Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Francisco Louçã

29 de Maio de 2016, 21:30

Por

Ou é muita ignorância ou é muita arrogância

O “Movimento em Defesa da Escola Ponto” (ponto quê? o que é que este ponto quer dizer?) teve uma audiência com o Presidente da República e emitiu depois um comunicado. Tudo normal, não fora o comunicado reproduzir, com o detalhe das aspas, algumas palavras atribuídas ao Presidente.

Isto é inédito em quarenta anos e por uma razão muito evidente: quando um Presidente quer tornar pública uma posição, não manda dizer por um comunicado de algum grupo que tenha recebido. Quem visita o Presidente não se torna por isso seu porta-voz, por maior que seja o desvanecimento provocado pela visão das tapeçarias do Almada Negreiros no salão de espera. O Presidente fala por si, ponto, e quem sai de uma audiência em Belém só tem direito de exprimir a sua própria opinião e nunca a do Presidente, ponto.

Admitir que o Presidente manda dizer por outros o que acha e que, a páginas tantas da audiência, se viraria para o visitante e lhe diria, “oh xotor, pegue aí na caneta e tome nota das frases que lhe vou ditar para o seu comunicado”, ou é zombaria ou é estupidez. O dito Movimento usou e abusou de ambas as qualidades.

O problema posterior foi que, tendo alguém em Belém notado a indelicadeza, transmitiu o recado aos mesmos meios de comunicação social que tinham destacado o comunicado, explicando que o Presidente nada tinha que ver com o tal escrito.

Ora, perguntado, o porta-voz do Movimento veio reafirmar tudo, passando alegremente da prova da ignorância para a prova da arrogância. Que sim senhor, o Presidente tinha dito isto e aquilo, e que estava com eles, e que repetiam as suas palavras. Parece que o puxão de orelhas não foi suficiente e que a instrumentalização das hipotéticas palavras do Presidente era causa maior para o Movimento, como se não houvesse amanhã.

Não sei se algum dia este Movimento voltará a ser recebido em Belém ou por qualquer instituição mas, se for, será certamente sob a condição juramentada em cartório de não repetir a façanha. Entretanto, o tal porta-voz, que parece feliz com o cometimento, conseguiu prejudicar uma via de diálogo e a relação com a instituição que esperava influenciar, forçou o Presidente a um silêncio cuidadoso, além de conseguir passar pela vergonha na praça pública e de mostrar de que massa é feita a sua causa.

Logo depois, no domingo e com o uso das crianças em manifestação para reclamarem a renda dos proprietários dos colégios, ficou o retrato completo. Nada mau, não senhor, o ministro só tem que agradecer.

Comentários

  1. Vale lembrar que, anterior de edificar ou perfurar nenhum
    gênero de estabelecimento empresarial, deve-se consultar
    a prefeitura do município sobre a viabilidade do negócio desejado, quer dizer, se é permitido desenvolver atividade no endereço
    escolhido. http://beauvir.bottompics.s14.deinprovider.de/test.php?a%5B%5D=abertura%20de%20empresa%20florianopolis%20-%20%3Ca%20href%3Dhttp%3A%2F%2Fwww.labelind.unicas.it%2Fwiki_IoT%2Findex.php%2FUtente%3ANadiaMacaluso9%3Ehttp%3A%2F%2Fwww.labelind.unicas.it%2Fwiki_IoT%2Findex.php%2FUtente%3ANadiaMacaluso9%3C%2Fa%3E%2C

  2. Os senhores do colégio que vestem de amarelo deveriam ter vergonha, porquanto vivem acima das suas possibilidades e querem que seja o Estado a suportar as escolhas que não conseguem suportar por si.

    Querem que os vossos filhos estudem em Colégios Privados? Pois bem então paguem vocês, não sou que tenho que andar a pagar a educação dos vossos filhos enquanto a minha filha estuda numa escola pública percebem?

    Vossas exas. deveriam ter vergonha na cara pois querem viver à conta do Estado.

  3. Creio que Francisco Louçã, por delicadeza fez um texto generoso dizendo o que queria dizer. Permita-me usar esta caixa de comentários para, com com franqueza dizer que o que o tal movimento…ponto quiz mesmo manipular o Presidente da República com o mesmo despudor com que manipulam as crianças, mentem nos media e nas missas. Não são pessoas de boa-fé. Cabem todos na democracia portuguesa que é pluralista e inclusiva como a escola pública, mas pessoas de má-fé são diferentes das de boa-fé!

