Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Francisco Louçã

9 de Junho de 2015, 08:27

Por

Passos Coelho no seu Portugal dos Pequenitos

Só faltava mesmo esta: Passos Coelho, ao comemorar o 75º aniversário do Portugal dos Pequenitos, em Coimbra, procura acertar as contas com a memória do seu governo e, para tanto, garante que é um “mito urbano” que tenha incentivado os jovens a emigrar.

O assunto em si tem pouco interesse. Nem a declaração do secretário de Estado sobre a saída da “zona Emigração (1960-2013)de conforto” dos jovens, nem a conversa do primeiro ministro sobre o lugar dos professores nos Palops, nada disso é “mito urbano”, são simples factos. Mas o que certamente não é mito é a realidade da emigração no período mais recente.

Nuno Serra resumiu os dados (aqui o seu artigo e ao lado o gráfico). Portugal nunca teve tanta emigração como nos últimos anos, alcançando o recorde dos tempos da guerra colonial e da pobreza extrema sob o salazarismo.

O único “mito urbano” que sobra é mesmo o próprio primeiro-ministro no seu Portugal dos Pequenitos.

Comentários

  1. Em resposta ao Sr Dr Francisco Louçã tenho a dizer-lhe que tenho 4 familiares próximos emigrados. Por acaso (ou não) todos emigraram antes de 2011, a saber: dois foram para o Reino Unido, como engenheiros, em 2008; uma, enfermeira, emigrou para a Suiça em 2009 e outro, com o 12º Ano, em janeiro de 2011, emigrou para a Alemanha porque não arranjava trabalho cá pelo sítio. Está a trabalhar lá num restaurante, trabalho que cá ele não quis aceitar. Tenho um filho que é médico, está a trabalhar num hospital público mas está a pensar emigrar com mais dois amigos pq acham que lá fora, na Inglaterra, serão mais bem remunerados. Fez o Erasmus em Itália e gostou, é jovem, solteiro, gosta de viajar, de conhecer novas culturas e por isso pensa ir e, se não se der bem, volta. Como vê, isto dos números da emigração tem mto que se lhe diga, não vale a pena fazer comparações com os idos de 60 ou com o Estado Novo pq as motivações e as condições são totalmente diferentes, felizmente.

    1. Sem dúvida que são motivações diferentes. Eu não comparei motivações. Comparei números e impactos sociais: o impacto agora é maior, são pessoas mais qualificadas. E que fazem muita falta.

  2. Não costumo reincidir, como simples cidadão, nos comentários neste post, mas custa-me ficar calado, após ouvir o antiquado, e fora do seu tempo, Presidente da República, vir dizer que as pessoas criticam por criticar. O dr. Cavaco que moralidade é que tem para falar como dessa forma quando proferiu perante o País que por receber 10.000 euros de pensão, ganhava pouco, esquecendo-se que há cidadãos a ganhar miseravelmente e que não têm rendimentos sequer para sobreviver. Não posso, igualmente, ficar calado, quando uma ministra da Economia subserviente, tal como o Primeiro-Ministro, vêm comparar Portugal à triste situação económica e social da Grécia, e pensam que temos de engolir tudo como se fosse verdade. É bom que se diga, que não há comparação possível, porque, por um lado, não tínhamos uma situação social e financeira comparável à Grécia, e por outro, como o programa tinha corrido muito mal para o Governo grego, a Troika alterou as medidas de austeridade. Mas como gritar vitória, quando 300 mil portugueses emigraram, deixando o seu país, levando riqueza e saber para fora, porque não encontraram condições desde 2011 para viver em Portugal? Como cantar vitória, quando a o PIB recuou 8%? Como cantar vitória quando cada cidadão português desconta em média mais de 30 % do seu vencimento para impostos? Como cantar vitória quando vários bancos tiveram de ser recapitalizados e outros falir?
    Não posso ficar calado, quando ouço autênticas barbaridades, por parte de quem teve responsabilidades no Governo, e que vende ao comum dos cidadãos como receitas bem testadas, como fosse uma cura para “mau-olhado”, de uma forma a difundir o obscurantismo. Não fica de fora destas tristes figuras, pessoas públicas como a mal disposta jornalista Manuela Moura-Guedes, antiga deputada estulta do CDS-PP, que não sabe do que fala, nem o que diz, quando confunde despejar dinheiro na Economia para obras públicas, investindo o Estado em determinado setores, como o fez José Sócrates, com a retribuição de vencimentos às pessoas. E estou à vontade para dizê-lo, porque não defendo, nem Sócrates, nem Costa, simplesmente acho que não se deve confundir, nem “baralhar para dar outra vez”, e assim enganar outra vez os portugueses outra vez como sucedeu em 2011. Basta olhar para os últimos quatro anos e ver o que aconteceu. E repara-se no que o condecorado(por Cavaco) Teixeira dos Santos – que mais parece fazer parte de uma elite que pensa por igual, frouxa e amorfa – disse relativamente ao pedido de ajuda. Uma tal solicitação do Governo português deu-se porque tinha sido chumbado anteriormente um programa( o PEC IV). Ora, entre os que chumbaram o programa, após prometer que o viabilizava, estavam os sedentes e sôfregos por poder, do PSD, Pedro Passos Coelho, Miguel Relvas, Miguel Macedo e outros. É bom que se retenha na sua correta interpretação o que aconteceu.

