Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Francisco Louçã

27 de Maio de 2016, 08:18

Por

União? Pergunte se faz favor: União?

A Áustria escolheu por uma unha negra o presidente que não é o homem da extrema-direita. O país de Freud e de Reich, de Mozart, Haydn, Schubert, Mahler, Strauss e Klimt, de Godel, Wittgenstein e Von Neumann, de Viena capital da Europa, esse é o país que dá hoje metade dos votos a uma figura de um partido nascido da saudade da invasão pelas tropas nazis (e já não é o primeiro susto que a Áustria nos prega). Se este é o resultado da fragilidade do regime democrático, da decadência das suas políticas sociais, do medo dos refugiados e da perturbação criada pela guerra fria de baixo nível nas fronteiras da Rússia, então é caso para nos questionarmos sobre a sobrevivência da própria política europeia, porque ela é um dos factores principais desta desagregação.

Quanto ao discurso, nem vale a pena cuidar disso. Como lembrou Teresa de Sousa, para já passou o susto e portanto as instituições europeias tratarão de esquecer o assunto o mais depressa possível – até à próxima. Entretanto, forças afins da extrema-direita dominam ou participam nos governos da Polónia, Hungria, Dinamarca, Finlândia e Holanda.

Mas, se isto é o susto, o que dizer da normalidade? No Reino Unido, o primeiro ministro conservador ajusta contas dentro do seu partido e com a direita nacionalista convocando um referendo a nada menos do que a participação na União Europeia. Em França, o presidente do Partido Socialista provoca o tumulto popular com uma lei que forçaria a precarização do trabalho, como já o tinha feito Matteo Renzi em Itália. Na Grécia, o parlamento aprova medidas de austeridade para serem aplicadas se não resultarem as medidas actuais, um novo pacote de austeridade, numa lei à condição que pelo menos deixa claro o caminho que é imposto ao país. Esta é a normalidade. Não se faz portanto ideia do que vem a seguir. O normal já é o assustador.

Repare-se na negociação entre a Comissão Europeia e Cameron. Para facilitar o discurso do chefe conservador, Juncker e os seus comissários concederam-lhe restrições aos direitos dos trabalhadores europeus em Inglaterra: as enfermeiras portuguesas (e todos os outros) perderão o abono de família para os seus filhos. Ou seja, na dificuldade – criada pelo jogo político de Cameron –, o argumento para ficar na União Europeia é que as suas regras deixem de se aplicar quando se trata de pessoas. Isto é a normalidade europeia nos dias que correm.

Talvez por isso, as palavras dos federalistas decepcionados são das mais lúcidas que podemos ler sobre a Europa (como é o caso, entre nós, de Viriato Soromenho Marques). Acreditavam numa convergência, acreditavam em mecanismos comuns, acreditavam em políticas dirigidas, acreditavam em cooperação e sai-lhes Schauble e Cameron, Juncker e Hollande. Mas, ao reconhecerem o problema com a franqueza de quem defende os seus pontos de vista, traçam o retrato do medo que a União vai suscitando. Não são os únicos a perceberem que o risco para Portugal se chama Comissão Europeia e Banco Central Europeu.

Entendemo-nos. Quando Bruxelas nos repete a palavra União já não quer dizer nada.

 

Comentários

  1. Dou de barato que a ideologia austeritária que hoje domina a Europa contribui em larga medida para o crescimento da Extrema-Direita. Quando não há diferenças entre a maioria dos Partidos do PPE e do PSE (e quando neo-fascistas húngaros e polacos se sentam nas bancadas do PPE em Estrasburgo) é natural que o eleitorado rural ou operário abandone as fileiras da Esquerda para votar na Extrema-Direita. Acontece na Áustria, como acontece em França com a FN. Mas convenhamos, atribuir toda a culpa pela existência da Extrema-Direita à UE é algo exagerado. Sempre existiu uma forte tradição de Extrema-Direita na Áustria (Hitler era afinal austríaco), mesmo antes do Anschluss de 1938 e que continuou após 1945. O FPO não é um epifenómeno recente. A UE pode ter responsabilidades na gestão da crise dos refugiados (e alguns países europeus têm responsabilidades relativamente ao eclodir da Guerra na Síria), mas não podemos contestar o princípio de que todos os Países dentro da União devem receber refugiados, como resulta aliás das obrigações impostas pela carta da ONU. Ora, é também essa nossa obrigação de acolher quem precisa que está a alimentar os Partidos de Extrema-Direita por essa Europa fora. Atribuir à fraqueza da resposta da UE perante os egoísmos nacionais (incluindo no Reino Unido) a causa desses mesmos egoísmos, é confundir a consequência com a causa…

  2. 1. von Neumann nasceu em Budapeste. É tanto austríaco quanto as pessoas nascidas em Lisboa de 1580 a 1640 são espanholas, ou quanto Watt, Kelvin, Carlyle, Hume, Fleming, Maxwell, são ingleses.

