Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

António Bagão Félix

27 de Dezembro de 2014, 08:00

Por

Pensar

Há duas maneiras de se passar facilmente pela vida: acreditar em tudo ou duvidar de tudo. Ambas nos poupam de pensar, assim se exprimiu Alfred Korzybski, um matemático e filósofo polaco que, na primeira metade do século XX, foi o fundador da disciplina que designou de “semântica geral”.

Esta ideia é potenciada por uma sociedade marcadamente dual e bipolar que, na sua expressão malsã, descamba rapidamente no simplismo maniqueísta. Se a isto se juntar alguma indigência mental e a banalização do indutivismo lógico, chega-se inexoravelmente a uma aliança perversa e corrosiva entre os crédulos preguiçosos e os incrédulos destrutivos.

E mal de quem pensa em pensar. E mal de quem, pensando, se baseia na soberania da inquietude e da interrogação. Como disse Vergílio Ferreira: E se o pensar fosse uma doença, mesmo que dela resulte uma pérola?

 

 

Comentários

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Tópicos

Pesquisa

Arquivo