    1. Por lapso escrevi “Economia”, mas deve ler-se “Finanças”. E deve ter-se presente que as medidas do PEC IV eram de austeridade – cortes nos salários, pensões, etc., sem a presença dos funcionários de segundo plano do FMI, UE e BCE.

  3. Acrescentaria, que Pedro Passos Coelho não só, quer passar uma esponja nas medidas erradas que colocou em prática, que tiveram efeitos socialmente catastróficos, como deseja a todo o custo, juntamente com Portas, cavalgar nos aspetos bons que, graças à persistências e resiliência de muitos portugueses, ficaram de pé e medraram. As políticas deste Primeiro-Ministro apoucaram-nos, tornaram-nos mais pobres, e destruíram muitos setores da riqueza nacional. Por exemplo, o que foi feito na Ciência, e quanto a políticas de Ciência? Zero. Foram retirados recursos, despojados projetos, colocados à parte muitos cientistas. O que sobrou deveu-se ao trabalho político extraordinário que vinha de trás, de um antigo ministro falecido entretanto: Mariano Gago. Contudo, Pedro Passos Coelho, não tem pejo, agora, acompanhado do seu incompetente ministro, Nuno Crato, de vir dizer que a Ciência é um desígnio nacional, e que estamos no bom caminho. É preciso não ter pejo de vergonha, esquecendo-se que muito milhões de portugueses têm presente a incompetência do seu Governo, que teve sempre o apoio de Cavaco, um Presidente corta-fitas, que ficará para a História de Portugal como o pior dos Presidentes da República, desde 25 de Abril de 1974, claramente desfasado no do seu tempo, lembrando um Portugal “atrasado”, “bafiento”, “salazarento”, que já não se coaduna com um País moderno, onde os cidadãos têm outra mentalidade política e outra ideia de cidadania e de futuro para a comunidade onde vivem. Vale a pena lembrar, todas as medidas malévolas deste Governo liderado por Pedro Passos Coelho; vale a pena lembrar os “cortes cegos”, o empobrecimento do País; vale a pena lembrar a falta de preparação técnica e política de muitos ministros e das suas ideias para Portugal. E se agora vêm dizer, depois de levarem o País a uma situação de empobrecimento e rotura, que caso não ganhem as eleições legislativos, sucede o caos; e se agora se regozijam do que fizeram politicamente e socialmente, é porque nada compreenderam, nada sabem, e têm horizontes tacanhos e “pequenitos”. A sua visão é bem a ideia de um “Portugal dos pequenitos”. Numa cidadania ativa e empenhada nesta segunda década do século XXI, deve dizer-se “não” ao protagonismo político desta gente, e afastá-los para sempre da vida pública nacional, que merece bem melhor!

  4. Bom dia Sr. Professor
    O seu artigo de opinião expõe adequadamente a nossa realidade, no que concerne à emigração.
    Não concordo com aqueles que acham que a globalização justifica uma tão grande sangria de pessoas. Talvez, uma pequena percentagem seja provocada pela tal globalização…e, a globalização não começou em 2009, mas sim, muito antes!
    Todos se lembram, com certeza, quando o Sr. Primeiro ministro disse que “o melhor que os jovens têm a fazer e emigrar”. O mote foi dado nesta afirmação. O que se possa crescentar, em relação a este assunto faz parte da nossa forma bem lusa de encarar os factos e as realidades, sempre a tentando ameniza-las, esbate-las e torna-las sempre um pouco tristes mas nunca cruéis!