    2. Talvez por isso, as palavras dos federalistas decepcionados são das mais lúcidas que podemos ler sobre a Europa. Acreditavam numa convergência, acreditavam em mecanismos comuns, acreditavam em políticas dirigidas, acreditavam em cooperação e sai-lhes Sócrates, Zapatero, Papandreu e Tsipras que em vez de se preocuparem em fazerem políticas que permitissem a convergência com a competetividade, produtividade e desenvolvimento do resto da Europa, apostaram numa política de dívida e empobrecimento confiando que a solidariedade dos países do Norte os viria salvar. Com isso rebentaram com a convergência, rebentaram com a coesão, e estão a ponto de rebentar com a União, a União que nos deu o mais longo periodo de paz na Europa. E Francisco Louçã tem muita responsabilidade na tempestade, na guerra, na morte e na destruição que aí vêm…

  3. Uma negociação entre uma UE extremista neoliberal, e uma Inglaterra extremista neoliberal, estávamos á espera de quê?

    Protecção de pessoas!!?? De seres humanos!??

    É óbvio que a Alemanha já desistiu, porque arrogantemente acha que atingiu o seu “estágio”. Nem tentou, como sempre, meter dinheiro vivo nas negociações com a Inglaterra, como sempre fez.
    Mas a história ensina-nos, que quanto mais tarde a Europa combater a arrogância da Alemanha, e os seus aliados (mais perigosos), mais grave será a resolução de problemas futuros…

  4. Caro FL. Não é meu hábito sugerir a leitura deste ou daquele livro a quem vive no meio deles.. Em geral a resposta que obtenho é: já conheço ou já me passou pela mãos.
    Correndo esse risco, gostaria de lembrar a existência de um pequeno livrinho, de autor insuspeito e cuja importância muita gente se esforçou por subestimar. “O édito de Caracala” (wook.pt/livro/o-edito-de-caracala-regis-debray/164784) de Regis Debray. Esse mesmo, um dos companheiros de Che.
    Convém ler a versão integral e não os extratos que andam pela internet. Dir-lhe-á muito sobre a “europa” actual e futura. Se já leu, fica a minha perplexidade face ao “desencanto” manifestado. Por si e por mais alguns, bom, bom, seria uma união de repúblicas socialistas da europa.
    Cumprimentos.

    1. Pois é! Gostei das “aspas”! Já sei que não vai jogar para a China. Fico descansado!

  5. A chamada “UE” não é união, nem aduaneira. As chamadas instituições europeias, algumas nem previstas em nenhum “Tratado Europeu” o poder foi assaltado por que ousou fazê-lo.

    A Comissão Europeia perdeu iniciativa e as ordens têm origem duvidosa, mas geralmente são dadas pelo “Presidente do Eurogrupo” que é justamente uma instituição informal sem existência formal. Ou vêm de Merkel e vinham também muito de Schäuble. Tudo poderes usurpados e a representar poderes mal esclarecidos.

    No meio da baralhada há uma instituição que manda e muito, demais. É o BCE que tem as economias, que se submeteram ao Euro, com a corda laçada na garganta e as pontas das cordas em Frankfurt. A cada esticão alguém fica para trás.

    Está em curso um processo de anexação das economias através da chamada união bancária.

    Para ter sido possível arregimentar colaboracionistas nos diferentes países cujas economias estão em curso de anexação foi desenhada esta política de recessão e punição que fragilizou a defesa das democracias pluralistas e no caso da Grécia até ousaram fazer um golpe de estado.

    Estas políticas associadas à execução de políticas externas de agressão dando a cara pelos EUA cercaram a chamada “UE” de guerras por fora e terrorismo por dentro.

    Tudo tem efeitos colaterais e neste caso é a desconfiança e o voltar de costas de quem não tem a tal corda na garganta com a ponta em Frankfurt.

