Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Francisco Louçã

29 de Junho de 2016, 20:21

Por

A vitória da coerência

Os 17 jovens angolanos condenados a pesadas penas por exercício de opinião vão agora ser libertados, aguardando com termo de identidade e residência a decisão final do Supremo Tribunal sobre o mérito da questão. Que grande notícia.

Fica então provado que há um caminho para a justiça, mesmo num universo tão condicionado como o de Angola.

Mas fica sobretudo evidente que a coerência pode abrir caminho para estes jovens que foram acusados de “associação criminosa” – liam um livro e discutiam formas de protesto cidadão contra o regime de Eduardo dos Santos – e que mantiveram uma atitude determinada. Um dia se dirá que foram dos mais importantes protagonistas da criação de uma democracia em Angola.

Comentários

  1. Viva Dra Ana Gomes. O bloco de esquerda. Vosso esforco para a libertacao de Angola ergue estatuas d vossa consideracao nos coracoes de todos Angolanos oprimidos. Viva Angola e Portugal. Alias portugal colonisou-nos e depois libertou-nos com a revolucao dos cravos.

  2. Está quase a chegar o tempo da rainha Ginga II.
    Ainda tem que fazer algum tempo na Sonangol mas, depois disso, todos os problemas do socialismo em Angola desaparecerão.

  3. Se é verdade que estes activistas eram, antes da primeira detenção, uma “força” de oposição ao regime angolano, a sua influência e presença ( pelo menos fora de portas) era quase nula.

    Com tudo isto que se tem vindo a passar, o Estado Angolano pode agora reconhecer o seu enorme contributo para levar estes 17 jovens aos 4 cantos do mundo e de Angola.

    Se a Lei de Angola ainda não aceitar forças contrárias ao regime de que forma for ( devido aos anos de guerra, da UNITA e do Savimbi), e se estar a ler um livro não representa nada… O passeio, as cartas da prisão, a pressão internacional, tudo isto já representa alguma coisa.
    E sendo assim foi a acusação de “associação criminosa” que levou a que aquela simples associação de pessoas tomasse outra forma (agora bem mais ameaçadora da “República”), quando normalmente acontecesse o contrário, o crime leva a que haja uma acusação.

  4. A ditadura cedeu à pressão dos próprios e do movimento internacional que seus heróicos actos animaram.

    A ditadura sabe que tem de ganhar folgo, esvaziar a pressão internacional, sair dos holofotes por ser ditadura inclemente e mostrar clemência. É uma manobra tática de comunicação.

    O movimento de solidariedade internacional para com as vítimas da Ditaduta de Angola é agora essencial. A heroicidade dos jovens angolanos fez ceder a ditadura essa vitória é também a vitória da solidariedade internacional que suscitaram.

  5. Gostei mas, hás vezes, sou um bocado pessimista. Oxalá que estar livre não seja mais perigoso que estar encarcerado…Num regime daqueles é mesmo caso para desconfiar! Os próprios libertados disseram que lhes parece uma decisão “temporária”. A pressão tem de ser mantida.

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