    Houve um tempo em que o Senhor Presidente da República General Ramalho Eanes gravou as conversas que tinha com os líderes partidários por alguns, pelo menos um, fazer declarações à saída também manipuladores do Presidente da República. Estes Senhores do …ponto seguem essa escola golpista.

  4. Sempre andei na pública e só tive padres como professores de português. O padre Bom (que era mau e burro) e o padre Artur (que era bom e esperto e por isso foi rapidamamente desfavorecido pela igreja) Está explicado porque não sei escrever.
    É culpa do estado que não me arranjou professores laicos, sim porque nos anos 90 na escola pública em Mirandela o português começava e acabava com “pai nosso” já religião e moral não.

    1. Lindo! Que bela ironia! Insulta com cada vez mais bom gosto! Não admira que defenda os “amarelados”! Não sei é se lhe agradecem o apoio…

  5. Talvez nem uma coisa nem outra: é muita lata! Tal como o belo argumento que sumidades como João Miguel Tavares e, agora, Assunção Cristas vieram trazer a lume: sempre que exista uma pública e uma escola privada em “concorrência” e a escola pública seja “pior”, seria a escola pública a “fechar” (segundo J. M. Tavares) ou a ser “sacrificada” (na opinião muito mais “católica” de Assunção Cristas). Ora, vejamos: para que tal situação seja possível é necessário que exista uma escola pública e uma privada numa dada região. Já é um problema porque o ensino privado, por questões de rentabilidade (digamos assim, outros diriam lucro), está muito interessado em Sintra, Palmela, Aveiro ou Coimbra (onde chegam a existir aos seis e mais no mesmo concelho, e todos com contratos de associação), mas nada em Idanha-A-Nova, Vila Nova de Foz Côa ou Freixo de Espada à Cinta. Depois porque se “uma escola é melhor que a outra” podem existir razões que não possam ser assacadas ao funcionamento das escolas. E isto vale quer para o público quer para o privado. Vejamos um pequeno exemplo inspirado numa situação que conheço em pormenor: o colégio A (que, por acaso, até é católico…) seleciona subrepticiamente os alunos que o frequentam, levando vantagem, nos exames nacionais, sobre a escola estatal B, que não o faz. Ganhou! É melhor! Feche-se (ou “sacrifique-se”…) a escola pública! Para onde irão esses alunos? Para o “colégio A”? Começo por duvidar, mas admito. O que seria expectável? No ano seguinte o colégio A teria piores resultados. Mas, nessa altura, a escola com que se comparava já não existia! E, sendo assim, o Estado teria de o continuar a financiar… É uma espécie de versão “amarela” do Princípio de Peter…

  6. Garantir a educação dos cidadãos portugueses é uma incumbência do Estado. Todos de acordo? Julgo que a maioria.
    No entanto, parecem discordar no modo de levar à prática tal obrigação. Uns entendem que o deve fazer por meios exclusivamente públicos, enquanto outros julgam que o Estado pode atingir esse objetivo recorrendo também à contratação de privados, pagando por um serviço prestado.
    O articulista, defensor de um Estado configurado como o alfa e o ómega da nossa vida, empenha-se vivamente nesta cruzada, para ele apenas mais um ponto na lista de tarefas para a construção de uma sociedade socialista. O paraíso de mafoma, onde todos andam gratuitamente de comboio e a primavera é em dezembro. Por isso, a coisa não termina aqui (nunca terminará). Haverá sempre outras escolas. E outros setores. Porque razão há-de pagar o Estado a hospitais privados para fazer intervenções cirúrgicas a beneficiários do SNS? Para se ser coerente, dir-se-ia: se querem ir ao privado que paguem do seu bolso!
    E no entanto haverá sempre esperança, mesmo que o resultado seja um fosso ainda maior entre portugueses. Convenhamos que quem tiver possibilidades mandará sempre os filhos estudar no privado, ainda que seja em Inglaterra ou noutro país qualquer. Passa a ser uma questão de sobrevivência.
    Cumprimentos,

    1. O seu depoimento é impressionante! Não tinha a noção da gravidade do que se passa! Diz que “passa a ser uma questão de sobrevivência”! Oh, meu Deus! Por favor denuncie o que conhece! Quantas vítimas mortais não terá produzido o ensino público nestes anos, e que continuam em segredo? Por favor denuncie imediatamente esses casos! É um imperativo!

    2. Eu tenho dinheiro suficiente para colégios e os meus andam no público. É que a mim interessa-me mais que as notas deles venham da sua cabeça e do seu esforço do que da minha carteira.