    Ficou em evidência que não existem cidadãos da chamada “UE”. Existem cidadãos das suas nações e países que erguem a voz chamando os seus à sua casa de sempre construída com sangue, suor, lágrimas e muita ousadia. Ninguém fica com “pele de galinha” pelo hino da chamada “UE”.

    Sob a capa desta desunião Frankfurt continua a esticar uma e outra corda ficando sempre alguém para trás.

  6. Como federalista, lamento os tempos agitados que promovem a ascensão de partidos extremistas, de direita e de esquerda, que poderão por em causa a coesão da União Europeia. Lembro que uma “força afim da extrema-direita” também participa no governo da Grécia, o que parece ser inconveniente para o autor. Tal como parece ser inconveniente mencionar as forças afins da extrema-esquerda que dominam ou participam em governos europeus.

    As medidas de austeridade introduzidas pelo Syriza na Grécia são a consequência das políticas irresponsáveis do governo do Syriza em 2015. Não há que atribuir responsabilidades a terceiros, uma vez que a Grécia estava, no início de 2015,
    a recuperar de uma crise grave, por sua vez provocada por outras políticas populistas e irresponsáveis. Na minha opinião, os gregos deviam começar a ser mais críticos no momento de votar, mas têm o direito de escolherem quem quiserem com todas as consequências, boas e más, que daí vierem.

    As políticas seguidas pelos governos francês e italiano (que são governos de esquerda) são políticas reformistas que promovem a prosperidade económica e social. Em democracia, os arruaceiros não contam mais do que os eleitores que votaram nestes governos.

    Lamento o afastamento do Reino Unido da União Europeia. Como democrata, respeito as opções do seu povo e espero que as negociações conduzam à melhor solução de integração que satisfaça ambas as partes.

    1. Caro pedro, espero, sinceramente, que não fique melindrado/ofendido por responder/desmontar o seu comentário, mas a minha veia consequente do reflexo condicionado a que nós, humanos, estamos sujeitos, não consegue evitar que o faça!

      Vamos lá então:

      “Lembro que uma “força afim da extrema-direita” também participa no governo da Grécia, o que parece ser inconveniente para o autor. Tal como parece ser inconveniente mencionar as forças afins da extrema-esquerda que dominam ou participam em governos europeus.”
      Em 1º lugar, atendendo ao que parece ser o seu conceito politico, depois do centro politico, só existe estremismo, é isso, ou percebi mal?Dou o exemplo do PAF, acha que era uma “coisa” moderada? Com bom senso? Nada extremista no que respeita à relação do estado com o cidadão, no modelo económico-social que acha que o País devia ter( relembro o projecto de 10ª melhor economia mundial, ou nova Singapura), na educação e saúde, onde claramente fomentou e financiou a iniciativa(lucros) privada e seus beneficiários(lucros pagos pelo estado), em detrimento do ensino e saúde pública, devidamente consagrados na constituição?Acha que foi moderada e nada extremista a saga privaticionista do ex-governo PAF?!

      “As políticas seguidas pelos governos francês e italiano (que são governos de esquerda) são políticas reformistas que promovem a prosperidade económica e social. Em democracia, os arruaceiros não contam mais do que os eleitores que votaram nestes governos.”
      Olhando para este parágrafo parece que ambos cumpriram as metas do défice e que as sanções a Portugal e espanha são exemplares e únicas. Algo que julgo saber ser errado, se não sabe, fica já a saber que a própria Alemanha deveria ter sanções, que como pode facilmente constactar, não apareceram ainda por parte da “UE”. Se não entendeu esta parte, diga, que eu explico com todo o gosto!

      “Na minha opinião, os gregos deviam começar a ser mais críticos no momento de votar, mas têm o direito de escolherem quem quiserem com todas as consequências, boas e más, que daí vierem.”
      Imaginando-me como Grego, peço-lhe para me indicar em quem devia ter votado ou em quem devia votar no futuro. Desde já o meu obrigado..

      “Lamento o afastamento do Reino Unido da União Europeia. Como democrata, respeito as opções do seu povo e espero que as negociações conduzam à melhor solução de integração que satisfaça ambas as partes.”
      Pois eu, como democrata, não respeito quem para seu proveito ameaça com a saída da “UE” , e que o que quer em troca são “rebuçados” anti democráticos como por exemplo, retirar os beneficios sociais dos enfermeiros estranjeiros a laborar no seu território, isto obvia e escandalosamente, porque são estrangeiros! Muito democrático, não dúvida haja dúvidas!!!

      Nota: Quando escrevo “UE” não é gralha, é apenas o meu comentário ao artigo em discussão. Não existe UNIÃO!!!

