Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Francisco Louçã

7 de Janeiro de 2015, 13:41

Por

Todos Charlie

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Todos Charlie Hebdo.

Quem concorda e quem discorda.

Quem acha que a religião é transcendente e única e quem acha que qualquer ideia pode ser discutida.

Quem acha que o humor tem bom gosto e tem mau gosto.

Quem acha que a liberdade é a república.

Quem acha que a imprensa é livre e o direito de expressão é o primeiro de todos os direitos e quem nunca pensou nisso.

Quem acha que as guerras têm de ser paradas e quem acha que há agravos históricos.

Quem lê e quem não lê.

Quem preza a tolerância e quem nunca se preocupou com o assunto.

Quem sabe que a humanidade é respeito.

Hoje, todos Charlie.

Comentários

  1. Caro Francisco Louçã,
    gostaria de saber qual a sua opinião sobre o seguinte, caso tenha algum tempo para responder.
    Encontrei há pouco o artigo “Charlie Hebdo: this attack was nothing to do with free speech – it was about war” assinado por Ashgar Bukhari (acho que não posso colocar aqui o link, mas é fácil de encontrar). O artigo fez-me parar para pensar se isto é simplesmente um caso de liberdade de expressão e liberdade de atacar religiões, que certamente todos defendemos como uma liberdade fundamental. Sem com isto querer sequer começar a justificar o ataque ou sequer a ideologia destes terroristas. Mas o facto de defendermos a liberdade do Charlie significa que temos de ser Charlie e apoiar o conteúdo do que diz? Será assim tão inocente fazer cartoons contra uma minoria que é cada vez mais demonizada em França, sem falar das guerras que o Ocidente lança e as ditaduras que o Ocidente apoia em tantos países onde esta religião é uma maioria?

    1. Já agora, acrescento à minha interpelação um outro artigo, não tanto focado na guerra mas sim no racismo para com uma comunidade minoritária e vulnerável:
      “In the Wake of Charlie Hebdo, Free Speech Does Not Mean Freedom From Criticism” por Jacob Canfield

    2. Não conheço esse artigo e vou ler, agradeço o comentário. Defender a liberdade de expressão não implica concordar nem com o estilo, nem com o tom, nem com o conteúdo dos textos e desenhos em causa. Mas, sim, eu acho que é legítimo criticar as religiões e todas as formas de cultura.

    3. Obrigado pela resposta. Concordo que obviamente defender a liberdade de expressão de alguém não implica concordar com o que se essa pessoa/instituição diz ou a forma como o diz. E que este ataque foi obviamente um crime bárbaro. Não ponho isso em causa, nem vi (quase) ninguém fazê-lo. A questão é até que ponto se deve apoiar aquilo que o CH dizia, independentemente do seu direito de o dizer. Não tenho qualquer simpatia pelo argumento de que não se pode criticar uma religião porque “ofende” os seus fiéis. A crítica de todas as formas de cultura deve ser feita, e ficarmos silenciosos perante a ideologia do fundamentalismo islâmico pelo medo de ofender não é a melhor forma de mostrarmos solidariedade para com aqueles que no mundo islâmico procuram combatê-los e lutar por uma sociedade mais livre e mais igual. Por outro lado, alguns amigos e conhecidos nas redes sociais (principalmente, os mais próximos das realidades francesa e/ou árabe do que eu) dizem que os cartoons do CH eram muitas vezes racistas em relação à comunidade emigrante ou descendente de países árabes, reflectindo um certo racismo comum entre largos sectores da sociedade francesa. Há quem os compare aos cartoons de judeus na Alemanha de 1933 ou aos cartoons de negros nos EUA, ambos os quais serviram para propagar na opinião pública certos estereótipos que sustentavam discriminações que estes grupos sofriam. Há quem sugira que os cartoons podem também ser vistos como parte propaganda justificativa das guerras dos países ocidentais no Médio Oriente. A questão é conciliar os dois aspectos: fazer a crítica do fundamentalismo islâmico (que implica uma crítica à religião), sem ao mesmo tempo alienar a comunidade muçulmana (ou simplesmente árabe, mesmo que não-religiosa, como há tantos em França) e propagar estereótipos que levam à discriminação, e sem alienar a população dos países de maioria muçulmana ou ser entendida como propaganda às guerras desencadeadas pelo ocidente.

