Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Francisco Louçã

19 de Maio de 2016, 08:48

Por

O banco mau pode ser uma má ideia, senhor governador

Carlos Costa explicou há dois dias porque tem que ser criado um “banco mau” para ficar com os créditos difíceis dos bancos. A Comissão Europeia veio ontem sugerir que o prazo para essa decisão é Outubro deste ano.

Os bancos disseram logo de seguida que não estão interessados (mesmo que alguns secretamente desejem que tal aconteça, provavelmente desde que não paguem).

O Presidente disse que concorda se não houver custos para os contribuintes.

O primeiro-ministro disse que há um problema e várias soluções difíceis e logo se vê.

Ou seja: Carlos Costa quer juntar os créditos difíceis mas não pode fazê-lo sem custos e os bancos podem entregar os créditos mas não querem pagar a conta. Os decisores políticos já perceberam que este dossier é difícil e reservam a sua opinião, já se expuseram demasiado e não querem repetir o erro.

A referência ao modelo italiano é por tudo isso um subterfúgio (Ricardo Cabral já aqui falou disso). Em Itália haverá 360 mil milhões de créditos de má qualidade; o Atlante, o fundo de salvação dos bancos, só tem 5 mil milhões, pagos pelos vários bancos – à escala portuguesa, isso seriam poucas centenas de milhões, uma gota de água. O fundo italiano, aliás, não tem servido para tratar do problema sistémico, mas antes de operações de emergência para bancos que estão a colapsar (foi o caso da Banca Popolare di Vicenza). Como o Estado não pagou, os bancos estão a financiar o fundo, mas isso implica, como anteontem alguns banqueiros responderam no Hotel Ritz a Costa, que os que cumprem cobrem os prejuízos dos que não cumprem, ou seja, há um incentivo para a trafulhice ou simplesmente para decisões irresponsáveis.

Que o governador se preocupa pouco com a conta do contribuinte, isso já ficou evidente no caso do Banif e noutros. Portanto, não esperemos cuidados especiais por parte do Banco de Portugal. Curiosamente, a Comissão Europeia até pode facilitar uma operação destas, mesmo que tenha dinheiros públicos, porque neste caso seriam ajudas de Estado ao bancos privados, o que é bem visto em Bruxelas (já se for a capitalização directa da CGD cai o Carmo e a Trindade). Em qualquer caso, já sabemos, tudo isto redunda no final em prejuízos para a conta pública.

Mas a posição do primeiro-ministro é mais complicada. Pode haver quem no governo pense que esta solução é um Plano B para a Caixa. Ora, quem for por esse caminho vai mal. A Caixa só pode ser capitalizada directamente e com custos transparentes. Não tem nenhum sentido fazer uma operação indirecta de recapitalização do sistema bancário com a nacionalização dos créditos mal parados, que acabarão sempre por ser parcialmente cobertos por impostos, como subterfúgio para disfarçar a natureza de uma operação. Portanto, mais vale pôr dinheiro na Caixa, mudar a sua forma de proceder, diminuir as operações de risco, incentivar o crédito, orientar o financiamento para a criação de emprego e evitar grandes estratagemas de perna curta.

Em todo o caso, fica uma pergunta: se, no fim de tudo, o que resulta é que a banca, quando acumula más operações, pede que o Estado as nacionalize e fique com os prejuízos potenciais, o que é que isso diz sobre a natureza do negócio que é a concessão de crédito?

Comentários

  1. Queremos acabar com à crise em Portugal eu tenho a solucao ,o Braga ganhou a taca de Portugal e o povo saiu para a rua contente, o Benfica foi campeao de Portugal e o povo saiu para a rua contente, fassem que para o ano seja o Sporting, depois outra équipa, depois outra assim todos os anos , o povo sai para a rua aos gritos de contente e assim mostrais au mundo que sois um povo muito feliz com salarios de 530€ e nao existe crédit mal parado.