      Já agora, tem alguma coisa a dizer sobre o artigo em causa? É que, permita-me, mas nada do que referiu me parece ser para este debate…

      Cumprimentos.

    2. Caro Ernesto, claro que não fico melindrado nem ofendido, mas não havia necessidade de sugerir que quem não pensa como o senhor é ignorante.

      Não tenho a candura de acreditar em paraísos utópicos e a União Europeia não é um certamente. Adaptando a frase de Churchill, a União Europeia é a pior instituição para promover a paz e a prosperidade na Europa, salvo todas as demais que estão a ser propostas. Agora, se me permite, responderei brevemente aos 4 parágrafos onde “responde/desmonta” o meu comentário.

      Primeiro, o meu comentário não tem nada a ver com a PAF. Apesar disso, recomendo a leitura da entrevista de Francisco Assis publicada no Diário de Notícias:
      http://www.dn.pt/Common/print.aspx?id=5196678
      Lá encontrará uma resposta, que eu subscrevo, à sua objeção.

      Segundo, o meu comentário é apenas sobre o que está no artigo de Louçã: “Em França, o presidente do Partido Socialista provoca o tumulto popular com uma lei que forçaria a precarização do trabalho, como já o tinha feito Matteo Renzi em Itália.” Como Louçã não se estava a referir a limites do défice nem a sanções, o meu comentário também não diz respeito a essas matérias, as quais poderei comentar noutra altura.

      Terceiro, não me compete dizer em quem os gregos deveriam votar. Se lhes pudesse dar um conselho, recomendar-lhes-ia que escolhessem bom senso em vez de escolherem ideologia.

      Quarto, na minha opinião, as matérias que refere devem fazer parte das negociações que “conduzam à melhor solução de integração que satisfaça ambas as partes.”

    3. OTRA VEZ O MESMO ARGUMENTO DE QUE A AUSTERIDADE DO PACOTE ACTUAL E O RESULTADO DO QUE O SYRIZA FEZ ANTES, QUE É O ARGUMENTO QUE ANTES DE SYRITZA A COISA ANDAVA BEM, QUE O PROGRAMA DE AUSTERIDADE DO GOVERNO DE COALIZÃO ND-PASOK ANDAVA BEM, FRANCAMENTE, É UM ARGUMENTO DESONESTO. ACREDITAR QUE AS REFORMAS LABORAIS VÃO MELHORAR A SITUAÇÃO COMPETITIVA , ELEVAR O EMPREGO, É UMA FE, SE TODOS OS PAISES FAZEM ISSO, É COMO ACREDITAR QUE TUDO IRA MUDAR QUANDO TUDO MUDA, E ACONTECE O QUE JA ACONTECEU NOS ANOS 30, TODOS DESVALORIZARAM AS SUA MOEDAS SAINDO DO STANDARD OURO, PARA ESTIMULAR AS EXPORTAÇÕES, NADA MUDO, PELO CONTRARIO PIOROU. NÃO SE APRENDE NADA? HA OS INTERESSES QUE QUEREM SALVAR A BANCA, SALVAR OS GRUPOS ECONÓMICOS. OS DOGMAS NEO-LIBERAIS TEM UM IMENSO PODER DE FOGO. OS VOTANTES DE FRANÇA E ITALIA NÃO VOTARAM AS LEIS LABORAIS, ISSO SEMPRE FAZ PARTE DA AGENDA OCULTA DOS PARTIDOS DE PODER. HA OUTRAS MEDIDAS PRIORITÁRIAS QUE PODERIAM SER IMPLEMENTADAS, CON CONSEQUÊNCIAS SOBRE O EMPREGO, MUITO MAIS EFECTIVAS QUE REDUZIR SALÁRIOS, QUE É O OBJECTIVO DAS REFORMAS LABORAIS. O QUE ME PREOCUPA MAIS É QUE VAMOS A VIVER UN FUTURO PIOR, MAIS VOLÁTIL, SEM EXPECTATIVAS DE MELHORIA, SEM EMPREGO PARA AS NOVAS GERAÇÕES. É PRECISO MUDAR RUMO, O AVANÇO TECNOLÓGICO ESTA A SER APROPRIADO PELOS INTERESSES DOS MAIS RICOS E FORTES ECONOMICAMENTE O QUE NÃO É MUITO CATÓLICO.

