Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

António Bagão Félix

27 de Fevereiro de 2016, 12:38

Por

Grato ao BE

A direcção do Bloco de Esquerda resolveu usar a figura de Jesus Cristo para ilustrar a sua satisfação por uma nova lei. Dispenso-me de comentar a legislação aprovada no Parlamento, pois não é aí que reside a polémica que se gerou em redor do destrambelhamento propagandístico da medida, por quem julga que não há limites democraticamente decentes à imaginação tornada pública.

Sou católico e, como tal, senti-me ofendido pela grosseira utilização da figura de Cristo, para mim não um profeta, mas Deus Encarnado. Manda pelo menos o dever de elegância, não utilizar meios gratuitamente deselegantes (a palavra mais diplomática que encontrei) para defender e publicitar uma causa. O respeito por um assunto que não é político, mas antes de convicções religiosas, é um dever elementar numa democracia madura. Assim como há que respeitar em absoluto quem tem outras convicções religiosas ou é agnóstico ou ateu. Não se trata pois de superioridade moral de alguém sobre alguém, trata-se do bom uso dessa palavra que enche a boca da política, mas que alguns gostam de usar em sentido único: tolerância. Tolerância e respeito. Como afirmava Jean Guitton, “pretender que se é neutro, que todas as opiniões são verdadeiras, é pressupor que são todas falsas. Eis o cepticismo: a cada um a sua verdade e todos estarão tranquilos”.

A Igreja Católica tem dado provas de sincera abertura, que alguns interpretam como permissividade e desdoutrinação. Por isso, se sentem à vontade para perjurar e abusar dos fundamentos e símbolos religiosos, o que não se fazem com outros credos. Quase apetece perguntar se o BE faria um cartaz igualmente tão soez e insidioso com, por exemplo, o profeta Maomé?

 Mas um ponto me satisfez. O BE, preto no branco, aceitou implicitamente a natureza divina de Cristo, pois no cartaz se diz ter dois pais. Sim, é também aquilo em que os católicos acreditam: o Pai Deus e o pai José, adoptivo. Só falta mesmo a terceira Pessoa trinitária: o Espírito Santo.

Por aqui me fico. Não quero dar mais para este peditório, nem quero contribuir para aumentar a “importância” de um cartaz tão pouco sensato e tão falho de inteligência.

Comentários

  1. “… ofendido pela grosseira utilização da figura de Cristo…”

    Balelas.

    A imagem de Cristo não é propriedade exclusiva nem da Igreja Católica nem muito menos do Sr. Bagão Félix para que nos venham agora dizer como pode ser ou não utilizada.

    Tolerância é perceber que outros – até mesmo outros Cristãos, como aqueles que de facto conceberam este slogan que tanto o “ofende” – também podem dar outros sentidos à imagem/simbologia de Cristo, e respectiva história, de acordo com a sua própria percepção da mensagem.

    “Quase apetece perguntar se o BE faria um cartaz igualmente tão soez e insidioso com, por exemplo, o profeta Maomé?”

    E se o fizesse, este cartaz já era legítimo? Onde quer chegar com esta insinuação? A mim parece-me que tal desafio procura sugerir um resultado que não é lá muito Cristão…

    “O BE, preto no branco, aceitou implicitamente a natureza divina de Cristo, pois no cartaz se diz ter dois pais.”

    Que disparate. Não é necessário acreditar na existência de algo para que se possa utilizar a sua carga simbólica para um determinado fim. Ou também acha que eu a partir de agora vou passar a defender a existência do Pai Natal quando tiver enviado um postal de boas festas com uma imagem do dito cujo?

    Grato ao BE por colocar mais uma vez a nú a falta de tolerância – e já agora de inteligência – de certas instituições e pessoas “bem colocadas” nesta podre sociedade, que se aproveitam da Fé dos outros para manterem o rebanho manso e controlado. É por isso que vocês se espumam sempre que alguém tem a ousadia de tocar nos vossos dogmas, pois sabem que quando já ninguém os levar a sério o vosso dinheiro e poder vai desta para melhor…

    1. Não há nada como ser ateu. Podem dizer tudo sobre o que pensam aqueles que não o são. Alguns só se consideram ofendidos pelo facto de outras pessoas defenderem os seus valores não ateus. Não têm a noção de pecado, mas adoram a censura contra as religiões. Quanto ao resto do seu texto, com simpatia, devolvo as balelas e a ignorância do Bixo.