  2. Generalizar nunca foi uma atitude ajuizada e neste tema também não o será. Nos muitos comentadores que nos têm passado pela frente nestes últimos dias, alguns têm feito alguma pedagogia, que julgo de extrema relevância continuar a fazer. Algumas coisas que retenho como essenciais. Há o Islão, centrado no Corão, e os que dele fazem uma ferramenta política, a que chamaremos “islamismo” (não sei se haverá melhor nomenclatura) e dentro deste há os que se radicalizam para atingir fins mais ou menos inconfessáveis. Estes são os “jihadistas”.
    Se recuarmos uns séculos, encontramos uma situação paralela no mundo cristão. O Cristianismo, centrado na Bíblia, o poder político que o tomou como suporte, então corporizado pelo poder papal (os papas como antecessores dos ayatolahs de hoje) e a Inquisição, como radicais que aproveitavam a religião para os tais fins mais ou menos inconfessáveis (inquisidores com antecessores dos modernos jihadistas).
    Não trago este exemplo para atacar o Cristianismo, mas para salientar que a luta contra os jihadistas terá de ser feita como o foi contra a Inquisição, que acabou por ser derrotada sem que o Cristianismo acabasse.
    Julgo que seria muito importante que os comentadores e todos os que podem fazer ouvir a sua opinião tentassem fazer esta diferenciação, sempre, e não apenas quando se pedem explicações muito técnicas a especialistas sobre questões “árabes”, “islâmicas” , “de política internacional”, etc.
    Os “maus” estão bem identificados e sabe-se muito bem os fins que pretendem atingir. As balas, as palavras e os cartoons serão mais eficazes cada vez que forem dirigidos aos alvos certos.

    1. É válida a comparação do jihadismo/islamismo com o cristianismo de há algumas centenas de anos; basta recordar a instrução de Arnaud Amaury, legado do papa na cruzada contra os albigenses/cátaros, quando lhe perguntaram como distinguir os heréticos dos crentes: “tuez les tous, Dieu reconnaîtra les siens” (em boa verdade, não sei se originalmente a frase foi escrita em latim, como às vezes é citada).
      Mas hoje a oposição é entre sistemas políticos, o democrático ocidental e o islamismo, porque este é de facto um sistema político, ao qual se encontram subordinados os poderes legislativo, executivo e judicial. E se tal também aconteceu na história do cristianismo, sempre houve uma resistência do poder temporal, que se afirmava influenciando o poder papal. No islamismo passa-se em geral o contrário, é o poder religioso que manipula o poder temporal quando este ousa aparecer.
      E quando digo islamismo, não distingo entre sunitas e xiitas, embora me pareça haver ilhas de moderação, como os ismaelitas do Aga-Khan.

  3. Sou católico “moderado” e apesar de até não partilhar das ideias da igreja católica relativamente p. ex. aos métodos anticonceptivos (confesso que até esbocei um sorriso quando vi a caricatura do papa com o preservativo no nariz), reconheço que no meu intimo não gostei de ver Joao Paulo II assim ridicularizado! Ainda gostaria menos se a caricatura fosse feita por alguem fora da minha fé!! … e se eu fosse um católico “extremista” ?? e se as caricaturas fossem de alguem muito próximo e no meu entender injustas??
    A liberdade de expressão é um direito universal. Mas a liberdade de crenças e religiões não o é também? e será que estas atitudes ao abrigo da liberdade de expressão não colidem com a liberdade de religião? Eu não tenho tanta certeza …
    PS1 – claro que não concordo com as atitudes extremistas que foram praticadas
    PS2 – mais do que qualquer lei forense, nestes casos deveria imperar, sem qualquer cobardia, o bom senso!

    1. respondendo à sua pergunta, não, não há qualquer colisão.o facto de eu achar a sua religião ridícula e de o expressar por palavras ou desenhos ou outra forma qualquer não o impede a si de praticar a sua religião. Pela mesma ordem de ideias, a sua religião não me deverá impedir a mim de fazer os desenhos que eu bem entender. No caso do Charlie Hebdo tinha bom remédio, era não comprar o jornal. Vou dar-lhe outro exemplo: o senhor acha que Deus existe. Eu acho que não. Eu não lhe posso dar um tiro por andar a dizer que Deus existe e você não me pode dar um a mim por eu dizer que ele não existe. Eu não o posso calar a si e vice-versa. Concordamos em discordar, encolhemos os ombros, cada um segue o seu caminho e ninguém se magoa. Isto é que é liberdade de expressão e de religião.

