Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Francisco Louçã

5 de Fevereiro de 2015, 12:00

Por

Não há bela sem senão: a “estupidez monetária” em acção

drghiHouve festa, foguetes e champanhe com a apresentação do Plano Draghi, como antecipei aqui na semana passada.

Já devíamos estar avisados. Já tinha acontecido. Só que a desilusão foi muito rápida e, quando Juncker começou a esboçar o seu plano, uma revista chamou-lhe logo “alquimista” e escreveu que era “ridiculamente inadequado”. Alguns dos apoiantes mais entusiastas da ideia, que terão votado no homem para presidente da Comissão, vieram a terreiro concluir que “é pouco mais que uma farsa”. Com razão: o plano anuncia dinheiro que não existe, investimentos que faltam e multiplicadores que são fantasia.juncker

Seria razão suficiente para ter redobrada cautela quanto ao segundo plano, o de Draghi e do BCE, apresentado um mês depois. Além disso, nunca faltaram os alertas, como o do Financial Times ou, mais enfático, o de Joseph Stiglitz, como no seu artigo sobre “A política da estupidez económica”, que descobri pela referência de João Rodrigues no seu blog:

Nos últimos seis anos o Ocidente acreditou que a política monetária poderia resolver tudo. Esta crise conduziu a enormes défices orçamentais e a dívidas crescentes pelo que, diz o pensamento dominante, a necessidade de desendividamento exige que a política orçamental seja posta de lado. O problema é que as taxas de juro baixas não levarão as empresas a investir se não tiverem procura para os seus produtos. Nem as taxas de juro baixas levarão as famílias a pedirem empréstimos para consumo se estiverem apreensivas quanto ao futuro (e devem estar). O que a política monetária pode fazer é criar bolhas nos preços dos activos. Mas é importante falar com clareza: a probabilidade de políticas monetárias excepcionais restaurarem a prosperidade global é nula.”

Nula. A política monetária não basta neste momento da crise. Portanto, a injecção de liquidez desencadeada por Draghi, que vem tarde, é já insuficiente senão incapaz de resolver os problemas que quer tratar. De facto, este plano padece de três problemas e todos eles inviabilizam-no como solução.

QE e crescimentoO primeiro é que a experiência demonstra que o Quantitative Easing está agora a falhar nos Estados Unidos, onde resultou durante algum tempo (e numa economia em que a forma de financiamento das empresas para investimento é diferente da europeia). Os dois gráficos ao lado (clique para ampliar) demonstram a gravidade da questão. No primeiro, verifica-se que a emissão de moeda para comprar activos no sistema financeiro parece ter estimulado o crescimento durante alguns anos, mas a partir de 2013 deixou de ter impacto. O segundo gráfico indica que, no mesmo caso dos EUA, o Quantitative Easing parece ter estimulado a inflação, mas também a partir de 2013 perdeu efeito, e esse seria um dos seus principais objectivos quando aplicado na QE nos EUAzona euro. Por isso, as hipóteses em que se baseia Draghi em 2015 são muito duvidosas e Stiglitz pode mesmo ter razão, o efeito pode vir a ser nulo.

O segundo problema é que esta política de injecção de liquidez no sistema financeiro acentua as desigualdades entre economias na União Europeia, num momento em que o barril de pólvora vai ficando mais perigoso. Mas disso já Ricardo Cabral tratou aqui neste blog, demonstrando que a Alemanha pode receber mais de 200 mil milhões de euros, ou um quarto do financiamento, para financiar a reciclagem da sua dívida, que já tem juros negativos – ou seja, o Estado alemão não paga nada por emitir dívida, até recebe. Em contrapartida, a Grécia só entra no programa se assinar um novo acordo de austeridade. A Europa, que bem precisava de respirar, fica mais dividida com este programa.

Mas há ainda um outro problema. É que o programa de Quantitative Easing, como argumentei em dois artigos, um neste blog e outro escrito com Mariana Mortágua, tem um efeito de valorização dos activos financeiros, e esse é mesmo o seu principal objectivo – e não o de criar investimento e emprego.