    1. Essa ideia do futebol é um bom plano B para quando a geringonça chamar a troika para pagar as contas.

  2. Segundo o Banco de Portugal, existem cá 129 mil milhões de crédito mal-parado, o que significaria não uma gota de água, mas cerca de 1.800 milhões para o Fundo, em idêntica proporção, e igualmente insuficientes. Todavia, tendo em conta a dimensão das economias italiana e portuguesa, a nossa percentagem de malparado é colossal. Porém, ainda segundo o banco de Portugal, 25,1% desses créditos vencidos foram atribuídos a microempresas (às grandes, 3,4%). Isto significa que o sector que mais penaliza a Economia não são os Bancos (não estamos a falar de perdas em Bolsa nem de operações especulativas), mas sim a trafulhice nata dos nossos pequenos empresários, possivelmente em colusão com alguns bancários. A solução seria em primeiro lugar tentar recuperar esses montantes por todos os meios possíveis (o que o BE não deixa, pois nem aceita que se penhorem as casas, e defende os caloteiros) e em segundo lugar acabar com os “simplexes” no que diz respeito às empresas, sobretudo as pequenas e as micro, que são quem mais foge ao fisco e consome o crédito que nem sequer paga, e que faz imensa falta para apoiar os poucos sectores verdadeiramente produtivos. Estamos a falar de 6 ou 7 vezes as ajudas da UE até 2020…! Além disso as microempresas na maioria dos casos nem sequer criam emprego. Em vez de andar em cima de 10 milhões de cidadãos, o Fisco devia era andar em cima de 500 mil empresas que estão nas mãos de caloteiros!

  3. O senhor tem capacidade de difundir ideias novas/diferentes. Eu acho muito arriscado existirem bancos de elevada dimensão, pois isso leva a que quando perdem o dinheiro, os gestores argumentem que se falirem os depositantes perdem tudo e ainda é pior (e provavelmente até têm razão). Isso implica que um banco nunca vá a falência e como tal uma desresponsabilização de quem os gere. Repare que em bancos em que nós colocámos o nosso dinheiro, qualquer gestor ganha mais dinheiro do que um gestor em outro tipo de empresa. É imoral.
    Em minha opinião, os bancos deviam assim ser obrigados a maiores exigências de capital à medida que crescem os seus ativos. Isto levava a que tivessem de angariar mais capital para crescerem e simultaneamente a terem mais defesas. Só o processos de angariação de capital já levava a repensar periodicamente a gestão.
    Cumprimentos,
    Tomé Alexandre

    1. Tem razão, esse é um dos grandes temas de debate hoje em dia. O argumento de que os bancos não devem ser grandes de mais tem ganho força com a experiência.

    2. Não vejo vozes a favor de bancos mais pequenos. Vejo muitos a defender grandes bancos, supostamente acompanhada de mais supervisão (e burocracia que todos nós vamos ter de pagar) que será sempre ineficiente contra os incompetentes e desonestos. Provavelmente grandes bancos vai levar a que nada mude e que daqui por uns anos tudo se repita.

  4. Banco mau? Já há vários por aí fora. Este, no mínimo, é o banco péssimo. Qunado for necessário resgatá-lo, forma-se o banco horrível. E assim sucessivamente…

  5. Acho que o amigo não percebeu sequer a questão. Como nota prévia, também não concordo com “bancos maus globais” que juntem carteiras de malparado e esta ideia parece-me francamente de jerico. Há no entanto que esclarecer por que razão não é possível capitalizar a CGD mas o “banco mau global” é aceite. É simples. Colocar dinheiro directamente na CGD é contra as regras de concorrência. Pois. Aliás, desta vez é a CGD, mas outros podem seguir-se… o que o Estado pôde fazer aos bancos foi emprestar dinheiro (CoCos), mas com pressuposto de o reaver! Se for criada uma solução transversal, todos os bancos podem recorrer a ela, donde que não é indutor de enviesamento na concorrência entre instituições. Um professor universitário deveria ser mais esclarecedor e não tão propositadamente parcial e obscurantista.

