização pré-histórica, em horda, onde impera a desordem (conhecida como “lei do mais forte”, isto é, a vontade do mais delinquente). É uma barbárie que nunca percebeu o que é uma república porque a base cultural da república (o civismo) é a antítese da base cultural da barbárie (a vitória no confronto).

    Para a barbárie só interessa a desordem que determina o confronto, e os resultados do confronto – os “rankings”. Os “rankings”, e a importância que lhes dão, revelam o atraso e analfabetismo desta plebe. Os atrasados não estão interessados na ordem que elimina o confronto, estão interessados na desordem que determina o confronto (a feira). Estão num estado de analfabetismo que não sabem sequer que a feira (dito “mercado”) é uma desordem.

    A escola pública é um elemento da república independentemente dos resultados que se verifiquem. Se a escola pública tem maus resultados isso não é da conta da barbárie, é um problema interno da escola pública. Um problema dos cidadãos e não uma oportunidade para feirantes e afins medievais.

    Sem escola pública não há cidadãos, há imbecis ao acaso de interesses menores e delinquências maiores – feirantes e afins desordeiros medievais típicos do atraso cultural da barbárie ocidental.

    Se houvesse uma escola pública, que não há, saberiam que um “mercado” é uma desordem característica de uma plebe analfabeta que não sabe o que é um sistema de indexação de meios.

    Infelizmente estamos num tempo onde ainda existe a universidade e imperam os analfabetismos medievais por ela inventados e divulgados.

    Essa coisa da escola formar delinquentes feirantes para “vencerem no mercado” (vencerem na desordem feirante), revela bem o tipo de atraso e imbecilidade que a barbárie ocidental apresenta. Só mesmo o analfabetismo universitário para inventar que a feira é economia, apelar à desordem feirante, formar delinquentes feirantes, e dar valor aos “rankings” dos desordeiros feirantes.

    Enfim… é a universal imbecilidade da plebe do lixo.

    1. Já aqui disse anteriormente que é preciso, é urgente combater a barbárie! Tomemos o exemplo de Brutus que, para que algum visigodo não se adiantasse, resolveu ele mesmo tratar do sarampo ao Júlio César! E, só a ignorância dominante não o reconhece, os mercados feirantes são dominados pelos bárbaros:por exemplo, o Presidente da Bolsa de Londres é, como todos sabem, um conhecido ostrogodo. E em “Wall Street” dominam os suevos sempre em combate com uns quantos visigodos! Isto porque os hunos preferem as agências de rating, dada a sua tendência para aterrorizar os inimigos. O pior são os lusitanos convertidos à barbárie. Por exemplo, Passos declara-se celta e Maria Luís vicking (ainda ontem a vi a fazer a hacka islandesa, enquanto comia uma posta de bacalhau com o Schauble). Um horror!

    2. Uma conclusão eu tiro: realmente, aquele Crato sempre me pareceu um bocado bárbaro! E o António Barreto também! E o Miguel Sousa Tavares, nem se fala! Isto sinceramente, ó Eppicuro!
      Apropósito do resto, diga-me lá onde fica o seu estaminé. Gostaria de me alfabetizar em “Sistemas de Idexação de Meios”. É o meu sonho!

    3. O caro António Dias é mais um daqueles vindos da ignorância universitária, não sabe história e por isso não percebe minimamente o tempo em que está.

      A barbárie ocidental é controlada por uma plebe de origem turcomana chamada Cazares. Dito assim o caro Dias não tem conhecimentos para perceber.

      Os Cazares eram uma plebe de mercenários semi-nomada que serviu o império Bizantino, converteram-se depois ao judaísmo e adoptaram o idiche (Yiddish, uma língua germânica e não semita). Sempre usaram a mobilidade para extorquir (negociar), e são eles que vão formar a tal “finança internacional” que actuava entre reinos, como agora entre “estados”.

      Talvez seja informação a mais para um Dias. Para a plebe mais básica perceber: os Cazares são a origem de famílias como Goldman Sachs, Rothschild, Lehman (Brohters) e demais nomes que controlam os tais “mercados”. Os tais “mercados” são um regime de poder efectivo, definido para submeter a restante barbárie à tal “finança internacional”, que agora se chamam “mercados internacionais”, mas que são apenas o feudo dos Cazares.

      Observa-se que a barbárie ocidental não revela inteligência para se libertar do logro de uma plebe turcomana asiática. Tem a inteligência das loiras e loiros germânicos, com as suas ideologias de feira. São tão néscios e analfabetos que em vez de actuarem para se libertarem, fazem o contrário, ensinam o logro na universidade como sendo “economia”, tal é a estupidez da barbárie ocidental.

      A barbárie ocidental é esta chusma de imbecis que se deixa controlar por uma plebe asiática que roubou inclusivamente a religião que usa.

      Os ciganos e os Cazares partilham valores e práticas comuns, só que uns não têm um sistema de poder e os outros têm o poder de impor um sistema de logro. Poder esse que só funciona com néscios com atraso cultural milenar, como os da barbárie ocidental (germânica).

      Veja se aprende qualquer coisinha caro Dias, para não morrer néscio como um loiro germânico.

    4. Sinto-me iluminado! Aliás, lá em casa de V. Exa a EDP não deve conseguir fazer negócio. Para aumentar mais alguns “lux” aquilo do “sistema de indexação de meios”. Quanto ao resto: loiro não morro. Germânico, também não. Néscio, depois de morto, não tem importância.