Ora, a valorização dos activos financeiros é uma estratégia socialmente desigualitária. No caso de Inglaterra, que utilizou essa política nos últimos anos, o Banco nacional publicou um relatório demonstrando precisamente esse efeito: como os 5% mais ricos concentram 40% do total dos activos financeiros, foi a eles que saiu a sorte grande.

capital gainsO gráfico ao lado (clique para ampliar) demonstra como, no caso dos EUA, o mesmo se aplica. São os de cima quem ganha com esta valorização dos activos financeiros: cerca de três quartos dos ganhos de capital foram para os 0,1% do topo, e os 800 mais ricos dos mais ricos absorvem quase metade dos ganhos totais. Mas o resto continua a “estupidez económica” de que falava Stiglitz.

Em resumo, o Plano Draghi não é só tardio e insuficiente: alivia a pressão sobre a zona euro sacrificando a criação de emprego, promovendo a especulação financeira e o perigo de novas bolhas, acentuando a desigualdade entre países e, dentro deles, entre os de cima e os de baixo.

A “estupidez” económica continua a deixar o seu rastro. O BCE é um perigo público e, pior, é um poderoso perigo público.

 

Comentários

  1. Para quem ainda tinha dúvidas sobre a natureza do BCE ficou tudo mais claro. Primeiro: o BCE e quem de facto nele manda não tem qualquer escrúpulo em extorquir mais 900 milhões de € aos gregos em juros. Será esse o efeito diferencial do agravamento para 1,55 % da taxa de juro do ELA – contra os 0,05 % que a Grécia normalmente pagava. Multiplicado pelos 60 mil M € disponibilzados esse adicional de 1,5 % vai render mais 900 milhões de € ao BCE. Segundo: deixa o governo eleito democráticamente em Atenas à mercê dos 25 burocratas que compõem o Governing Council do BCE. Bastará o voto de 2/3 desses funcionários não-eleitos, na sua maioria de formação técnica e ideológica pró-germânica, para por termo a qualquer momento à facilidade de liquidez oferecida à Grécia através do ELA. Assim vai a democracia na UE.

  2. Este blog fez-me pensar no porquê da dívida pública.
    Tal como um funcionário bancário que tenha contraído empréstimos à instituição para que trabalha, é dos que menos probabilidades tem de ser despedidos, em igualdade de circunstâncias, assim também os países com dívida pública se sentem mais seguros, fornecendo a própria dívida uma espécie de garantia. Por outro lado, e para o centro de decisão da própria CEE, a mesma dívida funciona como uma forma de pressão a cada um dos países endividados. Não interessa liquidar a dívida, nem para o credor, nem para o devedor. Importa, isso sim, manter o pais devedor sustentável, para que possa pagar os respectivos juros.
    Um pais como Portugal, com uma dívida monstruosa, em que os juros, por si só, são já uma fatia importante do orçamento, é pressionado pelos credores a efectuar reformas: Desprezar o consumo interno, privilegiar as exportações, favorecer a criação de empresas estrangeiras em território nacional. Não esquecer que a pressão vem de países estrangeiros, muito possivelmente os mesmos que pretendem investir em Portugal. Como resultado destas intenções teríamos alguma coisa parecida como uma Tailândia dentro da CEE, controlada pela própria CEE. Ou então como um ‘parque industrial’ da Europa, onde se pode encontrar mão de obra a preço de saldo, e onde a população se sujeita a qualquer coisa só para conseguir um empregozito.
    Só assim se compreendem as pressões sucessivas para empobrecer a população, os ‘slogans’ usados “estamos a viver acima das nossas possibilidades”, e outros do género, o brutal aumento de impostos, redução de empresas que garantam dignidade aos seus funcionários, legislação no sentido da tomada de decisões unilaterais, etc.
    Por outro lado, quem detém o dinheiro, também detém o poder. Porque iriam decidir contra si próprios, em favor do povo ?
    Temos de ser nós, povo, a tomar uma atitude. A Grécia votou em extremistas por acreditar que os partidos mais moderados estavam ‘comprados’ tal como eu acredito que se esteja a passar em Portugal. Votamos, elegemos um governo com um projecto. O governo toma posse, ignora o projecto que lhe deu a vitória, age a seu bel-prazer. O povo, ao aperceber-se desta situação, toma uma de três opções: Continuar a tentar, votar em branco, ou não pactuar com mentirosos. Como resultado, temos as ultimas legislativas, em que a abstenção venceu por maioria absoluta. Infelizmente vai voltar a acontecer, é que o povo já não acredita nas promessas de quem sempre promete mas nunca faz.