    3. Sim de sobrevivência. Ou o que acha que está a acontecer aos venezuelanos? Não se faça de lerdo.

    4. Adriano.
      Da escola pública só saem “filhos” de Rosseau.
      Por isso, eu faço o investimento respetivo. É uma das maneiras de gastar o dinheiro…

    5. O quê? Na Venezuela também querem acabar com os contratos de associação? E há racionamento! Nunca tinha pensado na relação entre as duas coisas! Ainda bem que nos avisou! Desculpe, ó Albuquerque, mas tenho de me despedir. Vou já ali ao supermercado encher dois sacos de latas de salsichas antes que seja tarde!

    6. “Só saem filhos de Rousseau”? Deve ser um tipo muito fértil, é pai de milhões? E da escola privada? Só saem filhos de quem?

  7. Eu tenho os meus (3) filhos numa escola privada e pago para isso, não me incomoda se há subsídios ou não. Faço-o com grande sacrifício mas não me importo, faço-o essencialmente porque a escola publica não me garante horário (7:30 ás 19:30 se precisar) para que eu a minha mulher possamos ter emprego. Pergunto: quanto vou pagar a menos de impostos por o estado deixar de financiar as escolas privadas? Quanto vai ganhar o estado com esta alteração, uma vez que vai ter mais alunos no ensino publico? Quanto custa a mais uma turma no ensino publico que no privado? Estão dispostos os funcionários públicos para alguma flexibilidade para garantir alargamento dos horários das escolas publicas?

    1. lj, 30 Maio, 2016 às 17:21: Se seguir o critério de Churchill, encontrará (alguns) fanáticos nos mais variados contextos. Há fanáticos nos colégios, nos partidos, de esquerda e de direita, nas religiões, no desporto, entre os comentadores, etc.. Até há bons cientistas com a boa atitude crítica relativamente ao seu objeto de estudo, por exemplo, batráquios, mas acríticos e fanáticos ao refletirem, por exemplo, sobre a metodologia ou sobre a filosofia da ciência.

  8. Simplement o Marcelo tinha muito paleio quando estava como comentador na TV enganava as pessoas, agora como PR. Vesse um bocado perdido entao decidio imitar o PAPA, anda pelas ruas a sorrir ,apertos de mao,e promessas, ate o 10 de junho passa-se en Franca nao e a pegar os portugueses porque parvos , entao nos ja vimos algums pais vir a Portugal festejar os feriados deles .para um Pais com deficuldades o vosso PR. Passeia muito.

    1. Lamento ter que chamar a atenção: você não sabe escrever em português (‘Vesse’, ‘decidio’ ?) Por favor não envie comentários que só o deixam ficar mal!

  9. …esta tática com cavaco teria sido bem assim, mais um aviso, desta vez “por encomenda”…com o actual inquilino deu zebra, não que ele não lhes tenha confessado «o amor que tem à causa» (ele ama tudo e todos) mas anda muito atarefado a espalhar afetos à esquerda e os tipos do «ponto» querem sangue…são malta empreendedora e muito liberal mas só com o guito do povo via estado…

  10. Respondendo à pergunta implícita no título: ambas – ignorância misturada com arrogância, típica de pessoas privilegiadas.

  11. Torna-se dificil dialogar com alguem que apresenta como o seu ponto de vista,o facto(???!!!!) de ter muita “fé” nas suas razões,e de as suas razões serem as unicas que contam,precisamente porque estão justificadas pela “fé”.Este foi um ponto de vista apresentado por um representante do dito movimento.Por outro lado,eles dizem(segundo o jornal Publico) que não são nem ricos nem betinhos.Mas quem disse que eram? Ou sera,que quando se zagam as comadres,se sabem as verdades?

    1. Caro Ij

      Abri o seu link, vi o vídeo promossional desse Colégio Didálvi e espero que não entre ali um cêntimo do dinheiro dos contribuintes. O contribuinte não pode alimentar quem vive acima das suas possibilidades.

  12. Nada a apontar: toda a razão do seu lado.

    O que é triste, é estes assuntos tomaram conta da agenda mediática portuguesa. Em vez de discutirmos uma estratégia global para o progresso do país, andamos entretidos com umas dezenas de colégios, umas dezenas de estivadores, menos 5 horas para os funcionários públicos.

    Nada de estratégico, apenas e só o contentar de grupos instalados. Aliás, como explicar que um governo de esquerda, ainda não tenha tido uma única medida de apoio aos desempregados? Os grandes afectados pelos 4 anos de sacrifícios, em nada viram a sua condição melhorada pelo governo de esquerda. Alguém fala disto? Pois, sem pertencer a uma máquina de pressão bem instalada, como cidadãos não valemos nada.