  2. Aguardo um comentário, do Sr. Bagão Felix, sobre o tema do filme que ganhou este ano o Oscar do Melhor filme, O abuso sexual de crianças, feito por padres católicos nos EUA.

    1. Não vi o filme. Se está a falar do tema que suponho ser o da pedofilia na Igreja Americana, já dei provas públicas do combate contra esse hediondo crime, que ainda o é mais com prelados católicos.
      E será que por isso não posso comentar a questão do “cartaz”. Se vamos por aí, quem poderia falar de quê?

    2. O que Isabel Santos comete no seu comentário, sob forma de pergunta, é a denominada falácia lógica da «pergunta complexa». Consiste esta falácia em fazer uma insinuação sob a forma de pergunta, e unir dois tópicos sem relação – o cartaz do BE e os escândalos de pedofília na Igreja Católica – tratando-os como se fossem uma única proposição. Pretendeu Isabel Santos com este tipo de falácia – e nisto foi profundamente desonesta – que o recetor da pergunta, António Bagão Félix, fosse compelido a justificar-se dando de si uma imagem abalada ou na defensiva. De todas as falácias lógicas, tenho reparado que a da «pergunta complexa» é das mais usadas e abusada; é facilíssima e e como particularmente acessível aos mais estúpidos.

  3. Há algo verdadeiramente grotesco na forma maniqueísta como comunistas e neo-comunistas, sapos e sapas do mesmo lameiro ideológico, defendem as suas ações e lançam o anátema moral sobre aqueles que não comungam das suas nefastas ideias.

    Até nos seus próprios erros essa gente encontra uma virtude. «As imagens passam mas as conquistas pela igualdade ficam», justificou Catarina, meia tola e sonsa, a propósito do cartaz. Acredita esta mulher naquilo que diz? Nunca o saberemos. Afinal é actriz; na política, claro, porque nas tábuas dos palcos não consta que dela tenha ficado nem memória nem saudade.

    Claro que a pletórica Catarina, a Grande, e a sua corte de patetas, nunca mencionaria Maomé. Cristo – não sou cristão, nem crente, note-se – ainda representa o Ocidente, rico por sinal, e por isso tem as costas largas e pode ser o bombo da festa. Maomé é o deus de uma legião de pobres; e Cristo, comparativamente, o deus de uma legião de ricos. Há que por isso desancá-lo!

    Para essa gente, esquerdolas, todo o mal, até o terrorismo de que somos vítimas, é culpa do Ocidente e das suas políticas; do Ocidente que intervém; do Ocidente que não intervém, do Ocidente que desenhou as fronteiras; do Ocidente que colonizou; do Ocidente que fez as cruzadas… Como se, por serem mais pobres do que nós, fossem neutros ou isentos de culpa aqueles que nos odeiam e nos atacam.

    Veja-se até onde vai o maniqueísmo dessa gente. Mariana Mortágua, no Parlamento, teve o desplante de dizer que o voto do CDS e PSD contra o orçamento de Estado – e note-se que não sou nem PSD nem CDS – não era um voto contra o orçamento, era sim «um voto contra o país!».

    Claro que para essa esganiçada, as vezes que o BE votou contra os orçamentos de Estado, essas sim, foram momentos de defesa do interesse nacional e «dos mais desfavorecidos», chavão demagógico com esse gente adora encher a boca e que parece levar tanto pateta pela trela.

    Que mal fiz eu aos céus, para ter de andar a reboque da perniciosa agenda política desta gente?

  4. Já vi a imagem e não entendo onde está o insulto à comunidade cristã ou católica.Não tem nada que ver com os cartoons do Charlie Hebdo, nem pouco mais ou menos!
    A imagem de Cristo até está bonita e a frase é tão banal que até chateia.
    Por mim, passa.
    Next!

  5. Há algo verdadeiramente grotesco na forma maniqueísta como comunistas e neo-comunistas, sapos e sapas do mesmo lameiro ideológico, defendem as suas ações e lançam o anátema moral sobre aqueles que não comungam das suas nefastas ideias.

