Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Francisco Louçã

18 de Maio de 2015, 08:44

Por

Paulo Rocha, “Se eu fosse ladrão… roubava”

Paulo Rocha, que nos deixou uma obra póstuma, este “Se eu Fosse Ladrão… Roubava”, filmou irregularmente, quando podia ou quando lhe apetecia. Refugiou-se pelo Oriente durante anos, depois de ter lançado duas das obras fundadoras do Cinema Novo em Portugal: “Verdes Anos” (1963), um melodrama, e “Mudar de Vida” (1966), outro drama marcado pela guerra e pela emigração. Continuou com mais uma mão cheia de filmes e desapareceu em 2012.

Esses dois clássicos estão agora disponíveis em versões restauradas (“Verdes Anos” foi distribuído com o PÚBLICO de sábado passado) e o filme testamento está no Cinema Ideal, um dos poucos lugares de Lisboa onde acontecem coisas destas.

Ao olharmos para trás, para o que foi a nossa sociedade contada por estes filmes, encontramos personagens notáveis, mas tanta tristeza. Portugal foi sempre assim e assim será? Há em Paulo Rocha, e não só nele, uma exasperação e uma desesperança que impressiona ou comove. Mas tem que ser assim? No seu testamento, Paulo Rocha sugere que sim. E sabemos que não lhe podemos conceder razão, mesmo que saibamos que tem tanta razão.

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