  13. O pior das imagens que passaram na tv foi o pangírico recitado por uma professora no palanque dizendo que eram poucos professores mas muito bons e todos de excelência. A estatística parece que a desmente.
    Não é esta professora conformada que quero para os meus filhos. Não! Gosto dos professores insatisfeitos, os que acham que para o ano podem fazer melhor o seu trabalho que este ano. Gosto daqueles que consideram um falhanço a reprovação de um aluno (a maior parte das vezes não o é) mas é a atitude a ter que merece respeito e que com o tempo e a experiência levam efectivamente à excelência. Da mesma maneira não gosto de médicos que já sabem tudo, gosto dos que não sabem mas vão ver.

  14. Curiosos comentarios… Decerto que entao deve tambem reprovar as fenprofes e afins pois desde que existem sempre usaram e abusaram dos estudantes do publico para seu proprio beneficio…. Democratico e deixarem os pais escolherem onde querem que os filhos estudem e que possam pagar com os seus impostos a escola que escolherem…..

    1. Parece-me comentário desadequado: “abusaram dos estudantes do público para seu próprio benefício” não será exactamente o mesmo que USAR AS CRIANÇAS nesta e noutras manifestações!

    2. O Sr. Manuel Figueiredo já aqui expressou que o seu comentário é desadequado. Concordo, mas vou mais longe. O que são “fenprofes e afins”? De que modo alguém, no ensino público, “usou e abusou dos estudantes em seu próprio benefício”? São acusações graves que necessitam de prova. Direi mais, o seu comentário é difamatório o que, talvez saiba, no nosso país é crime.Ponto.

  15. Este ano, mais uma vez, o meu filho não foi ao Rock in Rio.
    Desta vez, passa.
    Mas daqui a 2 anos exijo um subsídio para o meu filho ir no mínimo a 2 dias de festival. Não é justo uns terem acesso á cultura, e outros não.

    Levarei obviamente uma camisola amarela, escrito nas costas:

    “É pecado obrigar os outros a pagar os meus luxos e as minhas escolhas, mas eu não me importo.”

    1. Deixa estar que o teu filho não foi ao Rock and Rio mas graças a Deus houve dinheiro para os meninos bem irem para o colégio. Era o que faltava os meninos bem andarem na escola pública misturados com os pretos e os ciganos! Os nossos filhos não foram ao Rock and Rio porque não são meninos bem. Mas os meninos bem foram, até porque os pais deles não gastam dinheiro na educação deles, daí terem capacidade para os mandar para o Rock and Rio.

      Engraçado que os meninos bem vão para o colégio à conta de quem trabalha, à conta daqueles a quem cortaram vencimentos e pensões. Os pais dos meninos bem também são contra a intervenção do Estado na Economia, excepto quando é para pagar os estudos dos filhos deles, aí o Estado já tem o dever de intervir, até porque afinal de contas quem escolhe a escola dos meninos bem são os paizinhos bem, mas quem paga somos nós. A minha filha anda numa escola pública, eu não devo ser um paizinho bem.

      Mais engraçado ainda é que os nossos filhos vão para a escola pública, terão uma educação inferior à educação dos meninos bem, e futuramente também terão empregos inferiores aos empregos dos meninos bem, aliás estes mandarão nos nossos filhos e despedi-los-ão. Despedir não, farão cessar os seus contratos de trabalho (despedimento é uma palavra tão feia).

      Os meninos bem são contra o subsídio de desemprego, dizem que é para malandros, que é coisa de comunistas que não querem trabalhar. Também são contra o rendimento social de inserção e contra o serviço nacional de saúde, mas não são contra os subsídios do Estado que pagam a educação dos filhos deles, nem se incomodam que o País se encontre em insolvênia, e que sejam os pobrezinhos dos portugueses e os seus escassos rendimentos que paguem a educação dos seus rebentos, não, os paizinhos bem não se incomodam com isso até porque os paizinhos bem são muito patriotas, andam sempre com a bandeira do País ao peito!

      Aqueles que não são patriotas são os estivadores porque fazem greve, esses é que não são patriotas, porque não querem trabalhar!

