Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Francisco Louçã

8 de Julho de 2015, 08:29

Por

O estilo matarruano

Há muito que esperava que tivéssemos uma conversinha sobre este assunto, e só posso referi-lo agora porque não tenho responsabilidades políticas e por isso deixei de ser suspeito. O caso é o seguinte: a prática de vários jornais, incluindo os melhores, de apresentarem diariamente uma coluna em que classificam os políticos, os artistas, os desportistas ou quem lhes cair na malha, como “subindo” ou “descendo” (em relação a que escala e posição, é um mistério), é uma ignomínia e um vício que prejudica a função social da comunicação informativa.

É uma declaração de poder: o jornalista coloca-se acima da política ou do desporto, para avalizar, avaliar, criticar, reconhecer ou denegrir quem lhe apetece. Este poder revela-se aos leitores numa esfera última, única, inapelável, não escrutinável, está acima dos mortais porque os classifica. Como declaração de poder, até pareceria inocente, simples exibição de mando ou vaga petulância de superioridade. Mas, não tendo fundamento reconhecível (será político? moral? judicial? desportivo? qual é mesmo a origem desse poder de categorizar e julgar?) e sendo sentença definitiva, é uma marca e quer marcar. Ou seja, é um acto político puro.

Ora, esta declaração de poder, porque não tem fundamento legítimo que não seja a opinião que julga a opinião ou os factos, viola o princípio fundador da comunicação social atacando, se não a sua objectividade duvidosa ou difícil, pelo menos o seu estatuto de informação pública não subordinada a poderes fácticos. Neste caso, o poder é o poder último do jornalista. De facto, sendo opinião, a dita coluna não se escreve como opinião, porque ela tem que ser lapidar, taxativa, mortal. Mas o jornalista não escreve um artigo, não explica porque é que, na sua opinião, “fulano de tal disse um disparate”, “sicrano estava a pedi-las e teve mau resultado”, não se expõe no argumento, não tem argumento, não tem razões. Apresenta sentença transitada em julgado, é tudo. Este poder é absoluto e gosta de ser absoluto.

Por isso mesmo, é susceptível de todos os abusos de que os pequenos poderes são viveiro. Ajustes de contas, enviesamentos partidários, maldades avulsas, tudo pode ser compatível com óbvias constatações. O jornalista fica dispensado de citar fontes ou sequer os textos ou declarações que critica, basta um resumo de mesa de café sobre o que alguém disse ou fez, seja esse resumo rigoroso ou uma aldrabice. Assim, estas colunas favorecem o que há de pior e menos profissional entre os jornalistas, certificam a fuga à sua responsabilidade, absolvem a sua deriva contra a deontologia, envaidecem os fracos, proíbem o contraditório, anulam a informação.

No limite, o melhor redactor destas colunas será o que tiver o estilo mais matarruano, o que não tenha escrúpulos em absolutizar o insulto, em psicologizar quem quer denegrir, em humilhar quem nunca pode responder.

Um exemplo de quem exerce esse mister com grande prazer, o de José António Lima no “Sol”: escreve ele sobre a esquerda que abomina, que uma líder de um partido “vai aumentando o grau dos disparates que diz à medida que se torna evidente a irresponsabilidade do Governo de Tsipras e o beco sem saída a que conduziu os gregos” e que “clamar que não há lugar para a democracia na Europa ou que a saída da Grécia significa o fim da moeda única está já ao nível do delírio político”.

Analisemos o texto com algum detalhe, desprezando o facto de ser um resumo fantasioso de declarações que Lima não cita. Ele, Lima, acha que Tsipras é irresponsável e leva os gregos a “beco sem saída”. Opinião respeitável? Aqui não é sequer uma opinião, é uma declaração de fé de que se deve partir para as conclusões que se impõem na punição dos desviantes que discordem do dogma. Ora, considerar que não há lugar para a democracia na Europa é a conclusão de Nicolau Santos no Expresso. Mas Lima nunca vai “classificar” Nicolau Santos. “Clamar” que o Não pode implicar a “saída da Grécia” e que isso pode ser o “fim da moeda única” (parece que deixaria de ser “única”, certo?) é o que diz Martin Schultz, mas Lima nunca vai classificar Schultz. Não se atreve. Vai antes atacar quem ele se permite acusar de estar “ao nível do delírio político” e que “aumenta o grau dos disparates” (o grau?). Quem escolhe a pessoa a humilhar, quem mede o “grau de disparates” e quem diagnostica o “delírio”? Lima, ele próprio.