    1. Eu não entendo nada de política… Sinceramente acho que somos um Pais muito pequeno para fazer exigências á UE. Eu lembro que quando entramos para a CEE fomos “invadidos” com remessas de dinheiro fácil , mas tivemos logo que aniquilar a agricultura, reduzir drasticamente a frota pesqueira , etc. Ora, neste mundo ninguém dá nada a ninguém , então hoje estamos a pagar essa factura com juros altíssimos. Somos um povo brando em costumes e muito acomodados, Há que mudar algo e esse algo é nas próximas eleições, ninguém votar no PSD,nem no PS, nem no CDS. Até podemos cair num poço sem fundo, mas pelo menos demonstramos vontade em mudar … ,quem muda ,Deus ajuda!

  3. o BCE é um inimigo publico,isso sim,porque humilhar continuamente a grecia para agradar continuamente a alemanha,vai levar a uma inevitavel desagregação da UE.Por outro lado,o ministro das finanças alemão deu ontem mais um tiro nos pobres do mediterranio.Por ultimo ,o seu a seu dono,se elogio o P.Valente bastantes vezes,acho a cronica de hoje,uma desgraça…enfim,há dias em que nem se deve saír da cama.

  4. É necessário mais “inteligência do bloco de esquerda”: colocar muitos europeus a trabalhar, poupar, e a mandar dinheiro para os coitadinhos dos gregos.

    Se não resultar é imprimir moeda e mandar prender os empresários de supermercados e farmácias como na Venezuela.

    O problema não é as asneiras, é como é que os emitentes dessas asneiras chegam a professores de economia ou deputados. É o estado lastimável do país de caloteiros e economistas da esquerda venezuelana.

    1. Como um leitor aqui já lhe disse, se estima que a sua opinião fica valorizada por escrever grafitis em vez de comentários, desejo-lhe as maiores felicidades.

  5. Caro Francisco Louçã,
    Nunca percebi muito bem porque é que desistiu da política ativa. Vejo com alguma preocupação ( se não muita mesmo) o rumo que a Europa está a tomar. É necessário mais gente em Bruxelas para acabar com esta sangria. Estamos a ficar atolados em impostos, sufocados com austeridade. É necessário outra política, outros políticos.

    1. Tenho a mesma preocupação e darei sempre o meu melhor contributo. Claro que precisamos de uma reorganização profunda do mapa político e social para que haja alternativas consistentes.

  6. Acho que peca por chamar qualificar estas politicas, como já tem feito no passado, de estúpidas ou incompetentes e, como consequência achar que possui alternativas inteligentes e competentes.
    Estas politicas reflectem os interesses de quem manda, os tais 1% ou 0,1%, os tais que como Louçã muito bem escreve tiram benefícios delas.
    Está claro que como Marx escreveu o capital acaba por ser o pior inimigo do capital, isto é, as leis inerentes ao capitalismo, que nada têm a haver com a bondade ou vontade dos próprios capitalistas, acabam por destruir a sua própria base de funcionamento arrastando toda a humanidade para a barbárie.
    A forma de contrariar esta tendência, não é através de um debate académico com os representantes do capitalismo – como dizia Upton Sinclair “It is difficult to get a man to understand something, when his salary depends on his not understanding it.” .
    A única forma será afastando esse 1% ou 0,1% do poder e retirando-lhes as alavancas da economia que eles controlam no seu próprio interesse, colocando-as nas mãos e ao serviço da sociedade no seu todo.
    Citando mais uma vez Marx, “Os filósofos apenas interpretaram o mundo de diferentes maneiras; agora é preciso transformá-lo”.
    É isso que se espera de um socialista, não o de trazer inteligência e competência ao capitalismo.