      Os colégios privados são empresas, alguns dos quais segundo parece não têm capacidade para se manter sem o subsídio estatal, ou seja, sem a “mama do estado” entravam logo em insolvência porque não têm capacidade de subsistir através da qualidade do serviço que prestam, que é aliás como as empresas normais sobrevivem, através da qualidade do serviço que prestam. Mas isso não importa para os meninos e para os paizinhos bem, sabem porquê? Porque os portugueses precisam de ser mais produtivos!!!

      Ah vale a pena viver num País como este, em que os paizinhos bem e os meninos bem não têm vergonha na cara de demonstrar que querem continuar a viver acima das suas possibilidades desde que todos os outros paguem aquilo que eles escolhem, mas não querem pagar, rico País.

  16. Ora Viva

    Até poderia concordar, claro que nem toda a gente tem a tarimba do comentador, pena foi terminar desta maneira:

    “Logo depois, no domingo e com o uso das crianças em manifestação para reclamarem a renda dos proprietários dos colégios, ficou o retrato completo. Nada mau, não senhor, o ministro só tem que agradecer.”

    Mais um vez a passar um atestado de menoridade, essa conversa das crianças já aborrece de tão falsa que é …. assim não vai lá…

    Cumprimentos,

    André Rodrigues

    1. Por outro lado, as crianças que vão às manifs da CGTP são trabalhadores conscientes da sua condição de classe em luta contra a exploração capitalista.

    2. As crianças que vão às manifestações da cgtp não vão em turmas, vão com os seus pais para não ficarem sozinhas em casa o que seria manifesta irresponsabilidade. O que se passou ontem foi a convocação das crianças pelas escolas e professores e padres. Muitas não estavam lá com os seus pais, estavam com a sua turma e com os seus professores. Já agora fica a pergunta: Por acaso nas inúmeras manifestações da fenprof e afins viu serem convocadas turmas inteiras? Sim, as turmas dos professores que vão à manifestação? Eu cá não.

  17. A clubite é tramada. Claro que não é bonito dizer em público o que se disse em privado. Também é verdade que o que o Presidente da República diz, está dito. Também é verdade que tempos difíceis pedem medidas drásticas. Também é verdade que o Presidente não disse que era mentira. Também é verdade que quando se fala com o BE, tudo é exagerado e deturpado. Estes ao menos citaram o presidente. Não viraram as suas palavras contra ele. Também é verdade que se o BE estivesse de boa fé, não chegávamos a este ponto. Também é verdade que a única coisa que o BE quer é acabar com as escolas católicas, ainda que sejam tão tapadas ao ponto de não saberem que não se anda lá a espetar religião às inocentes criancinhas. Por falar em criancinhas, acha que são usadas? Acha que os pais não estão a lutar pelo seu futuro? Sente-as prejudicadas? Não são suas, não sabe.

    1. Ganda BE ! É o dono disto tudo, caneco.Quem sabe se o próprio Presidente da República não é um submarino do BE?! O fanatismo de um anti BE é tramado. Recomendo a leitura das palavras do Papa Francisco. Estou certa que o BE também lho recomendaria. Quanto ao resto do seu patuá, nomeadamente no que respeita à descarada instrumentalização/utilização das crianças nesta ridícula amarelice, olhe -> ponto

    2. Também é verdade que o comentário ao artigo em causa deixaste exposto na tua 2ª frase, mostrando que concordas em absoluto com o articulista! Também é verdade que as frases seguintes são justificadas pela 1ª frase do seu comentário…

    3. Sr, ou Sra, PC: há mais católicos no BE do que pensa. Receio é que, para alguns católicos, a condição de inscrito no BE os exclua automaticamente da comunhão (como os divorciados, por exemplo…). Nunca ouvi alguém do BE a dizer que as escolas católicas não deviam existir. (Já lá vamos aos “espetanços” de religião…)Antes quero falar da grande líder amarela Cristas que advoga, agora, o fecho de escolas do Estado onde, patatá, patatá, elas forem “piores”. Não sei se estará por detrás desta proposta acabar com as escolas do Estado onde, tanto quanto se sabe, grassa a propaganda do ateísmo. Não conheço, aliás, nenhum professor de escolas do Estado que não seja ateu, incluindo muitos professores de Religião e Moral que, tenho provas, passam música dos “Metallica” nas aulas! Ao contrário das escolas católicas, onde ninguém espeta religião. E ainda bem! Eu sou do tempo em que as escolas do Estado obrigavam todos a tentativas de espetanços semanais dessas coisas. Não gostei. Na família também tenho exemplos recentes…Uma miúda de 16 anos, que andou num “colégio católico” entre os 6 e os 12 disse-me perentoriamente que “Deus não existe”…Até eu tenho dúvidas…

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