  5. Sr. Prof Louçã:
    Na v/ intervenção das 13:32 de 09.06.2015, refere o aumento da divida. Agradecia que me explicasse esse aumento da divida que, sinceramente, não percebi. Será porque se acrescentou o empréstimo da TROIKA à divida já existente ?. Será porque se inclui no valor da divida a extensa dívida das empresas públicas , sobretudo do sector dos transportes ? Será por razão da sua indexação ao PIB ? Será porque o Governo se tem endividado ? Em quê ? Será por qualquer outra razão que não consigo alcançar ?
    Muito obrigado pelo esclarecimento.

    1. Repito o que já escrevi. O aumento da dívida deve-se a: 1) emprestimo da troika, 2) outra dívida emitida, 3) inclusão de outra dívida de empresas públicas. Mas como medimos a dívida em % do PIB (ou seja, Dívida/PIB), se o PIB diminui o rácio aumenta).

  6. Boas,
    Que o primeiro ministro esteve mal em mandar emigrar os portugueses é verdade. E esteve mal porque este é um dos melhores países do mundo para se viver. Quanto mais viajo mais gosto de Portugal. É quase, quase perfeito, muito superior (em qualidade de vida a qualquer país europeu) e isso causa invejas, problemas e turismo. Agora, enxovalhar o sr passos, por o cenário do espetáculo ser no Portugal dos pequeninos mostra uma insensibilidade atrós e revela o zero poético (ou pronto, o muito pouco poético) que o sr professor é!

    Deixo 2 perguntas:
    1- então e o internacionalismo?
    2- De que forma e através de quais canais o BE se relaciona com o “quinto império”?

  7. Os cidadãos passos e cavaco só poderiam ser eleitos por um povo de mentalidade pequena. Por isso, eles estão com a sua gente

  8. Só mesmo um povo pequenino de cabeça é que poderia ter eleito por maioria absoluta essa trupe de malfeitores que nos desgoverna, incluindo o cidadão cavaco.

  9. Penso que quem pensa como o senhor se esqueceu que a Europa é um espaço de livre circulação de pessoas e bens.
    Portanto se quiser voltar ao assunto fale em imigração.
    E depois pergunto
    1 . o minhoto que vai para o Algarve trabalhar emigra?
    2 – O CR7 que circula em trabalho entre a Inglaterra e a Espanha também emigra
    3 – O desgraçado do Mourinho pede-lhe licença para ir trabalhar para o Reino Unido
    4 – O Marinho dos PIntos, os zorrinhos, a maria da mi(nha) tias que vão trabalhar (?) para o parlamento europeu não deveriam ser incentivados a regressar
    etc. etc. etc.
    Normalmente criticam nos outros a saída do nosso território aqueles que têm bons ordenados por cá ou comem à manjedoura do orçamento-
    Não me esqueço de familiares meus que sairam de Portugal nos anos idos de 60 e com o seu sacrificio, trabalho e esforço hoje vivem muitíssimo melhor que os que cá ficaram.
    O resto é conversa para encher peneus

    1. Conversa para encher pneus. Suponho que é assim que o ensinaram a tratar quem tem alguma ideia diferente da sua. Só lhe desejo felicidades.

    2. Sr. Eduardo: isso de a “Europa” ser um espaço de livre circulação de pessoas e bens é um tanto exagerado. Direi mais, é um mito urbano! Quanto ao resto da sua conversa, aconselho a que tenha cuidado, ou os pneus ainda lhe rebentam…

    3. O Minhoto que vai para o Algarve continua a descontar para a Segurança Social e a pagar impostos ao Estado Português. O que vai para Inglaterra no máximo pode fazer depósitos em contas bancárias em Portugal sujeitos a taxa. Se o fizer. Nada o impede de depositar num banco em Inglaterra.

      E assim torna-se impossível de pagar a dívida e as pensões.