    Até nos seus próprios erros essa gente encontra uma virtude. «As imagens passam mas as conquistas pela iguldade ficam», justificou Catarina, meia tola e sonsa, a propósito do cartaz. Acredita esta mulher naquilo que diz? Nunca saberemos. Afinal é actriz; na política, claro, porque nas tábuas dos palcos não consta que dela tenha ficado nem memória nem saudade.

    Claro que a pletórica Catarina, e a sua corte de patetas, nunca mencionaria Maomé. Cristo – não sou cristão, nem crente, note-se – ainda representa o Ocidente, rico por sinal, e por isso tem as costas largas e pode ser o bombo da festa. Maomé é o deus de uma legião de pobres; e Cristo, comparativamente, o deus de uma legião de ricos. Há que por isso desancá-lo!

    Para essa gente, esquerdolas, todo o mal, até o terrorismo de que somos vítimas, é culpa do Ocidente e das suas políticas; do Ocidente que intervém; do Ocidente que não intervém, do Ocidente que desenhou as fronteiras; do Ocidente que colonizou; do Ocidente que fez as cruzadas… Como se, por serem mais pobres do que nós, fossem neutros ou isentos de culpas aqueles que nos odeiam e nos atacam.

    Veja-se até onde vai o maniqueísmo dessa gente. Mariana Mortágua, no Parlamento, teve o desplante de dizer que o voto do CDS e PSD contra o orçamento de Estado – e note-se que não sou nem PSD nem CDS – não era um voto contra o orçamento, era sim «um voto contra o país!».

    Claro que para essa esganiçada, as vezes que o BE votou contra os orçamentos de Estado, essas sim, foram momentos de defesa do interesse nacional e «dos mais desfavorecidos», chavão demagógico com esse gente adora encher a boca e que parece levar tanto pateta pela trela. Que mal fiz eu aos céus, para ter de andar a reboque da perniciosa agenda política desta gente?

  6. O FILHO ADOPTIVO DE MARIA

    Sendo cristão, e não filiada em qualquer partido político, não considero o cartaz do BE insultuoso, pelo motivo exposto pelo o estimado Bagão Félix – o cartaz faz apologia à doutrina de Cristo e ao amor pelo seu Pai celestial, enquanto torna José no “padroeiro” dos pais adoptivos.

    É claro que não se trata só de adopção, pois através do cartaz o BE pretendia atingir os sectores mais conservadores da sociedade portuguesa, aversos à união e adopção de e por casais homossexuais – em particular os católicos e outros conservadores da moral cristã.

    Mas, será que a homossexualidade – e a adopção por casais do mesmo sexo – é incompatível com os ensinamentos de Cristo? Não!
    Amor ou segregação? Jesus foi bastante crítico do comportamento dos fariseus e outros líderes judeus por estes praticarem a segregação social. Ao invés disso, vemos nos evangelhos Jesus a estender a mão à mulher adultera e a partilhar o teto e comida com publicanos e transgressores da Lei, a curar o servo do centurião romano, a tocar no leproso e a acalentar os pobres e oprimidos…
    Nos evangelhos não encontro referência que Jesus tenha condenado de forma explicita a homossexualidade… mas tal também não significa que implicitamente seja aceite. De outro modo, o que sabemos é que Jesus prega uma boanova que supera preconceitos e preceitos morais judaicos sobre a união e matrimónio:
    – Casamento, Divórcio e Adultério: “Então chegaram ao pé dele os fariseus, tentando-o, e dizendo-lhe: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo? Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez. E disse: `Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne?` Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.”
    E, “Disseram-lhe eles: Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio, e repudiá-la? Disse-lhes ele: Por causa da dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas ao princípio não foi assim. Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério.” (Mt.19)
    Noutra passagem anterior do evangelho de Mateus (5:27-29), Jesus terá dito: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela. Portanto, se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti; pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno.”
    Ou seja, Jesus valoriza sobretudo a honestidade, reciprocidade e afectividade [Amor] na união – secundarizando a falsa moral e a Lei. Porém, se Jesus num primeiro momento exalta a união de dois corpos numa só carne, logo depois desvaloriza a própria instituição do casamento e a união sexual, distinguindo a dedicação casta e a natureza assexual do EUNUCO – pois o mais importante não é a carne, que leva à cobiça e à perdição, antes a elevação do espírito [amor] que conduz ao Reino:
    “Porque há eunucos que nasceram assim; e há eunucos que pelos homens foram feitos tais; e outros há que a si mesmos se fizeram eunucos por causa do reino dos céus. Quem pode aceitar isso, aceite-o.” (Mateus, 19:12)

