Tudo Menos Economia

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Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

António Bagão Félix

5 de Janeiro de 2016, 15:48

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Assim vai a campanha eleitoral para PR

phpThumbAo que (não) parece, estamos a três semanas das eleições presidenciais. Ao que parece, há dez candidatos que fazem esforços titânicos por fingirem estar em campanha eleitoral. Os debates televisivos que já vi, ainda que com esforço, evidenciam um desinteresse generalizado e provocam uma saturação nos espectadores, que nem o candidato de Rãs consegue contrariar.

Na minha opinião, várias razões existem para este insonso período eleitoral. O mais importante é o facto de o vencedor- Marcelo Rebelo de Sousa – estar praticamente encontrado. Por isso, estes dias fazem-me lembrar aqueles jogos de futebol, em que só se joga no meio-campo em passes curtos e em que todos os intervenientes já estão satisfeitos ou conformados com o resultado e esperam apenas pelo apito final do árbitro.

Depois, há a circunstância de as pessoas ansiarem por um armistício após as duras e fracturantes eleições gerais. O povo está empanturrado com tanta política e tanta palavra. Povo que, aliás, vem percebendo, por boas e más razões, o que significa, na prática, este modelo cognominado semi-presidencialista.

Há ainda o facto de as máquinas partidárias estarem relativamente alheadas da campanha (com a excepção, certamente, dos candidatos partidários do PCP e do BE). Mas, para mim, este é um dos pontos positivos destas eleições. Trata-se de eleger, por sufrágio universal, o único órgão de soberania uninominal da República. Por isso, acho que a acção partidária não deve ser excluída, mas também não deve ser protagonista.

Marcelo gere com mestria e inteligente paciência o seu passeio rumo a Belém. Belém e Nóvoa lutam pelo desconsolado segundo lugar, o primeiro à esquerda. Marisa regressará, em breve, ao conforto do Parlamento Europeu, depois deste sabático período. Edgar Silva tenta fazer a impossível síntese evangélica do marxismo. Paulo Morais não descola do tema (importante) da corrupção, como se o PR fosse apenas uma espécie de Alto-Comissário contra a dita. Henrique Neto dá-nos a sua experiência de vida e de empreendedor. Há ainda mais três candidatos que têm razão no protesto relativo às oportunidades da campanha, ainda que só lá estejam para efeitos de publicidade dissimulada.

A abstenção será elevada, sobretudo entre os mais novos. Marcelo vence porque, entre muitos atributos, é o único que consegue, com eficácia, ultrapassar o maniqueísmo bipolar direita-esquerda. O que – diga-se – é um importante activo para um PR, que se quer de todos os portugueses.

Comentários

  1. As Eleições

    As eleições em Portugal têm sempre ” a mesma Cultura dos Candidatos ” que nos têm habituado ao longo de 40 anos de Democracia.
    Em vez de apresentarem ao povo e à Naçaõ as suas ideias para o desempenho do cargo, não!.Começam os maldizeres de uns para os outros sem nunca revelarem as suas ideias e, os seus compromissos perante quem os elege.

  2. O Marcelo vai ser PR. porque 80 pour cento dos portugueses nao conhecem nada de politica, na TV veem um palhaco esperto à dar uma imagem de sabochao e os portugueses facile se iludem abrem os olhos esse tipo e um ilusianista.tendos ai um Senhor da sociedade civil Paulo Morais que parce saber o que quer para a sociedade portuguesa e varreis com esses todos atrasados politicos corruptos mentirosos para ver se Portugal muda ( tendes a coragem au menos uma vez na vida de tudo mudar fazeis como os espanhois )o Marcelo joga com inteligencia dis o Senhor e seu amigo nao e

  3. O Marcelo vai ser PR. porque 80 pour cento dos portugueses nao conhecem nada de politica, na TV veem um palhaco esperto à dar uma imagem de sabochao e os portugueses facile se iludem abrem os olhos esse tipo e um ilusianista.tendos ai um Senhor da sociedade civil Paulo Morais que parce saber o que quer para a sociedade portuguesa e varreis com esses todos atrasados politicos corruptos mentirosos para ver se Portugal muda ( tendes a coragem au menos uma vez na vida de tudo mudar fazeis como os espanhois )

  4. É interessante a sua metáfora futebolística, mas há um pormenor a ter em conta: os jogadores que fazem jogo passivo sabem o que vai acontecer quando o árbitro apitar. Os candidatos a presidente da república NÃO SABEM.

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