    5. Obviamente, e na resposta anterior o que queria dizer era “para aumentar mais alguns “lux” ilumine-nos sobre aquilo do “sistema de indexação de meios”.

    6. “Quanto ao resto: loiro não morro. Germânico, também não.” Pode não morrer loiro, mas morre germânico, uma vez que a sua base cultural é germânica e não latina.

      A barbárie ocidental não tem cultura latina, não tem meios para isso, a civilização é demasiado exigente para as capacidades desta plebe tosca e universitária, vinda do norte pré-histórico, com atraso cultural milenar. Tem uma mistura germânica e abraâmica, com restos culturais greco-latinos (como o latim vernacular – o latim dos analfabetos a que chama de línguas românicas) cujos significados dos conceitos não domina minimamente.

      Não chega falar português para se ter cultura latina, os ostrogodos não deixaram de ter uma base cultural germânica por falarem este latim macarrónico, tal como os francos não passaram a ter cultura latina por falarem o latim macarrónico deles.

      Usar ignorantemente os termos greco-romanos para designar actividades da barbárie, é um malabarismo saloio dos universitários, mas não transforma uma plebe pré-histórica numa população civilizada, e muito menos com os conhecimentos que ela continha.

      A prova que não tem cultura greco-latina é o facto de não dominar o conceito de economia, não saber o que é um sistema de indexação de meios e ainda menos qual é o triângulo base da economia.

      Quer saber o que é um sistema de indexação de meios? É um sistema decorrente das regras (nomos) entre os elementos do triângulo base da economia.

      Pergunte aos ostrogodos da universidade se eles sabem alguma coisa sobre o triângulo base da economia, sistema de indexação de meios e afins elementos organizacionais da civilização que eles nunca estudaram.

    7. É por isso que existem escolas em geral. As com contrato também são de ensino público. Atraso é ainda estar preso a epicuro.

    8. Na tradição da barbárie o ensino é sempre privado, porque são hordas de delinquentes que vivem em confronto contínuo, são a antítese da civilização.

      O ensino privado é necessário quando o objectivo é atacar e extorquir os demais. Se todos souberem as técnicas de chantagem feirante ou de assalto bélico, essas técnicas perdem eficácia. As técnicas da delinquência, o contexto de desordem (ausência de ordem pública) e o confronto contínuo da barbárie exigem o tal ensino privado. Na civilização é exactamente o oposto, todos aprendem a respeitar a mesma ordem em escolas que são a concretização dessa ordem aplicada a todos. O civismo é a antítese do confronto que a barbárie tanto se orgulha.

      A existência de “antonios” revela o grau ignorância instalada, a ausência de escola pública e, principalmente, a ignorância do que é a escola pública. Como é tradição, os “antonios” não sabem sequer qual é o ensino mais atrasado, nem os propósitos do ensino privado, nem o contexto a que pertence o ensino privado – o contexto da: desordem x delinquência = poder.

      A direita é um clube de analfabetos orgulhosos do seu atraso cultural milenar, das suas boçais delinquências e dos seus poderes (que são a demonstração do atraso e falta de civismo dessa plebe).

      Antoniozinho, do buraco dos analfabetos (a direita) continua a sair o fedor da pré-história.

  3. Claro que têm melhores resultados!
    Basta os professores não faltarem quando quiserem e não aderirem às greves convocadas pelo comunista Mário Nogueira por “dá cá aquela palha”.

    Para quando um Estado livre de funcionários públicos comandados pelos Sindicatos irresponsáveis?

    João Albuquerque

    1. V. Exa. tem toda a razão, mas tenho de fazer algumas correções. Realmente, nas escolas públicas, os professores faltam quando querem. É só comprarem um impresso no bar que, geralmente, é até oferecido quando bebem a sua cervejola, em vez dos tradicionais tremoços, e entregarem na secretaria. Isto, se lá estiver alguém para receber, já que o direito a faltar quando se quer, na escola pública, é democrático! Se não, juntam em casa e, no fim do ano letivo, no dia da festa, entregam tudo.Mas calma: é preciso uma justificação séria, tipo, um ataque de caspa, um sovaco deslocado, uma hérnia no tendão de aquiles, um corte na cabeça, ou mesmo o corte da cabeça. Não se podem invocar desculpas tais como morte do periquito porque não ocorre quando quiserem, como é óbvio.
      Outra correção importante é o facto de o Mário Nogueira ter deixado de convovar greves, porque os comunistas resolveram adotar uma nova estratégia. Ultimamente as greves, que ocorrem basicamente todas as segundas, quartas e sextas, se estiver a chover, e às terças quintas e sábados, se não, são convocadas por umas senhoras em traje de praia, ou menos que isso, dotadas de megafones. Vão para a porta das escolas, e tá feito!Toda a gente adere!
      A terceira correção é que a razão das greves não é por “dá cá aquela palha” porque no ensino público ninguém come disso. Até porque ninguém quer fazer concorrência aos “amarelos” que, ultimamente, têm convocado várias manifestações por esse mesmo motivo.

    2. Ah! Já me esquecia! Faltou o “punch line” !
      Para quando um Sindicato livre de funcionários públicos comandados por um Estado irresponsável?
      Para quando um irresponsável livre de sindicatos comandados por funcionários públicos do Estado?
      Para quando um funcionário livre de sindicatos públicos irresponsáveis comandados pelo Estado?

    3. Só quis demonstrar que é possível dizer as maiores barbaridades pegando nas albuqérqueas palavras de ordem!

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Tópicos

Pesquisa

Arquivo