    1. Caro Paulo Antunes, não precisa de ser ofensivo. Ainda por cima, não tem razão. Não há nenhuma regra que determine que o accionista não pode reforçar o capital do seu banco e que seja obrigado a recorrer a cocos.

    2. Antes de mais, obrigado pela resposta – não são todos…. Peço desculpa se o ofendi. Presumi que tivesse sido propositado – mas não o tendo sido, também não melhora muito… Claro que não há regra que obrigue a capitalização de bancos por CoCos. Tomara era os bancos terem investidores, além do Estado em situação de emergência por CoCos!

      O princípio de que o acionista pode sempre reforçar e investir na empresa que detém, não se aplica ao Estado. E isso é muito fácil de enquadrar. Imagine-se que o BCP precisa de capital. O presidente do banco vai ter com o Primeiro Ministro e pede-lhe um cheque, que é passado. O Estado fica com uma parte do banco (por aumento de capital) e ficamos todos contentes. Certo? Errado. Por que razão há-de o Estado introduzir um viés na concorrência? Por que razão colocar dinheiro nesse e não em outro? Não têm todos os bancos o direito de exigir que o Estado os trate da mesma maneira?

      No exemplo dado, por que razão o BCP não faz um aumento de capital e o estado avança como outro qualquer investidor, em pé de igualdade? Por que razão isso não é permitido também na CGD? Eu prefiro a CGD pública, mas não se pode permitir que esta, sendo um agente num mercado livre, tenha tratamento preferencial face aos outros – e eu defendo ainda mais isso uma vez que o Estado colocar o dinheiro necessário (sem mais) na CGD não é defensor dos meus impostos, da concorrência, ou mesmo da economia porque a CGD tem sido uma ferramenta política. No entanto dever-se-ia cingir ao seu papel de providenciador de liquidez e crédito à economia e deixar de lado as atrocidades como foram os investimentos em aldeamentos e mega-projectos turísticos, a aquisição de participações sociais de empresas relevantes, financiamento para aquisição de acções, etc…

      A Comissão detesta estas intromissões no mercado livre, e eu por princípio também, assumo-o, e é por isso que neste caso particular acho estar cobertinha de razão…

      Isto deriva de uma característica mais profunda: qual é o limite razoável para investir na CGD? Ou não há limite? 1B€? 3? 4 como se diz? 100? E se o Estado um dia se lembra e aumenta o capital do seu banco até este ter todo o crédito da economia, esmagando a concorrência pelo esmagamento de margens? O Estado tem acesso a fontes virtualmente ilimitadas de financiamento e não as pode colocar ao serviço de empresas que concorram com outras – isto é assim um raciocínio tão contranatura?

      Já agora, preferia que não mencionasse o meu nome de modo público… ainda mais erradamente.

    3. A sua afirmação de que “não se aplica ao EStado” não tem qualquer base jurídica. E a lei é a lei. Percebo que o queira afirmar por razões ideológicas, que aliás explicita e que são partilhadas pela DgComp. Mas uma opinião ou uma ideologia não é a lei. E não existe lei que impeça o Estado accionista de capitalizar o seu banco. Pode ser inventada essa lei, mas isso talvez não seja muito fácil.

    4. Curioso como as “razões ideológicas” se me aplicam para método de descredibilização mas esse processo não se apalica a todos. Tanto não se aplica ao Estado, que não se aplicou no Banif. Nem na Tap. E que não se vai aplicar (pelo menos nos moldes desejados pelo Francisco na CGD). Graças aos santinhos que a DGComp, nisto,, protege os meus interesses de contribuinte. Haja alguém neste país. Eu percebo que tenha mais que fazer do que responder a comentários, mas há uma pergunta que gostaria mesmo de ver respondida. Qual o valor a colocar na CGD? 1€, 1k€, 1M€, 1B€? Onde e com que metodologia é traçado o limite?

