Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Francisco Louçã

29 de Dezembro de 2014, 10:18

Por

2014: as contas de somar e de subtrair do investimento

investimentoDesde a recessão que se iniciou em finais de 2007, a quebra do investimento foi de 36% em Portugal. Em Espanha foi até ligeiramente superior (38%), na Grécia uma catástrofe (64%) e noutros países muito dura (Itália, 25%). Mas estes números estão errados ou, melhor, são um retrato incompleto do problema.

De facto, para sabermos como evolui a estrutura produtiva de Portugal, temos que considerar não só o investimento em capital fixo, como também a sua depreciação ao longo do tempo – porque as máquinas se vão desgastando, vão ficando desactualizadas ou avariadas e, por isso, devem ser substituídas. As contas de somar e de diminuir do compra de novo capital fixo e da substituição ou desvalorização das máquinas anteriores não são fáceis de fazer, porque só são conhecidas estatísticas da amortização fiscal dos equipamentos, o que indica unicamente uma aproximação dos valores reais. Mas, como é o que há, é o que se pode usar.

Assim, o gráfico ao lado (clique para ampliar), a partir de um estudo de Eugénio Rosa, mede o investimento realizado, comparado com as hipotéticas perdas de capital fixo, e conclui que o investimento líquido, que mede a variação do capital fixo, ou da capacidade produtiva, é negativa. Ao longo dos últimos anos, a economia portuguesa tem um nível de investimento que não é suficiente para repor a sua capacidade perdida. Esta é uma das razões pelas quais quase todo o novo emprego é desqualificado ou precário. As coisas ainda são piores do que o que parecem.

E esta é, sobretudo, uma das razões pelas quais o investimento público é decisivo nos tempos de maior incerteza. Privatizar a TAP, foi o que você disse, Pires de Lima?

Comentários

  1. A piada, e o absurdo, da história do “investimento” mercantil só se percebe quando se sabe que o dinheiro é feito do nada. Ou seja, a população está à espera da autorização dada pelos feirantes para agir. O investimento consta de dinheiro feito do nada, usado numa população que obedece a essas senhas de feirante feitas do nada…

    A questão não é o investimento dos feirantes (a autorização dos feirantes), a questão é o atraso cultural da população que está domesticada e não sabe o que fazer quando o dono a abandona. A plebe está a chorar porque o seu dono não lhe manda fazer nada… enfim. A população não age sem autorização dos feirantes, tal é o seu atraso. Não percebe sequer que pode agir sem autorização dos feirantes, e que até não precisa de tolerar a existência de feirantes, nem das suas chantagens mercantis e menos ainda dos seus “investimentos” para a continuação da existência de mais chantagens mercantis (negócios).

    O que falta à população? Meios? Não há falta de meios, há excesso de meios de um lado e população que não acede a eles do outro. Porquê? Porque a população se deixa chantagear pelos feirantes, a população não tem juízo nem inteligência de aceder ao que existe e mandar os feirantes ir brincar à chantagem para outro lado. O que falta à população não é investimento, falta juízo e principalmente falta inteligência para se organizar de forma a fazer desaparecer a organização mercantil, os seus”investimentos” e acabar com a necessidade de pagar a um feirante para aceder ao que é que seja.
    A plebe em vez de agir para se emancipar do jugo dos feirantes, da organização feirante e acabar com o regime do trabalho, anda a chorar por não ter dono que abuse dela. Enfim, a esquerda feirante é feita do mesmo analfabetismo da direita feirante.

    O analfabetismo da população é o único capital do mercado.

  2. precisamos de investimento publico e de inflação – justamente, nao podia estar mais de acordo
    nunca mais o metro chega à estrela , para não dizer alkântara

  3. veja as coisas pelo outro lado
    o pessoal continua a mestrar-se a doutorar-se e agora o país até tem um comissário da “ciência”
    o cérebro não se contabiliza da mesma maneira – embora também esteja obrigado ao deve e haver do fisco.

  4. veja as coisas pelo outro lado
    o pessoal continua a mestrar-se a doutorar-se e agora o país até tem um comissário da “ciência”
    o cérebro não se contabiliza da mesma maneira – embora também esteja obrigado ao deve e haver do fisco

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