Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Francisco Louçã

30 de Novembro de 2015, 08:30

Por

Dois erros na história da publicidade

Na semana passada fiz referência a um artigo do The Guardian sobre os piores momentos da história da publicidade, ilustrando-o com imagens de racismo ou de insinuação sexista.

pub4oub 6Aqui tem mais dois exemplos, desta vez de cartazes que induzem o consumo do tabaco (garantido e recomendado por mais de vinte mil médicos) ou a compra de um revólver (totalmente seguro nas mãos de uma criança). Não se trata de empresas de vão de escada para as quais tudo seria permitido: trata-se da Lucky Strike, da British American Tobacco, um gigante da indústria tabaqueira (o anúncio é de quando a marca era a mais vendida nos Estados Unidos), e da Iver Johnson, uma empresa importante na produção de armas mas que entretanto desapareceu (em 1993).

Aqui têm duas das publicidades que fizeram história.

Comentários

  1. Tambem existe um cartaz da chesterfield com o actor(na altura) Ronald Reagan a dizer qualquer coisa como isto:se não sabe o que oferecer no natal aos seus amigos,ofereça maços de chesterfield.ironia minha? basta ir ao google…

  2. A publicidade reflecte as características da cultura vigente. Não são erros da publicidade, são os erros de uma época. As publicidades mostram as crenças nos progressos científicos da época, atestados pela comunidade científica dessa altura.

    A idade contemporânea (a idade média actual) caracteriza-se pelas crenças suas fantasias.

    O homem criador de mundos de progresso é a fantasia da idade contemporânea, um erro pueril, de uma barbárie que se deslumbra a cada novo brinquedo de lixo. A realidade não se rege pelas fantasias dos ignorantes. O “progresso científico” é apenas a insalubridade decorrente das fantasias da “comunidade científica”.

    Tal como a publicidade reflecte os erros vindos das fantasias de uma época do século XX, o discurso do “progresso científico” da universidade reflecte os erros vindos das fantasias da ignorante comunidade que acredita que é “criadora de mundos de progresso”.

    O discurso científico não é menos ridículo que as publicidades apresentadas, e a universidade não deixou de ser a instituição que apresenta o atraso medieval. O ridículo dos “criadores de mundos de progresso” insalubre e “economia como regras da feira” não ficam atrás da publicidade apresentada em termos de ignorância e insalubridade.

  3. Como erros? São duas óptimas publicidades que atingiram o objectivo: mais lucro para a empresa… Edward Bernays não lhe encontraria erros!

    A meu ver temos dois problemas, o primeiro é a publicidade em si, seja ela qual for, que tende a tornar irracional o mercado. O segundo é permitirmos a existência de empresas que se dedicam a vender cigarros e revólveres…

  4. Caro dr. Louçã, felizmente as mentalidades evoluíram e já não se cometem estes “erros” tão flagrantes.

    Pena é que a esquerda radical não tenha evoluído na mesma proporção e ainda defendam regimes totalitários!

    A evolução da mente é indiscutível, mas, dependendo do indivíduo, essa evolução tem estágios de evolução mais rápida e mais lenta.

    Cordiais cumprimentos,
    João Albuquerque

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