Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Francisco Louçã

21 de Outubro de 2015, 09:17

Por

Luis Miguel Cintra

cintraLuís Miguel Cintra despediu-se da representação nos palcos, terminando uma longa carreira em que foi o mais influente e brilhante actor da sua geração. Continuará a trabalhar com encenador e director da Cornucópia, a companhia que fundou com Jorge Silva Melo nos anos setenta.

Dizem-nos as sebentas contemporâneas que, ao longo de 52 anos como actor, encenou ou participou em peças de “Brecht, Tchekhóv, Goethe, Molière, Ésquilo, Séneca, Sófocles, Edward Bond, Gorki, Jordheuil, Horvath, Gil Vicente, Samuel Beckett, Kroetz, Buchner, Wenzel, Shakespeare, Lope de Vega, Heiner Muller, Botho Strauss, Beaumarchais, Pier Paolo Pasolini, R. W. Fassbinder, Luís de Camões, António José da Silva, Stravinski, Jean Claude Biette, Joe Orton, F. Garcia Lorca, August Strindberg, Eduardo de Filippo, Jean Genet, Courteline, Pierre Corneille, Jakob Lenz, Grabbe, Kleist, Rezvanni, Luigi Pirandello, Francisco de Holanda, Raul Brandão, Calderón, entre outros”. Este teatro é um mundo inteiro.

Tem sido ainda actor de cinema, declamador, crítico de teatro.

Antes de mais, tem sido uma das figuras mais relevantes e mais generosas da cultura que, da resistência à ditadura até este já longo século XXI, quis fazer este país. Que persista é uma prova de que o seu empenho nunca pode, nem sabe, nem quer desistir.

Comentários

  1. subsidios estatais? incrivel,por essa ordem de ideias nunca teria existido o filme A Caixa de Manoel de Oliveira,precisamente com o Luis Miguel Cintra.Por essa ordem de ideias,o mercado produzia a “musica”,o “teatro”,a “literatura” e claro o “cinema” que esta neste momento à vista de todos:a “cultura” imbecil de supermercado que esta á vista de todos.Pois bem,basta ver a incrivel lista de autores que o grande Cintra interpretou para concluir que há alternativas à…estupidez.

  2. É de facto um actor magnífico, mas o que mais me fará falta, não será tudo o que menciona, mas o timbre da sua voz absolutamente único e maravilhoso.

    Falavam assim, em 1992, depois de Abril, ao país político que tem sido o nosso, João César Monteiro, Luís Miguel Cintra e Friedrich Hölderlin… https://www.youtube.com/watch?v=TYu1XfeDKYo

    Precisamos mudar de página.

  3. Muitos portugueses despedem-se da vida sem o seu trabalho, muitas vezes esforçado e miserável, chegar a ser reconhecido por ninguém. Este fez todo esse trabalho, é certo, mas muito dele à custa de subsídios Estatais… Claro que, para a esquerda caviar, não é politicamente correcto dizer isto.

    1. Grotesco e ofensivo. Se acha que a cultura deve ser entregue ao mercado, então fica ao nível da graçola sobre o caviar.

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