  6. Falácia das falácias, do que precisaríamos, isso sim, era de um banco bom, aliás, um bom banco, já que a ser assim é mais um mau banco a juntar aos restantes. Curioso é que os próprios banqueiros sabem que assim é e por isso recusam a iniciativa de Carlos Costa, o que é paradigmático da “clarividência” que grassa pelo mundo da finança, bancos maus… já há que chegue Sr. Carlos Costa.
    É certo que eu já não tenho argumentos para tanta mediocridade, mas à força de ser arrastado na torrente, ainda arranjo indignação suficiente para sacudir alguns tenentes da coisa económica. Perante a irrepreensível impunidade com que se manuseiam os dinheiros públicos, há quem se indigne com as soluções “ponderadas” dos nossos políticos que, a serem sinceras, pecam por afinidade aos donos do dinheiro. Todos sabemos como são tratados os acordos e as directivas comuns que emanam dos ajuntamentos em Basileia, tivemos o Bale I, II e III e mais virão enquanto for lucrativo contrariá-los. Temos os ajuntamentos de Davos, com intenções mais que repetidas, sempre a considerar o futuro como provável, questão de manter a paridade entre a fome e a vontade de comer. Isto, para entreter os homens ocupados a elaborar modelos, a desmontá-los e a vender a ilusão de que os banqueiros têm emenda, fossem eles movidos por outra coisa que não a procura do rendimento e da renda.
    Depois temos o ingénuo povo que mastiga o enxovalho com a ideia de que é com os seus impostos que se faz a recapitalização dos bancos, ou que os trabalhadores da função pública merecem o plácido descanso de mais 5 horas semanais do que os privados. A ser assim, não haveria dívida pública, os portugueses seriam bem mais produtivos do que os pintam os fanáticos de Bruxelas, teríamos as contas em dia e teríamos um índice de desenvolvimento humano próximo da divindade. Mas não caro povo, os nossos impostos não pagam nada disto, melhor será olhar para as receitas do estado como dinheiro de caixa. Os programas de governo, por norma, cortam a direito nos investimentos em desenvolvimento, não no que produz crescimento económico, mas no outro, o que faria de nós cidadãos de corpo inteiro, contundentes e corrosivos no tratamento destas questões de fraude e mentira compulsiva. O dinheiro dos nossos impostos é portanto equivalente ao desempenho das nossas instituições que, como se vê, ficam aquém do que são as nossas ambições. O dinheiro dos nossos impostos produz este resultado, nada mais, como poderia ele sobejar para alimentar o despautério político/financeiro. O enredo está montado para que transpareça para a opinião pública a ideia de que há uma dívida nas costas de cada português, ficando cada cidadão constrangido nas reivindicações e na defesa dos ganhos civilizacionais que nos deixaram as gerações passadas. Os milhões de milhões que se referem à desbunda bancária e à desonestidade das instituições estatais fazem parte de um mundo fechado, imaginário e grotesco, onde se faz dinheiro do nada e por isso sugerem que desapareceu, só que apenas não existe, são fortunas de fumo que gerem apenas os impostos que surripiam ao erário público, o tal que falta nos ministérios para administrar o verdadeiro progresso, o dos homens e mulheres cidadãos. A dívida pública entra igualmente neste enredo, provém do nada bancário e algum da poupança engenhosamente capturada e diluída na inflação (ou na falta dela). Todos sabem que ela não é para pagar, ela constrói uma dinâmica capitalista, alimenta a ilusão em que vivem os fanáticos da economia e da finança, mas importa manter as rédeas na austeridade, manter os 530 euros na base da sustentabilidade e inventar uma agência de notação para manter Portugal dentro do lixo governável. Já não há pachorra.