    2. Vamos por partes:
      1º Conforme disse não sou católico convicto embora tenha a “minha” fé.
      2º Tenho amigos que sim, são católicos convictos, testemunhas de Geová convictos, ateus convictos e até um que segue Maomé, inequivocamente convicto!!
      3º Também na política o meu grupo de amigos vai da extrema esquerda à (quase !) extrema direita.
      4º Discutimos politica e outras áreas até à exaustão, incluindo sempre que necessário e possível, o recurso ao ridículo e à “graçola”, fácil ou mais elaborada.
      4º Nunca, mas mesmo nunca utilizamos esse tipo de “argumentos” quando discutimos pontos relacionados com as “nossas” religiões.
      5º e não, não fizemos um pacto de não agressão entre nós nessa matéria!
      6º Apenas entendemos que uma Fé ou crença, qualquer que ela seja, essencialmente pelo seu carácter intimista pode e deve ser discutida, não ridicularizada e achincalhada, como entendo é o caso!.
      7º Esta é a minha opinião.
      8º Apenas por redução ao absurdo: Acha correcto ridicularizar ou achincalhar p. ex. os homossexuais como por vezes isso é feito?

  4. Há uma certa latência Ideológica nesta Europa que espera por um novo “caso Dreyfus” e o “caso” Charlie Hebdo pode ser o gatilho para isso mesmo. Apesar da minha cabeça não conseguir compreender as causas destes atos de barbárie, apelo à coragem cívica dos Muçulmanos: que se oponham publicamente a toda a forma de terrorismo e que os Media tenham a ousadia de criar uma narrativa protecionista a todas as formas de culto religioso (mesmo que pessoalmente, me considere apateísta). Apelo também a todas as formas de resistência democráticas Europeias, começando pelo apoio aos movimentos populares que se levantam num grito à liberdade. Tudo poderá começar já no dia 25 de janeiro. As oposições de outrora já estão à flor da pele, não existe nenhuma possibilidade de neutralismo.

  5. É raro ver um texto tão simples cumprir tão bem a função pretendida por quem o escreveu. Afinal a questão – como o texto – também ela é afinal tão simples

    Os meus parabéns ao Francisco Louçã pela dedicação a acompanhar os comentários dos leitores. Até os de quem não merecia ser acompanhado =)

  6. Quem se sente ofendido com eventuais provocações tem bom remédio: ou responde da mesma forma, satirizando os próprios humoristas, ou acciona os meios legais que felizmente estão à disposição de todos os cidadãos.

    1. Cara Sara Pinto, as suas soluções são soluções simplistas, ie, da treta. Senão vejamos:
      – Responder da mesma forma aos humoristas!!?? já estou a ver os seguidores de Alá a ridicularizarem os “escrevinhões”: vai ser um nariz pontiagudo ao Alan, umas orelhas de abano ao Philipe e quiçá, se vasculharem bem, um par de cornos ao Michel!!
      – Accionar os meios legais!!? o quê os “rabiscos” são ilegais? Não são como devia saber mas mesmo que fossem, sendo a celeridade da justiça francesa similar à portuguesa …!!!
      Ie, a usada não foi, de forma alguma a melhor forma de resolver a situação, mas não me parece que as suas ideias ajudem muito !!!

  7. Pessoas com mente sâ repudiam e lamentam tantas mortes. Mas pessoas sensatas sabem que uma provocaçâo pode ter como consequencia mais provàvel uma reaçâo violenta.Para quem nâo tem fé nem um DEUS nâo sabe avaliar, mas se alguêm lhe desenhar o Pai ou Mâe, a Mulher ou filhos em situaçôes provocatòrias “talvez* tenha uma reaçâo que nem ele imaginava ser capaz. Haja respeito entre os “homens” e haverà menos guerras.

  8. Informo apenas que na equipa editorial do Charlie havia um corrector chamado Moustapha e era muçulmano. O que está em causa não é a religião mas os actos cometidos em nome dela. Havia provocação? sim, mas era motivo para matança? Não.

    1. De acordo. A liberdade de opinião implica a possibilidade de fazer sentir uma atitude profana. A liberdade é isso mesmo, inclui o direito a criticar as religiões.

  9. Um chamada de atenção para aqueles que querem fazer um aproveitamento disto para atacar toda a comunidade muçulmana (e imporem na França e na Europa as suas agendas tão fascistas como a dos terroristas). Convém lembrar que a grande maioria das vítimas de terrorismo motivado pelo fundamentalismo islâmico são muçulmanos que vivem no Médio Oriente. Importa não fazer disto um “nós contra eles” ou “choque de civilizações/religiões” inultrapassável, como se isto representasse a visão da maioria dos muçulmanos, e como se a nossa escolha tivesse de ser entre o fundamentalismo islâmico, o imperialismo americano, ou as FNs islamofóbicas. É preciso união de todos, independentemente de religião, etnia ou nacionalidade, contra fascistas de um lado e do outro.