  7. Falta um elemento fundamental nos gráficos dos EUA, a balança fiscal. A inflação e o crescimento não foram maiores com o QE3 porque houve tremenda austeridade (o ‘sequestring’ a nível federal, e também cortes orçamentais a nível estatal) graças aos loucos no partido Republicano. A política monetária aliviou o desastre da austeriade estapafúrdia, mas com o custo do aumento de desigualdades sociais como Louçã aponta. Mas pelo menos o Fed conseguiu evitar que a América caísse numa nova recessão, e o desemprego continuou a cair. Na Europa nós nem isso conseguimos. Os nossos “líderes”, em Berlim e Bruxelas, são piores que a Tea Party.

  8. Meu caro Francisco Louçã, partilho o que escreveu e deixo uma pergunta.

    A pergunta, bem entendido, não é para si, mas para o nosso Primeiro-Ministro. A pergunta que ele devia ser obrigado a responder.

    O Primeiro-Ministro recusa-se a acompanhar a Grécia numa proposta de debate sobre a reestruturação da dívida. O argumento é acompanhado de uma campanha de desinformação que coloca em alguns jornais o debate sobre “intenções de reestruturação unilateral” das dívidas soberanas, debate que não existe em lado nenhum, ninguém propôs, e que parece saído dos gabinetes de comunicação próximos do Governo, e repetido por papagaios que há duas semanas nem sabiam quem era Varoufakis (muito menos conhecem as suas propostas).

    Mas aceitemos a opinião do Primeiro-Ministro. O nosso PM é contrário a qualquer hipótese de reestruturação, contrário até a que sobre o tema se faça qualquer debate.

    Assim sendo, qual é a estratégia, o projecto do actual governo para Portugal?

    A possibilidade de participar num plano de investimento público ao abrigo do Plano Juncker está praticamente vedada a Portugal. Sendo um plano que tem subjacente a co-participação maioritária de fundos da banca comercial, tal significa fazer depender investimento de mais endividamento público. Estando Portugal sob o efeito de apertados limites e em endividamento excessivo, a acção do Plano Juncker em Portugal só pode assim ser residual.

    A outra possibilidade seria esperar o maior financiamento privado da economia, em resultado do reforço das reservas bancárias por via da acção de QE do BCE. Mas mesmo supondo que esse reforço das reservas se traduzia na disponibilidade da banca para financiar as empresas – o que contraria a experiência já observada nos EUA e no Reino Unido, mas enfim… – sucede que as nossas empresas e particulares também se encontram em situação de endividamento excessivo.

    Incapazes de absorver mais crédito, e com um mercado em contração de consumo, esta via também não oferece quaisquer perspectivas de sucesso.

    Em que ficamos. Repito a pergunta (dirigida ao Primeiro Ministro): QUAL É O PROJECTO DO GOVERNO PARA PORTUGAL?

    Sem reestruturação da dívida, sem acesso ao investimento Europeu, sem possibilidade de financiar a economia privada no mesmo modelo de crédito/endividamento, só nos resta um resultado. Definhar, lenta e inexoravelmente.

    1. Obrigado pelo detalhe e consistência do argumento. É para esse tipo de conversa que serve este blog.

    2. Bem, antes de pedir aos trabalhadores alemães que ganham 2000€/mês para financiarem o nosso défice, talvez se deva começar por pedir aos senhores professores universitários, aos senhores políticos, aos senhores médicos, aos senhores juízes e a todos os outros senhores que ganham 5000€/mês que o façam.

