Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

António Bagão Félix

6 de Março de 2015, 08:38

Por

Hipóteses

Uma hipótese é uma coisa que não é, mas que a gente faz de conta que é, para ver o que seria se fosse. Ou, ao invés, uma coisa que é, mas que a gente faz de conta que não é, para ver o que seria se não fosse.

Vem isto a propósito do inquérito parlamentar ao caso BES e de declarações e respostas dadas por alguns responsáveis galardoados, condecorados e gratificados e, até há bem pouco tempo, incensados pela imprensa económica.

No meio de tão espesso nevoeiro hipotético, onde estarão a verdade de dizer e o fingimento de não dizer, a bravura de estar e a cobardia de não estar, a autenticidade de ser e a deslealdade de não parecer? Ou será que somos nós – tratados como pacóvios pelos ilustres depoentes – que não temos sequer direito a conhecer as hipóteses, os postulados e os axiomas?

 

Comentários

  1. Professor, a realidade é que estas comissões parlamentares são verdadeiras perdas de tempo. A “palavra”, a “honra” são valores em extinção.

  2. Se, por mera hipótese, o Salgado, primos e serventuários de confiança, que deram cabo de um banco com mais de cem anos, o Granadeiro, que levou à ruína a PT em nome de uma amizade, e o Bava, que desde 2010 conseguiu fazê-la perder mais de 90% do seu valor, fossem condenados a pesadas penas de prisão e a pagarem com o seu enorme património ilicitamente conseguido os prejuízos provocados, eu começaria a acreditar que a Justiça portuguesa não serve só para proporcionar bons empregos a quem dela vive.
    E se, a juntar a isso, o Sócrates fosse condenado com trânsito em julgado e o Passos Coelho se demitisse para demonstrar que o facto de ter sido sempre um profissional medíocre não o impedia de terminar a carreira política com alguma dignidade, eu começaria a acreditar que ainda haveria salvação para este desgraçado País.

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