Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

António Bagão Félix

29 de Junho de 2015, 09:24

Por

Erva par(a)lamentar

Ontem escrevi sobre o (excesso) de calor, que ainda permanece. Talvez por associação, pudesse opinar sobre a Grécia onde ao calor meteorológico se junta o não menos tórrido ambiente político. Mas não. Vou ouvindo, lendo e reflectindo, o que, mesmo assim, ainda não é suficiente, tal a velocidade com que mudam as variáveis e os cenários previsíveis. As opiniões, mais estudadas ou mais improvisadas, caducam rapidamente perante a agitação da canícula política greco-europeia.

Opto, antes, por um pormenor factual desta Lisboa, ainda que não necessariamente significando um detalhe sem importância.

Há dias, participei num debate na Assembleia da República organizado pela Associação dos Antigos Deputados e pela Cruz Vermelha Portuguesa. Por sinal, um excelente colóquio, sobre a questão da velhice.

Ao dirigir-me para o edifício anexo ao Parlamento, deparei com uma extensa área de relva, perdão de erva ressequida e terra abandonada. Fiquei perplexo. Não porque não veja coisas semelhantes na cidade (uma das zonas turísticas por excelência, junto à Torre de Belém está, também, inexplicavelmente deteriorada…), mas, que diabo, ali em frente dos olhos diários dos representantes do povo, não há alminha que se insurja contra o “terceiro-mundismo” da envolvência botânico-parlamentar? Peguei no telemóvel e tirei uma fotografia a este bocado de terra desprezada.

2015-06-23 17.28.11Não sei quem é responsável pela manutenção da, antes, relva, mas a AR até poderia dar uma ajudinha, como dá lá dentro a quem almoça, toma um café ou bebe uma água por preços tão baixos que nenhures se encontram. Se a responsabilidade é autárquica, e achando eu que há agora mais acção e sensibilidade para com os espaços verdes, espero que o novo presidente da CML Fernando Medina, competente e promissor político, devolva rapidamente saúde àquela vizinhança parlamentar para que não haja motivos para lamentar.

Comentários

  1. Que crítica injusta, senhor dr. António Félix! Os vencimentos dos senhores deputados são tão miseráveis que não conseguiriam sobreviver se, por um almoço ou um café, tivessem de pagar o mesmo que os outros portugueses pagam.

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