Exemplo contrário, agora de louvaminhas, porque a coluna tanto tem “desce” como tem “sobe”, ou seja, permite cortejar, seduzir, fazer favores, pedir atenção. Escreve Lima sobre a recondução de Carlos Costa como governador do Banco de Portugal: “É o justo reconhecimento da competência profissional e da coragem cívica (…). Apesar das críticas de uma certa esquerda, evitou que o Novo Banco se tornasse um novo BPN com custos de milhares de milhões para os contribuintes. O país deve estar-lhe grato”. Isto foi escrito na semana em que a imprensa calculava a dimensão do buraco que ficará no Novo Banco, quando eventualmente vendido a uma empresa chinesa, e que elevará o défice para 6%. Mas o “país está grato” e Lima também, espero que o senhor Governador não se esqueça desse seu admirador.

O estilo matarruano pode ser delicodoce.

Mas isto é jornalismo?

Comentários

  1. O Louçã podia dar o exemplo do tempo de antena que teve o ABS (Artur Baptista Silva) o vigarista convidado para o Expresso da Meia-Noite e para entrevista de duas páginas e artigo de opinião no Expresso, apenas porque fabulava na onda da esquerda anti austeridade. E não fez isto tudo a convite do Nicolau Santos? Que depois disso demitiu-se de director adjunto do Expresso? Não? Que falta de vergonha!

    1. Não vejo o que um aldrabão bem sucedido tenha que ver com uma prática jornalistica instituída, que foi o que discuti.

  2. Há tambem aqueles que dão nota de 0 a 10, aos domingos. É claro que a escala é arbitrária e o examinado pode até nem concordar com a sapiência do avaliador. Não deixa de ter peso na audiência, porque se ele disse é porque percebe da poda…

    1. É a mesma coisa. Mas, ao que notei, o Marcelo deixou de dar notas. Era demasiado.

    2. Pois é… sabe-se lá se ele já está a precaver-se, porque tambem vai ser avaliado. Ou, talvez não… os coligados não estão pelos ajustes.

  3. Pois caro Louçã, isto chateia quando toca aos nossos, não é?
    Tenho é alguma dificuldade em perceber se a sua indignação é pela forma ou pelo conteúdo. Vindo de si tenho dúvidas que se isto fosse escrito em sinal oposto por um dos seus camaradas, a sua indignação cívica não desceria substancialmente ao nível do monólogo interior.

    1. Aqui está uma forma de evitar pronunciar-se sobre os argumentos do artigo. É mau jornalismo, ponto final.

  4. Não tem a ver com esquerda ou direita, tem a ver com ética.
    Se a falta de ética é criticável, a liberdade de expressão e pensamento é bem vinda. E se fossem só os que a têm a escrever? Seria isso a liberdade de expressão e pensamento? Por isso é que a liberdade de expressão e pensamento existe. O que não quer dizer que venha com elas a ética.