    3. @Pedro Mendes Os trabalhadores alemães podem ficar com o seu dinheiro. No essencial a proposta de Varoufakis assenta na transferência parcial de dívida para o domínio público, seja pelo BCE ou por um tesouro público europeu, deixando os títulos de dívida pública dos estados do Euro de estarem na dependência de financiamento na banca privada.

      Já agora, antes de puxar o argumento de que os problemas não se resolvem com o BCE a criar dinheiro do nada, deixo-lhe a informação que é exactamente isso que fazem também os bancos privados – mais de 95% do money stock foi criado pelos bancos através da emissão de crédito (em forma de depósitos electrónicos). Pesquise o documento “Money in the modern economy: an introduction” emitido pelo Bank of England – parece-me uma fonte difícil de questionar.

      Questão essencial: a transferência de dívida pública dos estados europeus para um tesouro europeu não significa qualquer despesa adicional para os contribuintes da zona euro. O único efeito seria uma redução imediata de cashflow para a banca comercial, resultante da perda da acção dos juros sob a dívida pública.

      Passos Coelho, Angela Merkel, Mario Draghi, Jean-Claude Juncker, Christine Lagarde, não estão a defender os contribuintes alemães. Estão a defender a superestrutura financeira privada que controla a política monetária, pelo abuso de poder que praticou através de uma expansão do crédito de forma exponencial nas últimas décadas. É isto que está em causa. E é por isso que o debate sobre a reestruturação, seja a proposta do Varoufakis/Holland/Galbraith, seja o plano Padre do Wyplosz, ou outro qualquer que se apresente, é abafado liminarmente do debate público. Para não abrir sequer a porta à possibilidade de por em causa esta infraestrutura de poder financeiro. Até quando…

  9. O QE
    na europa não vai contar um berlinde , é a tolice completa
    o banco central a comprar dívida da alemanha que já é negativa. a alemanha a contrair o défice porque está quase em 5% de desemprego
    vai ser lindo de ver – conheço bonecos mais articulados ; daqui para a frente só vamos ver Costa a dizer !que circuito conta , !circuito conta

  10. pega lá esta
    estupidez monetária , “Louçã”

    A Deflação é
    1) um esgotamento das oportunidades de investimento
    2) um regime de acumulação
    3) um dinâmica quebrada preços-rendimento
    4) um diferir do gasto ( /despesa) : consumo e investimento

    » a última é o pivot
    por onde a outras passam :: mas qualquer das três antes é tão ou mais importante que a última

    agora põe isto em cima da “mesa” do Draghi ,
    com o Schäuble a assistir, a ver quem é que se engasga primeiro – eu não sou
    é como digo :: detalhes contam

  11. É curiosa a falta de comentários e opiniões. Não é de todo habitual. Creio que o artigo e as suas referências são um boa explicação do que se está a passar. Na verdade, tendo em conta os indicadores que interessam aos poderes europeus, o desemprego ou a pobreza são números que pouco importam. O objetivo é valorizar ativos financeiros para agradar aos mercados especulativos. Mesmo que isso provoque bolhas que mais tarde ou mais cedo estouram. Haverá sempre contribuintes para pagarem os despistes da economia. Esta é a prova de que as pessoas interessam pouco nas políticas europeias e que as pessoas de países periféricos mais pequenos e mais pobres interessam ainda menos. Estamos perante um caso de tomada de assalto das instituições por indivíduos não eleitos ou eleitos sob falsos programas que visam manter o status quo da riqueza global. O que fazer? Como reconquistar a Europa? Como envolver os Europeus e o Parlamento Europeu nesse salvamento?

    1. Essas são as questões, JA Fundo. A tomada de assalto exprime-se na criação da oportunidade para a bolha especulativa. Tem toda a razão.

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