Tudo Menos Economia

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Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Abril 2016

Francisco Louçã

18 de Abril de 2016, 08:49

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Brasil: faz a democracia a metade e cavas a tua sepultura

Saint-Just, um dos mais destacados jacobinos na Revolução Francesa, dizia com amargura, antecipando o seu próprio destino: “desgraçados dos revolucionários que fazem a revolução a metade, cavam a sua própria sepultura”. Dilma, tão diferente em tempos tão diferentes, bem pode agora reconhecer que “desgraçados dos democratas que fazem a democracia a metade, permitem o golpe que os vai derrubar”. O golpe que avançou ontem em Brasília foi uma avalanche que entrou pelas portas dentro da fraqueza de Dilma Rousseff e… Continuar a ler ›

António Bagão Félix

17 de Abril de 2016, 13:14

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A propósito de algarismos (tudo menos economia)

Tenho uma indisfarçável atracção pelos algarismos e seus acasalamentos, a que chamamos números, ordenados até à infinitude. Certamente a isso não será alheio o meu gosto pela ideia da exactidão. E, também, pela noção fascinante da síntese, que é o modo mais concentrado e definitivo de se dizer mais com menos. A síntese é uma expressão que tende a tornar-se infinitesimamente pequena, porque de uma qualquer síntese se pode chegar a novas sínteses da anterior síntese, até se atingir a… Continuar a ler ›

Ricardo Cabral

15 de Abril de 2016, 23:25

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O poder da sátira política

No dia 17 de Março o programa de sátira política Extra 3 do canal de TV alemão NRD apresentou um vídeoclipe sobre o presidente turco, chamado “Erdowie, Erdowo, Erdogan” (“Erdo-como, Erdo-onde, Erdogan”, variante de uma expressão e de uma música alemã muito conhecida dos anos 80 que significa “de alguma forma, em algum lugar, em algum tempo”, em inglês, “somehow, somewhere, somewhen”). O vídeoclipe está muito bem feito. Fonte: ZDF   Em resultado desse videoclipe, o governo turco, no final de Março,… Continuar a ler ›

Francisco Louçã

15 de Abril de 2016, 11:36

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Os offshores acabaram há sete anos?

Olhando para os meus papéis, encontrei uma intervenção que fiz no parlamento em 16 de Abril de 2009. Transcrevo algumas partes (o que está entre parêntesis são notas complementares escritas agora), não para reclamar qualquer presciência – outros defenderam o que aqui argumentei, noutros países europeus e muito antes – mas unicamente porque estas notas podem mostrar o que se avançou e não avançou desde uma crise anterior com contas em offshores (na imagem, clique para ampliar, uma conta conservadora… Continuar a ler ›

António Bagão Félix

14 de Abril de 2016, 18:40

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A faixa da incivilidade

Parece que vai haver alterações no prazo de validade das cartas de condução. Acho bem. Evita-se burocracia, tempo perdido, filas de espera e não é por isso que vai piorar o já de si tão mau “estado da arte” na circulação viária em Portugal. É que quanto a esta, a coisa parece não ter cura. A faixa da incivilidade invadiu a cidade e a estrada. As autoridades fingem que o são, entre insuficiências orçamentais, necessidades técnicas e minudências funcionais. Cá… Continuar a ler ›

Ricardo Cabral

14 de Abril de 2016, 15:43

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Os trabalhos de Cameron

Os próximos meses não serão fáceis para David Cameron. Há a questão do referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia – o Brexit – mas, mais importante, há a questão dos Panama Papers que, se afigura, poderá custar-lhe o lugar de primeiro-ministro. Explico-me: Primeiro, talvez o mais interessante desta história é que num país como o Reino Unido, os procedimentos a que estão obrigados altos titulares de cargos públicos aparentam ser mais permissivos do que os existentes… Continuar a ler ›

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