Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Ricardo Cabral

2 de Fevereiro de 2016, 21:43

Por

Cara ou coroa?

As primárias do Iowa, para a eleição dos delegados desse Estado que irão votar nos candidatos presidenciais do partido Republicano e do partido Democrata às eleições presidenciais de Novembro de 2016, foram peculiares “to say the least”…

No partido republicano, Donald Trump ficou em 2º, o que surpreendeu porque era o favorito. Mas o partido republicano está pulverizado e os candidatos que lideram as primárias – com a excepção de Donald Trump – são relativamente desconhecidos.

Por isso, as primárias do partido republicano não foram o destaque destas eleições.

O destaque foi para o que ocorreu nas primárias no partido democrata, em que Hillary Clinton venceu pela mais estreita das margens: elegeu no Iowa o equivalente a 695.57 delegados estaduais, contra os 695.49 delegados eleitos por Bernie Sanders. Os resultados são muito próximos!

Acresce que em seis assembleias de votos, a soma dos votos em cada candidato era inferior ao total de votantes, i.e., faltavam (ou não foram contados) votos,  talvez porque a votação, segundo a Wikipedia, faz-se contando apoiantes que vão para a área designada do seu candidato e que podem alterar o seu voto e votar noutro candidato, bastando para isso mover-se para a área designada deste. Nesses casos a eleição dos delegados do condado (“county”) é realizada atirando uma moeda ao ar. Foram atiradas seis moedas ao ar em seis diferentes assembleias de voto, tendo Hillary Clinton ganho todas as apostas de moedas. A mão de Deus aparentemente favoreceu Hillary!

Segundo o partido democrata, a eleição desses seis delegados dos condados não se traduz em mais seis delegados estaduais, porque os delegados estaduais são eleitos com base em regras mais complexas.

Esperava-se porém que Hillary Clinton ganhasse facilmente a eleição como candidata do partido democrata. O resultado de Bernie Sanders, um candidato que pertence à ala mais à esquerda do partido democrata, surpreende.

Os resultados de Bernie Sanders e de Donald Trump mostram que não é só na Europa que o “centrão” está a perder apoios. Os eleitorados do chamado “mundo desenvolvido”, desencantados, viram à esquerda ou à direita, esvaziando o centro.

Comentários

  1. A moeda ao ar parece-me bem. É justo! E provavelmente trará melhores resultados. Tipo como o heliogabalus escolhia os seus ministros…

    Também gostaria de dar os parabéns ao professor Ricardo Cabral por finalmente ter conseguido fazer uma posta quase sem algarismos e gráficos! Um momento que mexeu intensamente e de safanão no fundo da minha alma e me faz acreditar que um outro amanhã é possível. Uma data aqui, o número de votos (tem pertinência), mais nada! O resto, só letrinhas. Muitos parabéns e continue o bom trabalho.

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