  10. Na minha opinião a liberdade de expressão, de imprensa ou seja lá que liberdade for, não nos dá o direito de troçarmos, ridicularizarmos ou humilharmos seja quem for, dirigindo-nos a essa mesma pessoa ou crenças que a mesma tenha.
    Não há nada que legitime o que aqueles três assasinos fizeram, foi um acto hediondo, assim como é hediondo todo o tipo de terrorismo ou fanatismo.
    Contudo e na minha opinião muitos dos cartons do Charlie não tinham como objectivo satirizar seja quem fosse, mas demonstravam querer ridicularizar e humilhar..tanto pessoas como crenças.
    E independentemente do que para alguns seja satirização e para outros humilhação, uma coisa é certa…não devemos esperar somente respeito por parte dos outros, para obter esse mesmo respeito temos também que respeitar.

    1. Esse argumento fica a um milímetro da relativização do crime. Não se engane: os criminosos não respondem por nenhuma ofensa a uma religião, mas por obediência a uma agenda de tipo fascista.

    2. Não havendo um ataque presencial só se sente desrespeitado quem quiser, ninguém é obrigado a comprar ou a ler o jornal. É uma opinião como há tantas outras na comunicação social simplesmente expressa-se de forma diferente. O que é que acontece quando alguém diz ou escreve algo que não gosta? Deixa de ouvir ou ler, é tão simples quanto isso.
      Felizmente (e também em Portugal) temos pessoas, como estes cartonistas que nos mostram o lado absurdo que muitas ideias/pessoas têm e isso é que nos leva a relativizar o assuntos e a pensar seriamente sobre eles.

    1. Não sei se esta mensagem, sob pseudónimo com nome árabe de quem não o é, representa uma brincadeira, uma provocação ou simplesmente um jogo. Por isso, ou é errada ou é fanática. As opiniões não “merecem castigo”, nem a do anónimo aqui em causa. É uma opinião, que podemos aceitar, rejeitar ou discutir. Quando leva ao crime, no entanto, o crime merece castigo.

  11. A força da liberdade de expressão foi ferida mas não morreu.
    Quem atenta contra a liberdade de expressão conhece a sua grandeza e a sua força.
    Quanto mais liberdade de expressão houver, mais livres são os cidadãos.
    Os medrosos, os covardes, executam pessoas com pensamento livre, pensando que através da sua prática conseguem instalar o medo.
    Enganam-se redondamente, pois, o medo pode inibir alguns, mas, a esmagadora maioria, gritou Viva a Liberdade de Expressão e vai continuara a lutar para que seja uma realidade nas diversas sociedades.

  12. Que os lápis amanã estejam mais bem afiados, citando Bruno Nogueira.
    Há que ter cuidado com quaisquer tipo de vinganças ou aproveitamentos da situação, pois este crime praticaram-no uns idiotas que não são representativos, mas que em efeitos práticos conseguiram mobilizar o mundo.

  13. Não, não somos todos Charlie Hebdo. Nao, não somos radicais que armados exterminam humanos. Mas tenha atenção que a distancia entre ambos não é muito grande. Ambos são exemplos de radicalismo. Um dia, um filosofo grego disse que aquilo que a Lei nao limitam deve limitar a vergonha. A Liberdade de expressão não pode ser confundida com a violação dos direitos de crença. A Lei nao tem de limitar essa situação porque deveria ser limitada pelo senso, pela inteligencia. Alguns dos cartoons são extremistas, radicais, intolerantes. Não matam mas mas nao deixam de ser tambem eles rotulados da mesma forma que os que cobardemente exterminam vidas humanas. Extremismo gera extremismo. E a violencia é uma forma de extremismo. Lamentavelmente mas que nao acontece por acaso.

    1. Concordo. Tal como eu penso: a linha entre a liberdade de expressão e a ofensa e’ muito subtil.
      Sem querer tirar valor ao horror do que se passou em Franca, mas pergunto-me: podemos realmente ofender os outros escrevendo, desenhando, ou falando tudo o que queremos??? Não há bom senso? Os cristãos iriam gostar de ver a sua religião ridicularizada por algum muçulmano? Eu sinceramente duvido….