  10. Caro “Zé” : “fora de brincadeiras”, dizer-lhe que as reformas chorudas dos funcionários públicos de que fala, é algo que me merece um comentário, pois não falou das reformas em geral (público-privadas)! As pensões em Portugal são calculadas ao abrigo da Lei em vigor e retroage ao momento em que é solicitada a Aposentação, seja no sector Público seja no sector Privado! O cálculo das pensões tem como regra geral a Lei em vigor e a vida contributiva de cada individuo! Na Função Pública o normal dos FP’s não tem qualquer pensão choruda como descreveu, tem a aposentação em função dos anos que contribuiu e de quanto contribuiu ao longo dos anos, existindo algumas excepções, mas ao nível daqueles que só são FP’s durante um mandato de 4 anos (políticos)! O normal dos FP’s desconta sobre aquilo que é a sua remuneração real, não existindo habilidades como existem no Privado, de 1/3 ser remunação e 2/3 são ajudas de custo, isso não existe! Ao longo dos anos, foi isto que se foi passando, são estas as diferenças! Quanto às ditas “regalias” dos FP’s, ADSE e outras, dizer-lhe que também ai os funcionários fazem um desconto mensal para o efeito, neste momento, ADSE 3,5% da remuneração base! Ninguém do privado, contribui para pagar pensões ao sector público, conforme alguns demagogos menos esclarecidos querem fazer parecer, seja directamente, pois o Privado faz os seus descontos para a Segurança Social e recebe dali as suas pensões, e os FP’s fazem os seus descontos para a Caixa Geral de Aposentações (11%) e recebem dali as suas pensões, seja indirectamente, por via dos impostos que todos pagamos, porque os FP’s fazem os seus descontos, portanto nada de misturadas! Se os nossos Governantes ao longo dos anos, geriram mal, gastaram mal ou utilizam mal os “nossos” descontos e não os guardam para o dia em que perante a Lei nos podemos aposentar, não é problema do sector Público nem do Privado, é de todos, temos de ser exigentes com os nossos governantes, e os nossos Tribunais também! Portanto, “fora de brincadeiras”, sejamos sérios!

    1. Não sejamos nada sérios! Só os FP’s querem parecer sérios! Pense na rotação dos planetas e na razão da cor dos jacarandás…

    2. Cara Leonor, temos de ser sérios, e levar o estado do país a sério! Estou farto de ver e ouvir gente, mal preparada, que fala do que não sabe, com inexactidões tipicas de demagogos profissionais, utilizando a táctica, dividir para reinar! Os FP’s não querem parecer sérios, são sérios, aliás tão sérios quanto o resto dos trabalhadores portugueses, à excepção daqueles que alinham nas velhaquices das entidades patornais, conforme descrevi no meu texto! Todos os trabalhadores portuguesessem excepção, publico-privados, são vitimas do actual Estado de Sitio em que se transformou o Mundo laboral em Portugal! Quanto à rotação dos planetas, dizer-lhe que sou admirador de rotações de 180º graus, pois quando as mesmas são de 360º, mais do mesmo! Os portugueses é tempo de apostarem em rotações sóbrias e corajosas! Quanto à cor dos jacarandás, dizer-lhe que botânica não é a minha área!

  11. Caro Professor,

    Concordo em parte com o seu artigo mas olhar isoladamente para as tendências históricas da emigração acho que é no minimo falacioso. No mundo “globalizado” em que vivemos naturalmente o movimento internacional de pessoas será maior em qualquer parte do globo. Há que verificar também quem migrou para cá. Atenção que não digo com isto que, dado o estado económico do país, não terá existido um impacto elevado na emigração – mas o factor globalização será enorme

    1. Tem razão. HAveria que acrecentar que, nos ultimos anos, os imigrantes em Portugal têm vindo a sair do pais.

  12. Eu vejo o Coelho mentir com quantos dentes tem na boca, na tentativa desesperada de enganar outra vez os portugueses, para poder ser reeleito por mais quatro anos e assim terminar a política de destruição do estado social e de entrega por meia dúzia de patacos do que resta das empresas públicas a investidores “amigos”, lembro-me dos dirigentes políticos africanos que saqueiam os recursos dos seus países em proveito próprio e de tantos investidores “amigos” («A Pilhagem de África – e de Angola – contada por um jornalista do Financial Times» – http://observador.pt/especiais/a-pilhagem-de-africa-com-angola-em-destaque/) e dou comigo a pensar:
    – Porque será que a legislação (Foreign Corrupt Practices Act) criada para criminalizar empresas americanas que paguem a funcionários estrangeiros para ganhar negócios não funciona?
    – Porque será que não há um único jornalista português a fazer uma reportagem que seja acerca da corrupção em Angola?
    – Porque será que em Portugal ninguém questiona o preço a que as empresas públicas estão a ser vendidas?
    – Porque será que também ninguém põe em causa o facto de tantos ex-governantes e deputados entrarem directamente para grandes empresas acerca das quais tomaram decisões importantes enquanto políticos?
    E depois lembro-me da alternativa a esta maioria – os “socialistas” famintos por quatro anos longe destes festins – e penso:
    – Felizmente que estamos numa democracia. Sempre podemos mudar as moscas…

