Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

António Bagão Félix

4 de Maio de 2015, 14:33

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Televisão a cores ou a preto-e-branco?

images images (1)Parece que há um bar irlandês que, avisadamente e desde há muito tempo, tem um conselho para os seus clientes junto ao televisor dizendo: “Se está a gostar da nossa televisão a cores, é altura de parar de beber. É que a nossa televisão é a preto- e-branco”.

Ora aqui está uma interessante recomendação, a custo de inventário da cerveja lá do sítio.

Por que não colocar avisos tão sugestivos como este, em outros contextos, lugares e tempos?

Por exemplo, cá pelo nosso Portugal:

Uma tabuleta na sala do Conselho de Ministros: “Se está a gostar do nosso país a cores, é altura de não sonhar acordado. É que o nosso país ainda está a preto- e- branco”.

Uma tabuleta para colocar no gabinete do SG do Partido Socialista; “Se está a gostar da proposta de redução da TSU, é altura de parar de a apoiar. É que a nossa Segurança Social pode levar um rombo ficando com o futuro mais preto do que branco”.

Um cartaz no ministério das Finanças sobre a nossa dívida pública“ Se está a gostar da nossa dívida a cores, é altura de ler o Tratado Orçamental. É que, assim, pagá-la nem a preto-e-branco”.

Por fim, um placard para quem, no meu clube, decide anualmente as cores dos equipamentos: “Se está a gostar dos equipamentos alternativos, é altura de parar de mudar. É que a nossa cor é o encarnado”.

Comentários

  1. Vou-me focar no último parágrafo, porque em relação aos restantes, é fácil concordar com o diagnóstico. O verdadeiro problema é a solução…
    Parece que os “entendidos” – não sei em quê, mas provavelmente em economia, que tem demonstrado ser ciência muito pouco exacta – dizem que é importante mudar de equipamento todos os anos, por causa do marketing e tal. Segundo esses “especialistas”, desta forma os adeptos desatam a comprar camisolas e os clubes ganham milhões.
    Ora eu não conheço os números dessas vendas, mas tenho cá as minhas dúvidas, por diversas razões.
    1. As camisolas oficiais custam mais de 70 euros. É massa demais para a maioria dos portugueses se poderem dar ao luxo de comprar, pelo menos, uma por ano.
    2. Grandes clubes europeus, como Real Madrid, Barcelona, Manchesteres, Chelsea, Arsenal, Bayern, Milan, Juventus ou Inter, embora mudando alguns pormenores dos respectivos equipamentos, quase nunca mexem no essencial: as cores base. Claro que já vi o R. Madrid jogar de cor-de-rosa, mas normalmente equipa de branco, o United e o Arsenal de vermelho, o Barça de azul e grená, o Chelsea de azul e por aí fora. mudando de cor apenas quando isso é necessário para não se confundirem com o adversário. Contrariamente, os três grandes portugueses adoptaram o estranho hábito de jogar quase sempre com os equipamentos alternativos fora de casa e cada ano que passa escolhem cores mais esquisitas.
    É perfeitamente possível criar equipamentos diferentes todas as épocas, usando para isso as cores base. No caso do meu Sporting, o verde, o branco, o preto e, com um bocadinho de boa vontade, o amarelo (cor do leão) possibilitam mil e uma combinações diferentes. Todas as outras cores são autênticas aberrações que, mesmo do ponto de vista do marketing, me parecem muito difíceis de justificar.
    Mesmo as diferentes tonalidades de verde, embora sejam aceitáveis, não são do meu agrado.

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