  5. Viva. Pergunta “o jornalismo é isto?”. Não é isto, mas isto faz parte. O jornalismo e os jornais fazem-se não só de notícias (essas, sim, devem ser o mais neutras possível, com o maior distanciamento ideológico e emocional possível), mas também de opiniões e interpretações.. O sobe e desce pode transmitir a posição do jornal (quando não é assinado e a responsabilidade máxima é do director) ou reflectir a opinião de quem o escreve (que é o caso). E ninguém é obrigado a concordar, mas não se pode dizer que um jornal ou jornalista não possa eleger os casos ou figuras que marcaram positivamente o dia ou a semana. Sobretudo quando é, supostamente, um observador atento da actualidade. É bom para a discussão pública. E cada um vai criando a sua impressão em relação ao que é escrito, faz o seu juízo (por exemplo, no caso vertente, a ideia que eu tenho do visado pelo Francisco Louçã é das piores, por causa precisamente de opiniões como aquela a que se refere). Mas há outros que eu valorizo, mesmo tendo uma opinião divergente. Por isso, o problema não está no sobe e desce, mas em quem o escreve. Os actos ficam com quem os pratica e os jornalistas não estão acima de qualquer juízo (bem pelo contrário). Por isso é que há profissionais e jornais com credibilidade e outros não. E, tal como em qualquer conteúdo jornalístico, também há direito de resposta.

    1. O seu argumento é razoável, mas acho que isto não é opinião. Essas colunas não têm argumento, são sentenças. Prefiro o argumento, sobretudo quando não concordo com ele, porque é assim que se conversa.

  6. típica crítica de esquerda sobre as avaliações. Para alguém de esquerda o ideal é não haver avaliação nenhuma, assim passa a reinar o sistema da nomeação política arbitrária com base na semelhança de opinião ou no sobrenome.

    é por isso que em Portugal só progride na carreira quem tem cunhas.

    1. Avaliação? Uma seta de um jornalista sobre um político ou um desportista? Está a brincar? Avaliação, isto?

    2. Pois o Francisco queria era acabar com os maturruanos, esses estupores de espírito livre, esses seres que presam o individualismo.

      Se fosse o Paulo Portas a escrever uma coisa destas conta a Imprensa estava desgraçado por uma semana, teria que ouvir as alegorias da Catarina.

  7. “matarruano”?! O caro Louçã não estará a praticar “arrogância intelectual”?

    Se chama matarruano a uma figura sem qualquer importância, nenhum peso histórico e escritos completamente insignificantes, como é que chamaria àqueles que determinam e mantêm a insalubridade humana à escala global?

    O caro Louçã, se não usasse venda universitária e soubesse alguma coisa sobre o que determina os tecidos sociais podres, seguramente que não se ficaria pelo termo “boçal” quando se referisse a eles.

    Caro Louçã, que rápido que foi em demonstrar que a sua “arrogância intelectual” começa muito antes (e por aspectos insignificantes) da suposta arrogância dos outros.

    1. Lima precisava de uma defesa, ainda bem que veio a terreiro. O argumento sobre a inconveniência das palavras “estilo matarruano” e a vantagem de usar “boçal” é de antologia. Mas tem o problema de ser advogado anónimo…

    2. Não faço a mínima ideia quem é esse Lima, não costumo ler discursos de direita. A esquerda é o atraso da segunda idade média, mas a direita é da primeira idade média, não servem sequer para divertir.

      Caro Louçã, vou dar uma palestra intitulada “Os cegos vêm de forma universal, os outros vêm a diversidade – o efeito dos universitários na destruição da saúde comportamental humana”. Não quer vir?

      Fala sobre as centenas de milhar de teses delirantes dos universitários, que vão desde a teoria geocêntrica, teoria dos humores corporais, as marés do sangue, “grande pum”, teoria de Darwin, que economia quer dizer regras da feira, e afim analfabetismo universitário completamente documentado. Inventar a estupidez é uma tradição universitária plenamente documentada.

      Obviamente que os universitários não se enxergam, é conhecido o imenso espólio de estupidez e ignorância da universidade e ainda se arrogam com detentores de conhecimento. Vou dar uma palestra sobre esse tema e o efeito dessa estupidez na saúde humana. Não quer vir?

    3. Ó Epicuro, se queres que a tua opinião tenha algum crédito tens primeiro que aprender a escrever sem erros.
      «Os cegos vêm de forma universal, os outros vêm a diversidade»? O que é que isto quer dizer? “Vêm” pertence ao verbo “Vir”. Se querias referir-te ao verbo “Ver” deverias ter dito “Vêem”. Aprende primeiro e fala depois.