  13. “Políticos mentem”, notícia do dia. Acho que temos o dever de ir com uns megafones passar a (antiga) palavra do sr. Primeiro Ministro ao pé da sua residência, do parlamento, e mediatizar um bocado a coisa, nem que seja no youtube. Políticos sempre mentem, mas mentirão muito mais se pensarem que a sua mentira é inconsequente até ao momento do voto… e talvez nem tanto, quando a concorrência é António Costa. Exija-se seriedade. E um pedido de desculpas aos portugueses que tiveram de emigrar nos últimos 4 anos.

  14. Quando falou em “precipitações cósmicas”, esqueceu-se da malfadada que atingiu o Primeiro-Ministro do nosso (des)Governo! O coitado do mamífero, presumo que até às Eleições Legislativas, vai estar com o pensamento à deriva, entre o esquecimento quase total e o Alzheimer, que me perdoem os portadores!
    A seu tempo, Passos Coelho, com certeza vai ter a preciosa ajuda do “Feirante”, o seu “Vice”, que é expert neste tipo de matéria: “irreversible memory lapses”!
    Quando se está longe das eleições e do escrutínio dos portugueses, é fácil ter o “peito inflamado” e ter discursos altivos, imprudentes e arrogantes, principalmente quando se tem na plateia, banqueiros e/ou empresários, mas quando as eleições chegam perto, o “peito” esvazia-se como um qualquer balão no Portugal do Pequenitos!

  15. A propósito das coisas que Passos diz e depois “esquece”: Passos,durante uma “epístola” aos jotas” em Castelo de Vide proferiu uma declaração que, para espanto meu, passou completamente despercebida. Falou num novo “coeficiente de sustentabilidade” que indexaria as pensões à média das receitas (aqui já não consigo precisar: do Estado? da Segurança Social?) dos últimos três anos! Assim nem seria preciso nenhum Dr. Lambreta: se num ano, devido a uma crise, ou a uma opção política que se adivinha a quem beneficiaria, as receitas baixassem…cortava-se nas pensões! É o que se chama sustentabilidade a 100%! Poupar-nos-ia a todos estas maçadas de discutir TSUs, taxas sobre o valor acrescentado, IVAs sociais e etc…Mas, a esta hora, Passos já se deve ter esquecido…

  16. Fora de brincadeiras, tendo em conta que a minha geração vai/está a pagar as chorudas reformas dos funcionários públicos, que na sua maioria não merece o cargo que ocupa, dizer aos jovens para emigrar foi algo de louvar, visto que quando chegar a nossa vez não vai haver reforma.

    1. Caro “Zé”, penso que se deve informar das coisas antes de vir para aqui escrever disparates. Informe-se e chegará à conclusão de que não paga, nunca pagou nem pagará as reformas dos funcionários públicos nem de ninguém. Quando muito, a sua. Chegará também à conclusão de que o que muitos dos funcionários públicos descontam chega para pagar muitos salarios (e não falo de salarios mínimos).
      Informe-se, não agrida quem trabalhou e descontou uma vida inteira e provavelmente ainda continua a sustentar muitos como você.
      Ah! Para seu esclarecimento, não sou funcionária pública e muito menos reformada. Lamentávelmente, porque trabalho e pago impostos desde os meus 16 anos. Coisa que, feliz ou infelizmente, as nossas novas gerações não sabem o que é!

