Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

António Bagão Félix

15 de Maio de 2015, 08:36

Por

“Humanitário” III

Considero que o PÚBLICO é o jornal onde o português escrito é, em regra, irrepreensível, reflectindo uma preocupação constante sobre a correcta expressão da nossa língua, concretizada num código ou “livro de estilo”, que merece ser deviamente realçado.

Além disso, tem uma posição sobre o famigerado Acordo Ortográfico, com a qual concordo plenamente.

Por estas razões leio o jornal com um grau de exigência comparativamente maior e sou mais sensível a aspectos que não estão em consonância com as boas práticas do PÚBLICO.

Já comentei em anteriores posts (“Humanitário?” em 16/2 e “Humanitário, ainda…” em 10/3) o uso generalizadamente errado, na comunicação social, do adjectivo “humanitário”. E, eis que, de novo, no PÚBLICO li, na edição de 13 de Maio e na primeira página, que “Novo sismo no Nepal agrava desastre humanitário”! Haverá desastres … humanitários, ou serão humanos? Será que o desastre do sismo foi humanitário? Haverá assim sismos tão generosos e solidários?

Ainda não perdi a esperança de, no jornal que mais aprecio e onde tenho o gosto de escrever, ler aquele adjectivo no seu único e verdadeiro sentido semântico. Não direi por razões humanitárias … mas pela defesa da nossa língua às vezes tão maltratada na sociedade portuguesa.

Comentários

  1. É a deficiente escolaridade de quem tinha a obrigação de escrever bem. Espero por piores exemplos pois a tendência tende a agravar-se. Ninguém repara, ninguém corrige, ninguém quer saber.

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