    Já Paulo, na carta aos Romanos, condena as “paixões infames” entre as mulheres e entre os homens, contrárias “ao modo natural” (Rm1:18-32) – redefinindo a nova moral cristã próxima dos preceitos judaicos (Lei mosaica em Levitico 20:13: “Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles”)

    Porém, voltando aos evangelhos e aos feitos de Jesus, João por várias vezes faz referência ao “Discípulo muito amado de Jesus” – que seria o próprio João, ou porventura Tiago.
    A Última Ceia: “Tendo Jesus dito isto, turbou-se em espírito, e afirmou, dizendo: Na verdade, na verdade vos digo que um de vós me há de trair. Então os discípulos olhavam uns para os outros, duvidando de quem ele falava. Ora, um de seus discípulos, aquele a quem Jesus amava, estava reclinado no seio de Jesus. Então Simão Pedro fez sinal a este, para que perguntasse quem era aquele de quem ele falava. E, inclinando-se ele sobre o peito de Jesus, disse-lhe: Senhor, quem é?” (Jo13:21-25)
    Ora, este relato da Ceia, em que Jesus indica quem O vai trair, conta a relação de grande afecto e intimidade entre o Mestre e o seu discípulo mais fiel e amado. Obviamente, seria abusivo inferir daqui qualquer conclusão sofre a orientação sexual de tal discípulo… porém, este relato não deixa de surpreender, não só pela preferência dada por Jesus aquele discípulo, mas por consentir que o amor fraternal deste se manifestasse no aconchego, reclinado que estava sobre o seu peito – isto é, há uma grande proximidade física, expressa no contacto corporal, algo difícil de compreender na cultura judaico-cristã!

    Noutra passagem de João, porventura mais interessante ainda na abordagem deste tema, seja a adopção de MARIA do discípulo amado de Jesus.
    Diz assim Jesus para sua mãe quando, já pregado na cruz, vê aproximar-se o discípulo amado:
    “E junto à cruz de Jesus estava sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria mulher de Clopas, e Maria Madalena. Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa” (Jo.19:25-27)
    Ou seja, Jesus toma seu discípulo mais amado, aquele que se reclinara sobre o seu peito, como um verdadeiro irmão!

    Em resumo: Jesus, ao contrário de Moisés ou Maomé, não deixou escrito um código moral. O mandamento único é o AMOR incondicional (Jo.13:34)
    – E que mais é preciso para se adoptar ou ser adoptado?
    Não julgues. Não censures. Não ofendas. Sede compassivo. Simplesmente, Ama.

    1. Bela exposição. Obrigado por trazer elevação e novidade a um debate que muitos tentam reduzir a pequenos nadas e a fobias tristes.

  7. Não sou católico; sou agnóstico.
    Não tenho nenhuma antipatia em relação ao Bloco de Esquerda; tenho até alguma simpatia.
    Isto dito, chocou-me o cartaz; Como me chocam os ataques gratuitos às convicções profundas dos islamitas.
    Mesmo para fazer humor, é preciso uma grande prudência quando os não crentes abordam temas religiosos.
    O excesso de reação dos ofendidos, podendo ser condenável (é muitas vezes o caso do Islão), não torna legítima a ofensa.
    O Bloco errou.

  8. o respeito pelas convicções religiosas de cada um, é o mesmo pelas ideias centrais na vida de qualquer um. O problema é que as ideias subjectivas estruturantes são sempre contraditórias à forma de ser de alguém ou de muitos. Não se pode invocar qualquer espécie de tradição para racionalmente dar mais importância a umas ou a outras.

  9. Meu caro senhor não está a escrever sobre um cartaz, e sim sobre uma imagem colocada na internet, penso que sabe a diferença. Quanto ao resto dispenso-me de comentar, só gostaria de lhe perguntar se já pode ler o livro O Crime do Padre Amaro do Eça de Queiroz sem ser excomungado?

    1. Sr. Augusto, gostaria que explicasse melhor a diferença entre um cartaz e uma imagem colocada na internet. Esse tipo de conversa faz-me lembrar aquelas pessoas que dizem “fiz um contrato com ele, mas foi só por via oral”.