    2. Caro zé: fora de brincadeiras, se todos pensarem como pensa, não vai mesmo haver reforma (parece-me que só se preocupa com a sua, não é?). E emigrar não será solução: a suposta “crise” da Segurança Social está espalhada por todo o lado. Há milhares de Coelhos, Lapins, Rabbits, Conejos, Kaninchen, etc. a pregar emigração por esse mundo fora…Já agora: que geração é a sua? Já procurei na net, mas zé não me diz nada…

    3. Ah! Sr. zé: isso das “reformas chorudas” dos funcionários públicos é um “mito urbano”!

  17. Muito bom o artigo de Nuno Serra, de leitura obrigatória (mesmo que não compreendam) por parte dos membros da coligação.
    Ontem, num debate no Porto Canal, um deputado do CDS (nunca vi aquela cara) afirmava, entre muitas asneiras partilhadas com um seu colega do PSD (também desconhecido), que “nesta coisa da emigração sentia até muito orgulho pelos que labutam no estrangeiro, porque honram Portugal”. Devia ter ido também ao Portugal dos Pequeninos…

  18. A minha cruzada e contra a falta de palavra dos políticos.Estou farto das cambalhotas dos políticos.
    Rigor e honestidade e o mínimo que podemos exigir.
    Esta é mais uma cambalhota do Sr.Primeiro ministro

  19. Um país que faz da educação a força motriz do desenvolvimento, vai sempre gerar muito movimento migratório. Evidentemente a crise ajudou muito, mas Portugal não tem ainda oferta de trabalho suficiente para este aumento de qualificação. Não devemos estranhar a descida de salários oferecidos aos licenciados, devido a grande aumento de oferta.
    Outros países geradores de mais riqueza, maior valor acrescentado da sua economia, oferecem melhores condições o que também é um problema para nós.,

  20. Não se esqueça que a falência deveu-se ao falhanço de políticas socialistas com base no subsídio e nos direitos adquiridos de uns à custa de outros. A emigração foi consequência disto tudo.

    1. Claro que não me esqueço. Malvados dos esquerdistas que, mesmo quando a direita estava no poder, conseguiram as precipitações cósmicas que provocaram um aumento da dívida, do desemprego, da pobreza e da emigração.

    2. Olhe, caro Pedro Oliveira, se está numa de não esquecimento, puxe ainda um bocadinho mais e chegue à altura divina em que um tal de sr. silva estava como 1º ministro, se porventura naqueles tempos idos, o dinheirinho que chuvia tivesse sido bem aproveitado, se calhar a conversa dos socialistas era outra. Já agora é fácil poupar dinheiro como o presente 1º apregoa, é só acabar com a saúde, com a educação, com a segurança, com os transportes, vê é fácil…

    3. Como saberá, pelo economista que é, a correção de uma situação de dívida astronómica não ocorrerá de um dia para o outro, existem antes de mais reformas estruturais a efectuar de forma a conter, na medida do possível, imediatamente o défice orçamental. Sim, pode-se argumentar que uma politica expansionista e de crescimento pode ser uma melhor alternativa à resolução do problema mas a contracção de dívida implica o cumprimento de obrigações com credores e não nos dá margem para grandes “aventuras” no imediato. Mas sim, urge resolver o problema social do desemprego e probreza, acredito que estamos a caminhar para a solução..

    4. Felizmente a Matemática é uma ciência exacta, portanto em nada parecida à Filosofia, principalmente à Filosofia “barata” que alguns apregoam, depois dumas barrigadas de queijo. Os números não mentem! Se em meados de 2011 a situação de Portugal era má, hoje em dia é péssima com o nosso actual (des)Governo quase a duplicar a Dívida Pública de 2011 a 2015, que se cifra hoje em cerca de 140% do PIB. Portugal tem pago por ano, tal como plasmado por exemplo no Orçamento de Estado para 2014, perto de 7,2 mil milhões de euros apenas em juros da dívida pública. Esse valor que representa cerca de 4,3% do PIB, é muito próximo daquele que o Estado gasta com o Sistema Nacional de Saúde ou com a Educação, as maiores rúbricas do Orçamento de Estado. Os juros da dívida em termos financeiros, consomem o equivalente aos custos de um resgate de um BPN por ano. Portanto meus amigos, sem reestruturar as dívidas, não há futuro para Portugal, nem para a Europa! Se a Grécia cair, que não cai, se a Itália cair, que não cai, se Portugal cair, que não cai, é o fim da Banca Alemã e Francesa, que aparentemente foi salva à conta dos países resgatados!

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