Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Francisco Louçã

4 de Dezembro de 2014, 08:56

Por

Acerca da ética do ódio e da credibilidade do jornalismo a sério

newsroomNewsroom é uma série da HBO, que retrata o dia a dia da produção noticiosa numa estação de cabo nos Estados Unidos. Escrita e coproduzida por Aaron Sorkin (Emmy pelo West Wing), a série salva a carreira de Jeff Daniels (representando um jornalista que é um republicano moderado e que faz a vida negra ao Tea Party) e ainda nos oferece um reaparecimento aristocrático de Jane Fonda. Mas o maior interesse da série é o tema, a sua lição sobre as dificuldades e as imperfeições do jornalismo sério, da investigação rigorosa e da deontologia da profissão.

Na segunda temporada, os editores, por uma sequência fortuita de enganos, produzem uma notícia que é falsa. A série mostra-nos como se organizam para investigar o seu próprio erro e, sobretudo, para perceber o modo de errar e para criarem regras mais apertadas. Ou seja, deontologia, que é uma forma de respeitar o público e de conter o poder imenso que é falar perante uma câmara de TV.

Na terceira e última temporada, que abre com a cobertura da bomba que explodiu no final da maratona de Boston, discute-se como se usa a informação de fontes que entregam documentos secretos – como Snowden – que, neste caso, provam e exibem como a actuação de empresas e das autoridades favoreceram um massacre ocorrido no estrangeiro. A estação lutará simultaneamente contra o perigo de ser vendida a algum interesse empresarial concorrente e contra o FBI que tenta impedir a divulgação da notícia.

andringaDiana Andringa, jornalista veterana, publicou há semanas Funcionários da Verdade, que nos ajuda a perceber alguns dos mais banais destes riscos na vida dos jornalistas. O livro, que é uma tese de doutoramento e que apresenta uma investigação cuidada sobre a selecção das prioridades noticiosas, o alinhamento dos telejornais, a escolha dos temas noticiáveis e dos temas não-noticiáveis, usa alguns casos fortes para retratar a vida na TV portuguesa: o caso Subtil (um homem que se barricou numa casa de banho da entrada da RTP), a cobertura da campanha do referendo sobre o aborto e o caso do “arrastão” de Carcavelos. Em todos eles, houve enviesamento, escolhas duvidosas, populismo mediático, preconceitos, a lei do mercado das audiências a determinar erros de informação e até notícias falsas.

Assim, pelo que se verifica nas histórias discutidas por Diana Andringa, a ética do Newsroom, mesmo que apresentada como uma luta implausível e frágil contra poderes fortes, está muito distante da realidade das lógicas de produção de acontecimentos que frequentemente domina a TV tal como ela é. O mundo da informação é mais vulnerável e mais difícil do que o que pressentimos no frenesim de Will McAvoy e dos seus colegas.

No entanto, nada nos prepararia para a ética do ódio, como a que surgiu vibrante no caso Sócrates. Ora, foi neste processo e foi entre jornalistas, como Manuel Carvalho sublinhou, que se exprimiu o mais desbragado ajuste de contas.

Francisco Gonçalves, “editor do Mundo” no Correio da Manhã, destacada função, escreve que José Sócrates não “parece merecer melhor destino do que a prisão”, até porque “se há alguma coisa a lamentar no seu caso é que a detenção tenha chegado tão tarde”.

No PÚBLICO, João Miguel Tavares clamou pelo seu direito pessoal “de presumir, face ao que leio nos jornais, às minhas deduções, às minhas convicções, à minha experiência, à minha memória e ao esgotamento de sete presunções de inocência, que Sócrates é culpado daquilo de que o acusam”. Ou seja, pelas “minhas deduções” e pela “minha experiência” em coisas como a compra da TVI pela PT, “presumo” que Sócrates recebeu não sei quantos milhões de euros sei lá de quem e que comprou uma casa milionária no Seizième.

Com o mesmo acinte, José Manuel Fernandes argumenta superiormente, no Observador,  que “a a dúvida que havia sobre José Sócrates era sobre se seria algum dia apanhado”.

Ou seja, todos eles sabem que o homem é culpado e lamentam que a detenção seja tardia. Têm motivos de sobra para ter a certeza que ainda falta ao tribunal: João Miguel Tavares foi levado a tribunal por Sócrates, num processo patético por difamação, logo sabe que um sujeito tão arreliante só pode ser culpado; José Manuel Fernandes sabe, simplesmente porque sabe tudo; e o homem do Correio da Manhã sabe porque decerto leu as manchetes do seu jornal.

Ora, quando os jornalistas escrevem opinião – dizendo o que entendem sobre o que entendem – estão a arriscar-se a subordinar o seu dever de informação, bem como o peso social gerado pela visibilidade da função de informar, ao seu direito de ajustarem contas, de tomarem partido, até de suspeitarem. É porque são jornalistas com coluna publicada ou com editorial que a sua opinião conta, ou seja, importam porque se presume que farão o trabalho de jornalistas, mesmo quando o estão a contrariar, substituindo informação por uma campanha. Naturalmente, quando se dedicam a fazê-lo sob a forma sublime da conversa de café, o uso do poder discricionário da sua opinião sentenciosa é mais flagrante.

Este é o caso dos acórdãos de Tavares, Fernandes e Gonçalves sobre o processo em apreço. De facto, eles não sabem nada: não sabem o suficiente sobre os factos, porque ninguém o sabe entre o público, e mostram saber pouco sobre a lei, que tinham obrigação de conhecer. E, se apresentam conclusões, simplesmente porque consideram que o seu próprio ódio pessoal é suficiente para condenar outrem, estão não só a desmerecer a profissão de jornalista, porque abusam do seu poder, como estão a escrever torto por linhas pouco direitas.