  10. Mais do que insultuoso para milhões de crentes, o cartaz é um gesto de gratuita e violenta provocação política, troça, pirraça, e revanchismo contra os católicos que, como se sabe, na sua larga maioria estão contra a lei que foi aprovada no Parlamento. O que os do BE fizeram foi olhar bem nos olhos dos católicos e gritar-lhes, a rir, «nós ganhámos, vocês perderam!». Foi claramente um gesto movido por baixos sentimentos e gerador de ódios na sociedade portuguesa. Absolutamente lamentável.

    1. concordo !!
      foi um tiro no próprio pé.
      sempre tive uma simpatia por muitas ideias do bloco , mas isto revela no fundo o que vai na cabeça de muitas daquelas pessoas .
      e acabam por fazer um pouco aquilo que tanto criticaram no poder estabelecido ao longo de séculos , que foi usar tambem a religião para manipular os povos !!

    2. Gerador de ódios caro senhor, se o ridículo matasse, afinal para quem defende uma religião que assassinou milhares de Portugueses, por delitos de fé, durante a Inquisição….e que foi um dos sustentáculos da ditadura.

    3. Estava a lê-lo e lembrei-me de Varoufakis a fazer troça de Dijsselbloem… Albert Camus dizia que quando em política o desprezo dominava, o fascismo estava à espreita. Na Grécia está mesmo.

    4. Faço minhas as suas palavras
      Mais ainda, essa Catarina devia arriscar-se a falar de Maomé e vocés podem crer que ela não tinha tempo de pedir perdão a MAOMÈ

  11. O cartaz do BE traduziu-se num fiasco completo. Nem podia ser de outra maneira. Quando gente supostamente adulta faz campanha usando imagens em que nem os próprios acreditam (ninguém do BE acredita que Cristo tem 2 pais, nega-o liminarmente porque lhes falta a fé que sustenta tal ideia) o resultado só pode pautar-se por uma rejeiçao por parte do público minimamente inteligente. Mesmo aquele que não é crente, e mesmo aquele que defende acerrimamente a causa da adopção por casais do mesmo sexo. A campanha foi desvirtuada e não trará, seguramente, nem mais um adepto para a causa, antes pelo contrário, poderá afastar certa opinião pública. Porque os meios nao justificam os fins. O que o BE fez é o contrário daquilo que apregoa aos 4 ventos: que a religião nao se deve imiscuir nos assuntos da política. O BE inchou com o resultado da Marisa Matias mas mais cedo do que tarde se vai perceber de que são feitas as hostes deste partido: de gente que se julga culta mas que nao sabe nada do que é o sentimento popular; mais, de gente que despreza o povo, que goza com ele, de betinhos e supostos intelectuais de meia tigela para quem o povo é gente pouco recomendável e que só lhes serve para subirem ao poleiro. Pode ser que o povo lhes pregue uma surpresa nas proximas eleições.

    1. Não gostei do cartaz: é desapropriado e de péssimo gosto. Mas acho este comentário exagerado. A última parte chega a ser ofensiva para grande parte dos portugueses, mesmo para aqueles que não votaram no BE, ajudando-o a “inchar”. Laura Mendes será dona da verdade?

    2. «… gente que se julga culta mas que nao sabe nada do que é o sentimento popular; mais, de gente que despreza o povo, que goza com ele, de betinhos e supostos intelectuais de meia tigela para quem o povo é gente pouco recomendável e que só lhes serve para subirem ao poleiro…»

      Laura Manuel: creio que não acertou no alvo. Ao lê-la julguei que se estava a referir aos Xuxas do Largo do Rato, esses, sim, verdadeiros pedantes. No nosso panorama político não há gente mais petulante que os socialistas. Os comunistas estão cheios de vícios mas não creio que sofram de snobismo. Os socialistas sim! O aparelho desses partido é constituído essencialmente de burgueses com má-consciência.

      Conhece alguém mais pedante e snobe que Mário Soares ou Manuel Alegre na vida política portuguesa? Aliás, muito dos seus ódios a Cavaco – que nunca foi santo da minha devoção – deve-se ao facto de ele ser filho de um gasolineiro de Boliqueime, pode ter a certeza. Claro que eles nunca diriam isso, nem a si próprios, mas pode ter a certeza que na detestação que votam a Cavaco há muito de snobismo a latejar.

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