    4. Caro Eppicuro,

      Recomendo-lhe que faça umas revisões gramaticais para a sua “palestra”.
      É que “vêm” é bem diferente de “vêem”…

      Cumprimentos

    5. “matarruano”?! O caro Louçã não estará a praticar “arrogância intelectual”?”

      “Eppicuro”, olhando para isso que escreves, e atendendo ao(s) teu(s) comentários neste blog, não percebes o ridículo da tua própria pergunta?! É que arrogância intelectual é o que tu destilas por aqui!

      PS: Deves ter muita gente nas tuas palestras, deves…

    6. Agradeço as correcções. O tempo de resposta, que não permitiu a revisão, levou a esses erros.
      Observo que se não forem os erros de escrita as criaturas não têm como responder. É uma pena.

      Quanto ao tema, quem não vê percepciona de forma universal, o nada é universal. À medida que começa a ver começa a percepcionar a diversidade. O universalismo é a demonstração da cegueira universitária, que é a base da sua acção delinquente, como essa invenção que economia querer dizer regras da feira.

      Caro Nuno Silva as palestras não são abertas a todos, não é uma feira para vender mercadoria, não há interesse na presença de quem não tem meios para perceber o que está a ser dito. Para esses há a universidade, a igreja, o futebol. Essas criaturas que sofreram o adestramento à submissão e obediência às vontades dos feirantes, na universidade (com a mentira que economia é feira, e que não há alternativa à feira porque é “universal”), passam a sua existência ocupadas a obedecer – para pagar as senhas de autorização dos feirantes (dinheiro) – e ficam culturalmente destruídas (adestradas e domesticadas aos delinquentes) sem meios de perceber o que quer que seja.

      A cegueira, provocada pela universidade, é um facto constatado na submissão cega da população aos delinquentes mercantis e às suas teorias feirantes; no aceitar simplório que os feirantes emitam senhas de autorização para as actividades de todos; no concordar em pagar essa autorização dos parasitas; e principalmente no orgulho em ser um servil energúmeno – um orgulho inventado pela esquerda.

    7. Boas “Eppicuro”,

      “Observo que se não forem os erros de escrita as criaturas não têm como responder. É uma pena.”

      Tem piada, que acabei de ler com atenção o teu comentário , e não verifico resposta à minha pergunta! Não queres responder, ou tens noção do ridículo que “soou” a tua pergunta?

      Já agora, não em jeito de palestra (isso fica para ti), mas só para te instruíres mais um bocado, a teoria de Darwin explica muito bem como tu chegaste a este ponto, é algo perfeitamente explicado através da lei do uso e desuso( originária de Lamarck), porque ao abdicares de usar o teu cérebro, tornaste-te no que demonstras ser, um simples vazio!

      PS : Embora a universidade seja, segundo tu, um dos maiores males do mundo, esses erros de escrita eram perfeitamente evitáveis se estivesses atento nas aulas da escola primária!

    8. Pela “selecção natural” todos aqueles que não pertencem à selecção não existem, portanto o próprio Darwin não teria existido. Os anglo-saxónicos, como os restantes germânicos, são uma população que fugiu para os locais mais inóspitos da europa (não foram para lá por gostarem do inverno). Portanto se existisse uma selecção natural, o próprio Darwin, como todos os germânicos, não teriam existido porque não fazem parte da selecção, são os perdedores que fugiram para as piores terras da europa. Como os germânicos existem, e não fazem parte da selecção natural humana (caracterizam-se até pela desumanidade), a selecção natural não se verifica. Embora esta contradição seja evidente, não está ao alcance da sua capacidade de percepção.

      Caro Nuno Silva faça um favor a si mesmo, não leia o que eu escrevo, não é para si. Sempre não percebe nada, porque é que lê?

      Quanto ao “tu”, guarde-o para os seus conhecidos, escusa de mostrar que é pobre e mal nascido.