  7. Os bancos concederam credito a empresas de fachada,que entretanto,convenientemente faliram,pondo o dinheiro(portanto dinheiro parado que não serve nem para investir,nem para nada,está parado) em offshores.E segundo a cartilha neoliberal,tem que ser os contribuintes a pagarem as decisões dos gestores bancarios.Ou seja,estes bancos serão inimputaveis? as pessoas que assim,e livremente decidiram(a concesão de credito só porque sim) serão inimputaveis? serão estas pessoas,doentes psiquiatricos que não podem ser responsabilizados pelas decisões que livremente tomaram? se não é parece.Os banqueiros parecem crianças birrentas que dizem sempre o mesmo:a culpa não é minha,eu até tomava…ritalina.

  8. Como o sistema bancário, para cobrir os seus desmandos, e a coberto de decisores complacentes e coniventes, está farto de ir ao bolso do contribuinte à bruta, como foram os casos anteriores, agora quer ir lá de mansinho. A próxima é já o aumento de capital da CGD, o último de muitos com dinheiro dos contribuintes, claro. E depois será o banco mau. Quem paga quem é?

  9. A trafulhice que é o negócio dos bancos só se cura com mais trafulhice. Não aconselho as contas certas que me parece propor Caro Francisco Louçã. A trafulhice tem de continuar assim ensina a história, “The show must go on!”.
    O jeito é, nós contribuintes, não nos pormos a jeito.

    No negócio bancário não há contas limpas por definição.

    Os que nos querem impor essa ilusão, como o BCE, querem tomar-nos por tolos e roubar-nos como os tipos do jogo da Vermelhinha nas feiras.

    Não acreditemos neles. Banco faz, banco que embrulhe as contas que os registos informáticos não têm sentimentos como as pessoas.

  10. Eu não sou economista de formação.
    Apenas sou economista de vida, no meu espaço privado.
    Penso eu.
    O Banco Central serve para criar dinheiro (“a partir do nada” ou “cria liquidez de dinheiro no mercado”) e empresta este dinheiro aos bancos comerciais que ficam devedores do Banco Central.
    Ora, os bancos comerciais emprestam esse mesmo dinheiro, a juros, a quem (empresa ou particular) dele precise para investir, esse empréstimo deve ser pago ao longo do tempo.
    Estes juros são o ganha pão dos bancos, que transformam dinheiro vindo do nada em dinheiro vindo do trabalho das pessoas.
    Se, as pessoas e as empresas não puderem pagar os empréstimos contractados, os bancos ficam privados desse ganho.
    Então, os bancos deviam pedir mais dinheiro ao Banco Central para preencher essa lacuna em termos de receitas, ok, mas também aumentam a dívida para com o Banco Central.
    Mas o que vemos, é os bancos a pedir dinheiro (vindo do trabalho das pessoas) ao estado.
    Eu não vejo futuro neste sistema, Isto é um sistema de dívida permanente, crescente, pesada e de lesa-vida das pessoas.
    Tal como o motor de um automóvel que não está preparado para andar permanentemente nas 6000 rotações, e toda a gente sabe o que acontece ao motor do automóvel.
    Pois! Mas para não criar pressão a mais sobre o sistema, existe uma válvula de escape, tal como na panela de pressão, faz-se um perdão de dívida (que é visto como atitude altruísta por parte do financiador).
    Alguém me diga que eu estou errado.

  11. Perguntas idiotas: porque é que quem pede emprestado não paga o que deve? E porque é que quem não paga o que deve consegue continuar a pedir emprestado? E porque é que dizem “financiamento” “ir aos mercados” “comprar dívida” “vender dívida” em vez de dizer em português corrente “pedir dinheiro emprestado”? Porque é que de cada vez que o governo fala numa obra, está mais aflito com quem lhe vai emprestar o dinheiro do que com quem a vai efectivamente construir? Porque é que se continua a incentivar o crédito? Porque é que poupar é errado? Porque é que quem poupa é penalizado em impostos e quem em pede emprestado é beneficiado? Anda tudo a brincar com dinheiro a fingir, com a certeza que são os que poupam que vão pagar os vícios.

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