Tudo Menos Economia

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Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Fevereiro 2016

António Bagão Félix

16 de Fevereiro de 2016, 17:03

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Alvoroço fiscal

“Nunca foi suposto que [o aumento do ISP] fosse só [com a entrada em vigor] do orçamento”, observou, à saída do debate quinzenal no Parlamento, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Fernando Rocha Andrade, citado pela agência Lusa. Apesar do pouco ortodoxo e deficiente português da citada asserção, aquele membro do Governo tem vindo a evidenciar uma fulgurante expressividade tributária e mediática. Desde logo, e não raro, falando na primeira pessoa do singular (eu faço assim, eu faço assado)… Continuar a ler ›

Francisco Louçã

15 de Fevereiro de 2016, 09:06

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Duas espertezas saloias

O governo Costa fez um acordo com a dupla Neeleman-Barbosa na TAP, ficando a deter metade da companhia, e isso foi festejado pelo PS como uma vitória. Sabe-se agora que uma cláusula importante desse acordo não foi referida quando ele foi tornado público: uma empresa chinesa, a Hainan Airlines, foi autorizada a comprar 23,7% do consórcio privado, e ficará assim com 10% a 13% da TAP. Este esquecimento de comunicação à opinião pública foi uma esperteza saloia. Mas é interessante… Continuar a ler ›

António Bagão Félix

14 de Fevereiro de 2016, 14:21

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Uma notícia online substitui sempre uma notícia impressa?

Na passada sexta-feira, o Presidente da República condecorou oito ex-ministros de diferentes governos com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique. Hesitei escrever estas linhas, porque fui um dos agraciados. No entanto, entendi fazê-lo, não pelo facto de ser, naturalmente, um momento simbolicamente importante na vida dos agora condecorados, mas pela circunstância de no PÚBLICO (edição em papel) não ter havido sequer uma linha de notícia, antes ou depois da cerimónia (na edição online há a referência a um… Continuar a ler ›

Ricardo Cabral

12 de Fevereiro de 2016, 18:00

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Outras vidas, outros tempos, outros locais

O meu post hoje é sobre uma curiosidade: uma empresa japonesa, a Kongō Gumi, fundada em 578 A.D. que ficou nas mãos de uma família durante 40 gerações, atingindo a provecta idade de 1428 anos, antes de encerrar em 2006 devido a excesso de dívida contraída na bolha imobiliária dos anos 80 e início dos anos 90 no Japão. É o caso, documentado, da empresa com a maior longevidade do mundo. Uma elevada percentagem de empresas morre logo no primeiro… Continuar a ler ›

Francisco Louçã

12 de Fevereiro de 2016, 10:14

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Quanto custa a um economista não perceber a crise

O filme “The Big Short”, em português “A Queda da Wall Street”, de Adam Mckay (2015), conta a história de vários homens que adivinharam o fim da bolha financeira do início do século e apostaram sobre a sua derrocada, tendo lucrado quando todos os outros faziam contas às perdas. Alguns desses personagens dirigiam fundos financeiros de maior ou menor dimensão, outros estavam a entrar no negócio – e todos se referem a casos reais. Eles anteciparam o que ninguém nem… Continuar a ler ›

António Bagão Félix

12 de Fevereiro de 2016, 08:06

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Ainda haverá páginas amarelas para virar a austeridade?

Um dos aspectos pelos quais se pode medir a consistência de um Orçamento do Estado (OE) é o da sua capacidade de acomodar factores exógenos e de resistir a uma execução insatisfatória. O OE 2016 é, neste contexto, um orçamento sem folga ou margem de manobra. É isso que o torna muito vulnerável e, provavelmente, é também por isso que quem nos empresta dinheiro mede o risco, procurando aumentar o respectivo prémio, como, aliás, já se torna evidente na curva… Continuar a ler ›

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