    9. Calma “Eppicuro,” pareces-me muito nervoso, e não há necessidade nenhuma disso.

      Para começar, essa tua teoria sobre a selecção natural tem tanto de boçal como de ridícula!

      Mas só para que saibas, eu leio o que quiser, inclusivamente, as tuas teorias alucinadas que aqui debitas, mas que são perfeitamente dispensáveis, e só tu é que ainda não percebeste isso!

      Mas registo que não gostas muito de pobres; já sabia que achas todo o universitário ignorante, alguém que vá ver (sim, era este o verbo correcto que devias ter utilizado no comentário anterior) um jogo de futebol é ignorante, se for à igreja é ignorante, se não for às tuas palestras é ignorante…Enfim, no final, ficas tu como o supra sumo da inteligência humana!

      Vai dar palestras para longe!

      Já agora, “mal nascido”?! Não conhecia, mas é também um insulto que roça a boçalidade, não?

  8. Isso agora virou moda. É o Marcelo, é o Marques Mendes, era o Sócrates, era o Morais Sarmento… Enfim, a media está toda vendida ao poder económico.

  9. É um estilo de jornalismo que se ajusta ao tempo do “Facebook” – e à cultura das “redes sociais”.
    «Like» – “polegar” para cima (símbolo entretanto descontinuado). E, quanto mais “likes”, maior a aceitação ou impacto na opinião pública.
    «Matarruano» é um homem grosseiro, rude, incivilizado, bruto. «Matarruano», diz-se da pessoa “pouco sofisticada”, que desconhece as boas maneiras e os bons modos. «Matarruano» é um “labrego, pacóvio, saloio, simplório” [Priberam].
    O «Like» é antes uma “sofisticação simplista” – é tecnologia, modernidade e urbanidade. «Like» é estar “in” – ser aceite e partilhar um estilo de expressão cultural. «Like» é navegar numa cultura interactiva “imedatista” – quão flash “instantâneo”: quem “aparece” é lembrado / apreciado / recomendado, e, quem “não aparece”, logo, “não visível”, não tem valor.
    «Like» é ainda o símbolo de uma cultura “consumista”: “gosto” – logo, aprovo / aceito / compro / partilho / aumento; “não gosto” – logo rejeito / excluo / ostracizo / diminuo.
    Uma foto já não é só uma imagem que reflecte na arte a perspectiva e sensibilidade do autor. A lente ajusta a luz, o “photoshop” rearranja, corrige, aumenta e diminui os atributos da imagem. O poder tem imagem e a imagem tem poder – e, ao alcance da profundidade pensante de um clique, a “emoção” e a “imaginação” acabam por vencer a “vontade” e a “razão”.
    O rústico homem «matarruano» é cru, sem imaginação, enlaços ou rodeios – porém, se bruto, é também genuíno e frontal. A urbanidade do «Like» é polida, selecta e refinada – porém achegada à devassa, indiscreta, despudorada e perversa.
    Na cultura «Like», diminuir (ou até denegrir) a imagem de alguém tem a fineza aguda de uma lâmina…
    Mas esta é também uma cultura dada à especulação “economicista”, pelo que, como qualquer outro activo, também os líderes políticos, e outras figuras públicsa, devem ter uma “cotação” na bolsa de exposição mediática – neste caso, este tipo de jornalismo parece querer comportar-se como aquelas “agências de rating”, cuja notação pretende influenciar a orientação dos leitores e “fazedores de opinião”.

    É o polegar tirano de César a ditar o veredicto: se para cima – Vive; se para baixo – deve morrer! Para gáudio da multidão..

    1. Texto esclarecedor. No entanto, esta práctica “jornalística” é anterior ao sucesso dos likes e do FB. Creio que sempre foi uma forma de misturar observações sérias com posições ideológicas, preconceitos clubísticos e até pequenas vinganças pessoais, sem passar pelo crivo editorial de um jornal sério, ou pelas obrigações deontológicas elementares.

  10. É jornalismo, mas da escola oficial angolana…Lá os Santos estão sempre a subir. Qualquer dia rebentam com a escala!

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