Tudo Menos Economia

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Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Janeiro 2016

António Bagão Félix

26 de Janeiro de 2016, 12:43

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O esboço orçamental

Foi conhecido o “Esboço do Orçamento do Estado 2016” (assim lhe chamou o Governo) que julgo corresponder ao “Projecto de Plano Orçamental” (“Draft Budgetary Plan”, segundo a terminologia europeia). Começo, aliás, este meu breve comentário pela expressão usada pelo Executivo. Pode ser que nada signifique, ainda que fique a ideia de um documento provisoriamente provisório ao chamar-lhe esboço e não projecto. O que talvez queira dizer algo sobre a pouca qualidade do documento… Lendo o esboço, a primeira ideia que… Continuar a ler ›

Francisco Louçã

26 de Janeiro de 2016, 08:58

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Cumpra-se, é uma ordem europeia

Foi divulgado no fim de semana passado, com pouco eco no meio dos cartuchos quase finais das presidenciais, o email do Banco Central Europeu ao governo a determinar que o Banif fosse entregue ao Santander. O texto em si próprio é um manifesto ao descaramento. Lê-se e não se imagina que seja possível. Num telefonema, numa conversa, quem sabe, já seria afronta. Escrito, escarrapachado, é só porque o Banco e a Comissão se sentem inexpugnáveis e gostam de alardear a… Continuar a ler ›

Francisco Louçã

25 de Janeiro de 2016, 11:06

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A piada engraçadinha

Ao longo dos próximos dias, discutirei aqui convosco algumas das consequências das eleições presidenciais, na sequência do que escrevi logo ao fechar das urnas. Mas, porque não fará parte dessa discussão sobre o futuro, deixo hoje o registo de um passado que ontem bateu à porta: a frase de Jerónimo de Sousa sobre os resultados de Edgar Silva e de Marisa Matias. Explicou Jerónimo, homem normalmente afável e em quem sempre vi uma correcção impecável, que “podíamos arranjar uma candidata… Continuar a ler ›

António Bagão Félix

24 de Janeiro de 2016, 21:19

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A matemática presidencial

Marcelo venceu a coligação anti Marcelo, com absoluta maioria. Um passeio de Marcelo-ele-próprio melhor do que Marcelo-candidato. Uma eleição que só poderia ter como vencedor alguém que é capaz de alargar a habitual dicotomia direita/esquerda, ao contrário de, em nome de um proclamado “tempo novo”, a reduzir. Numa simbologia matemática, bem se poderá dizer que Marcelo usou a potenciação com mestria. Os outros candidatos limitaram-se á divisão (das suas áreas doutrinárias, com fracções) e à adição (de assuntos que não… Continuar a ler ›

Ricardo Cabral

24 de Janeiro de 2016, 21:07

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A eleição do Presidente

A questão fundamental da eleição presidencial de hoje era se Marcelo Rebelo de Sousa obtinha uma votação de mais de 50% logo na primeira volta. A campanha para a eleição presidencial é muito difícil porque a única coisa que o candidato pode propor é cumprir e fazer cumprir a Constituição. Claro que um presidente pode ter as suas ideias sobre as políticas, mas está em última instância, se a lei respeitar a Constituição e tiver apoio suficiente na AR, obrigado… Continuar a ler ›

Francisco Louçã

24 de Janeiro de 2016, 20:46

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Surpresa nas cartas marcadas

Marcelo ganhou. Era o resultado anunciado mas tremeu até ao último minuto. O candidato de direita fez a campanha ao centro, entronizando-se como o melhor amigo do governo Costa, dado que, para Marcelo, mais vale ser presidente da marmita durante um par de anos do que duque recalcitrante a vida toda. Com tal amor, arriscou a dissidência da direita, mas esta soube engolir o sapo. O recado é este: se a direita quer guerra, ainda vai ter que esperar. O… Continuar a ler ›

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