Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

António Bagão Félix

14 de Fevereiro de 2016, 14:21

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Uma notícia online substitui sempre uma notícia impressa?

Na passada sexta-feira, o Presidente da República condecorou oito ex-ministros de diferentes governos com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique. Hesitei escrever estas linhas, porque fui um dos agraciados. No entanto, entendi fazê-lo, não pelo facto de ser, naturalmente, um momento simbolicamente importante na vida dos agora condecorados, mas pela circunstância de no PÚBLICO (edição em papel) não ter havido sequer uma linha de notícia, antes ou depois da cerimónia (na edição online há a referência a um “take” da Lusa).

Não tenho que saber dos critérios editoriais deste ou de outro qualquer diário, mas parece-me ser objectivo achar que, mesmo que se limitando ao mínimo, deveria ser noticiado para simples informação do leitor. Convenhamos que não é todos os dias que o Presidente da República homenageia, em nome do Estado, oito ministros de governos de Portugal.

Poderemos ter todos opiniões bem diferentes sobre a atribuição de distinções honoríficas, seja qual for o prisma por que sejam analisadas. Aliás, na edição de hoje, domingo, e na sua coluna de opinião, Vasco Pulido Valente disserta sobre o assunto com a sua inalienável liberdade de pensamento. Agora que um jornal diário de referência tenha omitido a notícia na edição impressa, mesmo que em “rodapé”, é menos compreensível. Dos jornais e meios de comunicação social que pude ler ou ouvir, foi mesmo o único que não fez qualquer referência ao acto.

Pude também constatar que não tem sido essa a norma editorial do jornal, pois que frequentemente leio notícias do mesmo jaez, obviamente com outras personalidades. Aliás, consultando o “Livro de Estilo” do PÚBLICO (jornal diário de grande informação, de acordo com o seu Estatuto Editorial) se diz que “o PÚBLICO não sonega nenhuma informação e publica tudo o que revestir interesse jornalístico – isto é, se for baseado num facto verdadeiro, inédito, surpreendente ou actual, que seja de interesse para muitos leitores e não colida com preceitos éticos e deontológicos [já descritos] ”.

Sei que há quem vá olhar para este “protesto” com a costumeira visão de “só escreve, porque foi um deles”. Estarão no seu direito, assim como eu lhes digo que escreveria do mesmo modo caso lá estivesse outra pessoa e me tivesse apercebido da omissão da notícia.

Comentários

  1. Cingindo-me à ausência de noticia sobre um importante acto do Sr Presidente da Republica, independentemente de concordarmos, ou não, com esse acto, obviamente que ABF tem razão.

  2. Tambem notei esse pequeno lapso editorial,mas tendo em conta que um dos condecorados dá pelo nome de vitor gaspar,ministro do governo de passos coelho,o tal que ficou conhecido pelo “enorme aumento de impostos”,eu como portugues e com os impostos em dia,fico profudamente ofendido que tal personagem seja condecorado seja com o que fôr.E se alguem pensar em condecorar o dr.passos coelho,ou menos que o homem diga a verdade sobre o que se passa na TAP,porque ninguem privatiza uma companhia de aviação por falta de combustivel,ou então o nosso ex-primeiro não tem condiçoes objectivas para voltar a ser PM.

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