Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Ricardo Cabral

18 de Agosto de 2015, 10:51

Por

Correio por “tubo”

Numa altura em que os serviços de correio privados em Portugal se fazem, de forma crescente, em pequenas localidades, através das juntas de freguesia é interessante relembrar uma tecnologia que, embora continue a ser utilizada em alguns grandes edifícios, caiu em desuso, mas que foi importante nos séculos XIX e XX nas potências emergentes da época: o sistema de correio pneumático, ou “pneumatic dispatch service” ou ainda “rohrpost”.

Cápsula
Fonte: Wikipedia

De acordo com a wikipedia o primeiro serviço de correio por tubo e pressão de ar foi introduzido em Inglaterra em 1853 – uma ligação de 200 metros entre a bolsa inglesa e a central de telégrafos –, a que se seguiram Viena em 1875 e Berlim em 1876.

Em Março de 1939,  em Berlim, a rede de correio por tubo contava com 90 estações e possuía uma extensão de cerca de 400 km, transportando cerca de 8 milhões de mensagens por ano. Durante a Segunda Guerra Mundial, o governo nazi utilizou essa tecnologia extensivamente em Berlim para comandar o esforço de guerra.

Hoje em dia é ainda utilizado um tipo de sistema similar (baseado somente na gravidade). Por exemplo, em grandes edifícios nas grandes cidades cosmopolitas dos EUA. Mas também em  hospitais, como a Charité em Berlin, na Clínica da Universidade de Heidelberg, ou no Hospital da Universidade de Stanford, para transportar, por exemplo, amostras de sangue, entre o ponto de recolha e o laboratório de análises. Algo que um e-mail não conseguiu substituir…

Comentários

  1. Se bem me recordo, na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra existia (ou ainda existe?), um sistema pneumático que enviava as requisições de livros da sala de catálogos para a sala de leitura… Depois de observadas as fichas bibliográficas em arquivo, e selecionado o título, o visitante era reencaminhado até à mesa reservada na sala principal de leitura, aguardando então a entrega do respectivo livro para consulta.
    Mas já lá vão duas décadas – e se o tempo compre passa demasiado depressa, das tecnologias passadas apenas ficou vaga memória… Talvez alguém possa melhor precisar o modo de funcionamentor deste sistema.
    Grato, estimado Ricardo Cabral, por me fazer recordar.

  2. Também é utilizado no hospital central do funchal, para transporte de material a ser analisado, entre o edifício principal e um edifício secundário – onde fica o laboratório de análises – que fica perto do helioporto/casa da liga.

  3. eis o exemplo acabado das famosas “privatizações acelaradas” do actual governo:privatiza-se porque sim,privatiza-se porque certos “favores” tem que se pagar,e privatiza-se pondo neste caso um carteiro a fazer o trabalho de dez(posso prova-lo) porque assim tambem eu ganho dinheiro,não é senhores empreendedores e gestores deste pais que passam uma vida inteira a mamar do estado.

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