  7. Viena nunca foi uma capital da europa civilizada. Viena nasceu tarde, foi um acampamento militar romano no limes, uma periferia, coisa da barbárie. Nunca saiu do estado de barbárie, tem um nome bárbaro e é um centro da barbárie germânica.

    A barbárie germânica nunca foi civilizada, não tem cultura para tal, o atraso cultural milenar desses pré-históricos não permite a passagem ao comportamento civilizado.

    Nem um estado e muito menos um “regime democrático” alguma vez existiram na “europa barbára” (a europa depois do século III). A barbárie germânica desconhece e estranha a estrutura social greco-romana. O estado é a instituição da sociedade (coisa que os germânicos nunca tiveram) e o “demos” (gens em latim) é o patamar anterior à cúria na organização interna de uma sociedade greco-romana (organização que a barbárie nunca teve).

    A plebe pré-histórica vive em matilha desde sempre. Não tem sociedade, tem a sua antítese. Não tem: familia-gens-cúria-tribo-cidade da sociedade greco-romana; tem: chefes, feiticeiros e plebe da matilha pré-histórica. Antes chamavam nobreza, clero e povo à matilha pré-histórica; agora chamam investidores, “comunidade científica” e trabalhadores à mesma matilha.

    A matilha feirante actual é a continuidade da mesma estrutura pré-histórica da barbárie: os chefes, os feiticeiros e os servis. Sociedade e matilha são incompatíveis em termos estruturais. Não há estado nem democracia mesmo que na matilha se façam eleições para eleger o chefe da matilha feirante.

    Isso do estado ser o mesmo que o “reino” bárbaro e do demos querer dizer povo, são analfabetismos dos universitários (sempre pródigos em ensinar a sua ignorância à barbárie). São analfabetismos que servem para a barbárie acreditar que é civilizada e, ao mesmo tempo, revela o quão ignorante e atrasada é essa plebe. O exemplo das anedotas anglo-saxónicas, que se apresentam como sendo uma monarquia e democracia ao mesmo tempo, é paradigmático do atraso cultural dessa plebe boçal e pré-histórica que é a barbárie germânica. E o quão atrasada e imbecil é a “europa bárbara”.

    O único regime que a barbárie conhece é a bandalheira e as suas versões: a bandalheira bélica e a bandalheira feirante.

    Não há qualquer hipótese da barbárie germânica e cristã ter uma democracia. A base cultural abraâmica é incompatível com a cultura que determina a democracia e o civismo.

    Algum dia esta plebe, que adora um deus delinquente e individualista e valoriza o roubo pela mercadoria, vai ter comportamentos civilizados? Nunca, não sai sequer do ciclo de delinquência feirante, das ideologias de feira, quanto mais entrar no domínio do civismo.

    O problema da “europa bárbara” é sempre o mesmo: a insalubridade cultural, que a barbárie apresenta desde que veio dos confins da periferia nórdica.

    A UE é um buraco de maus vizinhos, controlado pelo país com mais cadastro criminal, à boa maneira da miséria cultural germânica.

    O que vemos hoje é mais do mesmo na “europa bárbara”: a impossibilidade da barbárie se comportar de forma civilizada entre eles.

    A bandalheira feirante, o roubar através da mercadoria, é a prática desta barbárie que nega a ordem, o civismo, o estado e não sabe sequer o que é uma democracia. Viena é uma capital da barbárie germânica e não da europa civilizada, e não há qualquer “regime democrático” na barbárie.

    O caro Louçã deveria empenhar-se mais em termos culturais, para não ter um discurso com erros e demonstrações de ignorância. Lembre-se que a ignorância é o orgulho da direita, a prática da esquerda e a causa da miséria da “europa bárbara”.

    1. Sim, a “europa bárbara” está em grande crise! E a outra? Se quer que lhe diga não tenho visto nenhum romano por aquí! E não estou longe dos que ainda existem…um bocadito abaixo do nível do solo, confesso!

    2. Caro Eppicuro, por aqui ninguém lhe liga, Já experimentou ir pregar para o manicómio?

  8. Bom dia,
    Se calhar devemos dar um passo a trás e voltar a chamar CEE (Comunidade Económica Europeia). Sim, por que neste momento a União Europeia existe como mercado bolsista sobre países.
    Devemos começar a pensar em sair da União Europeia, caso sejam aplicadas as tais sanções, quando estas sanções têm dois (ou mais) pesos e duas medidas. Qual é a moralidade de quem as aplica? Só para criar um bode expiatório na (des)União?

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