    2. Aceitar liberdade de expressão limitando-a ao que “não for ofensa” significa impor sempre a censura. Eu prefiro sempre a liberdade. A censura, Patricia, vai ser um dia contra si, se a aceitar agora.

    3. É interessante constatar que a religião católica e os seus representantes são desde há décadas alvo de anedotas e cartoons, muitos bastante ácidos e extremistas. Nunca nada de semelhante se passou. Então, caro Luis, o problema estará na anedota ou em quem a lê?

  14. Os Abraâmicos – Judeus, Cristãos e Islâmicos, isto é, os do costume – continuam com o seu folclore de crimes contra a humanidade. Foi mais um massacre dos imbecis que padecem de crenças Abraâmicas.

    Em termos clínicos os crentes são indivíduos que padecem de crenças – um atraso mental caracterizado por não distinguirem onde acaba a realidade e começa a fantasia.
    A história dos Judeus, Cristãos e Islâmicos mostra que um crente Abraâmico é um atrasado mental que pratica crimes contra a humanidade. Até quando a humanidade tem de aturar os crimes dos atrasados mentais que padecem de crenças Abraâmicas?

    Na actual idade média os crentes são tidos como normais, e ainda dizem para respeitarem as suas crenças, que é o mesmo que pedirem para respeitarem as doenças mentais. É o equivalente aos doentes de SIDA dizerem que devem respeitar a SIDA e os procedimentos para terem e expandirem a SIDA aos outros. Enfim, é o atraso da cultural da actual idade média. Antes gabavam-se de nunca tomarem banho agora orgulham-se das crenças. Enquanto não for ultrapassado o atraso cultural profundo não há muito a fazer.
    O único requisito indispensável para se ser Abraâmico é ser-se analfabeto. E é por isso que as pestilências Abraâmicas são populares desde o início da idade média – são a marca do atraso e insalubridade cultural da barbárie.

    O tolerante sucumbe ao tolerado. Começa a ser altura dos humanos acabarem com a tolerância aos imbecis que padecem de crenças Abraâmicas. Não se podem tolerar imundices culturais, é um perigo de saúde pública. Muito matam os imbecis Abraâmicos, mais imbecil é quem os deixa existir.

    1. A sua crença, resumida na ultima linha do seu texto é esclarecedora. Recomendo-lhe o Julio de Matos, pela excelencia dos seus clinicos, largamente reconhecida.

    2. As vezes compreendo exactamente o que diz sobre sentir uma vontade imensa de acabar com a tolerancia aos imbecis. Sinto-o agora mesmo, depois de ler o seu comentario.

    3. Caro Luís Ribeiro, “ultima (…) Julio (…) excelencia (…) clinicos”, quatro erros em duas frases é obra. É analfabeto como um cristão. Recomendo-lhe uma gramática, pela prodigalidade da sua demonstração de analfabetismo.

    4. Por debaixo dessa capa esconde-se um extremista não muito diferente daqueles que lhe são alvo. Afunde-se nessa fossa em que vive e desapareça. A humanidade agradece.

  15. TODOS UNIDOS CONTRA ESTES ASSASSINOS. MAS TAMBÉM NÃO PODEMOS ESQUECER QUE HÁ GENTE DE BEM NESTA RELIGIÃO PELO QUE É PRECISO SABER SEPARAR O “TRIGO DO JOIO”. MAS EM PORTUGAL TAMBÉM HÁ INTOLERÂNCIA E CENSURA QUANDO SE TOCA EM CERTOS ASPETOS DA RELIGIÃO CATÓLICA; PARECE QUE ESTAMOS VOLTANDO AOS TEMPOS EM QUE HAVIA INQUISIÇÃO E ORDENS RELIGIOSAS QUE COMBATIAM OS INFIÉIS E OS INFIÉIS ESTÃO DANDO O “TROCO”. SERÁ QUE NO SÉCULO XXI SE ESTÁ A REVIVER O PASSADO??

  16. concordo.sem esquecer que no dia anterior tinha havido manifestações na alemanha contra a islamofobia,sem esquecer o aproveitamento politico que grupos ligados ao le pen vão fazer,do genero:”tão a ver,os arabes é que tem a culpa de tudo”,e sem esquecer um dos grandes negocios da actualidade:o negocio da guerra,digo,das armas.

    1. Concordo inteiramente com o João. As manifestações na Alemanha foram a primeria coisa que me veio à cabeça assim que ouvi a noticia

    2. Tem razão, obrigado pela chamada de atenção sobre esses acontecimentos e perigos.

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