Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Francisco Louçã

22 de Setembro de 2015, 09:08

Por

Vitor Silva Tavares

vitorEra um radical, lembram os jornais. Era verdadeiro consigo mesmo, editava a literatura de que gostava, preferia a sinceridade aos mercados e havia nisso uma coragem sábia que é indiferente ao sucesso fácil e ao efémero. Resistiu à ditadura e não se encantou com a literatura de supermercado. Resistiu à modorra e não cedeu à pacotilha.

Não direi que já não há pessoas assim, porque as há, mais do que as que se contam, mas menos do que as que contam. Vitor Silva Tavares queria simplesmente que se lessem livros. É uma ambição imensa.

Comentários

  1. há pessoas assim mas mesmo muito poucas,quanto á leitura,anda pela hora da morte,os livros são caros e não prestam(os dos supermercado,mas agora as livrarias que resistem são obrigadas a vender literatura de supermercado) e a vontade de lêr é diminuta ou nula.A geração da net não tem tempo para lêr,estão afogados em imformação mas não a conseguem pensar ou processar.E nada do escrito atrás abona muito em futuros editores com coragem suficiente para romper com o circulo vicioso do mero comercialismo de livros.as “memorias de adriano” foram esquecidas há muito assim como será com o Vitor Silva Tavares,assim como o Luiz Pacheco ,e assim como tantos.Como chegamos aqui,até percebo,como sair é que não vejo como.Pergunta:onde encontrar livros da etc,da antigona ou da cotovia?

  2. RADICAL… è o que se chama agora aos que abrem caminhos e querem um mundo diferente. Em geral vem associado (pelos media ignorantes) a ser “hard”, inflexível, de pensamentos “rígidos” e inamovíveis. Tudo coisas más para medíocres que têm que se vender todos os dias para poder vegetar…

    1. Tem razão, mas, como o exemplo demonstra, tratava-se simplesmente da coragem de ser verdadeiro.

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