O que se esperaria de um jornalista seria o tratamento da informação com os dados disponíveis, sem aceitar ser porta-voz de alguém que na acusação (ou, noutros casos, na acusação ou na defesa) use a comunicação social para ganhar tempo e convicção para a investigação que ainda não terá obtido resultados bastantes. E esperar-se-ia igualmente que tratasse todos os casos da justiça com o mesmo critério: seja Ricardo Salgado, seja José Sócrates, seja quem for tem o direito a essa resistente regra social, que abrange do mesmo modo as obrigações da informação e da opinião pública, que é o direito de defesa.

Se esse direito for enfraquecido, teremos o pior de todos os resultados: a corrupção será facilitada, pois a justiça claudicará, acusará erraticamente e condenará quando calha, porque lhe faltará investigação que conduza a acusações consistentes sobre factos, preferindo então usar a facilidade da coluna de jornal e substituindo as provas pelo imediatismo da sentença lavrada em ódios de estimação. Era melhor levar a sério o perigo da corrupção, que é monumental em Portugal: a transparência da vida social, a informação rigorosa e a lei equitativa podem combatê-la, mas o jornalismo serviçal de uma ideia, de uma pessoa ou de um ódio é manifestamente irrrelevante ou prejudicial contra a justiça justa.

 

Comentários

  1. Gosto quase sempre dos seus post e a forma como os explana. Mas aqui a sua visão ficou ligeiramente turva dum dos lados. O que sabe mais para defender que as afirmações dos visados são infundadas. Afinal são jornalistas que sabem muito mais do que podem dizer, nem lhes cabe o papel de delator, No entanto parto do principio que por ex. o Correio da Manhã que trabalha afincadamente em investigação(parece um perdigueiro) estarão assim tão enganados porquê respeitavel Louçâ?
    Avance aí com o que sabe.A curiosidade ainda nos contamina a vontade de só desejar a verdade.

  2. Francisco Louçã escreve, com toda a razão, “De facto, eles não sabem nada: não sabem o suficiente sobre os factos, porque ninguém o sabe entre o público”. Mas se ninguém sabe, por que é que presume que a investigação “ainda não terá obtido resultados bastantes”? Afinal, caro Francisco Louçã, o que sabe sobre a investigação que nós, entre o público, não sabemos?

  3. Gosto muito dos que nasceram em berço de oiro e atingiram altos postos sem esforço algum porque tudo lhes foi oferecido.
    F. Louçã não é cunhado de Sócrates?
    Louça faz opinião, mas não quer que os outros a façam, é um democrata dos que considerem ser democratas os que apenas pensam como ele, mas que nem ele próprio acredita no que diz…
    A opinião dele não vale nem mais nem menos dos que critica. Eu também penso, e digo-o desde há muito, que a prisão de Sócrates só perde por tardia. E, claro, ainda falta apanhar alguns capangas.

    1. Inteligente análise, ainda bem que esclarece que quer ver presas as pessoas de que discorda. E quanto a ser “cunhado de Sócrates”, invente por favor outra fábula … antes que me ponha na lista de “capangas” a prender.

  4. Apesar de apreciar a clareza das suas ideias desvia-se quando diz que a justiça claudicará acusará erraticamente.
    Mas o que entendemos por independência da justiça? Já faz parte dessa independência os opinadores e comentadores? os juizes são umas damas sensiveis que não aguentam a liberdade de opinião? (estamos na UE e em 2014)
    E sobre as “opiniões” e não noticias porque será que vivendo mais perto da informação esses colunistas andavam a dizer anos antes de serem mudados o procurador, o director do DCIAP e o supremo que ele devia de ser condenado e agora foi mesmo preso já são uns maus jornalistas? ou aqui a sua linha normalmente ré ta sofreu um erro de paralaxe?

  5. O problema da [falta de] ética no jornalismo deve-se sobretudo à mediocridade das chefias editoriais, que temem contrariar os interesses dos patrões dos media, que desde Belmiro avançou para o negócio perceberam que ter um media é ter informação e influência em primeira mão (alguém tem dúvidas porque há angolanos a comprar tudo o que é media em Portugal?). Tal como em qualquer empresa, os quadros executivos são quem determina a qualidade dos colaboradores. Directores e editores dos media em Portugal são na maioria gente sem cultura ética, com poucos escrúpulos, gente preconceituosa e desesperadamente aferrada ao tacho. Alguns grupos ligados a empresas de comunicação, polícias, magistraturas, finanças e política — que também não são grande espingarda — aproveitam-se disso e alimentam uma teia de cumplicidades tácitas onde cada um come na mão do outro. Como funciona? É bastante simples. A “fonte” sabe que o jornalista vive das notícias e dá-lhe as “cachas” necessárias para que ele ganhe influência jornalística e consequentemente, dinheiro. O jornalista retribui o favor, dando à fonte a influência de poder passar as mensagens, na altura que mais lhe convém à fonte. Junte-se a isto o poder de investigar (e arquivar…), prendendo se for caso disso, e veja-se então o que pode sair disto.

    1. Negócios – influência – media – mediocridade – justiça.
      Dá para perceber que a informação é demasiado valiosa para a democracia para ser monopolizada por jornalistas, pois o jornalismo é parte de um negócio que transcende os próprios jornalistas. Espero que surjam novos projectos de informação animados por outra gente, que saiba informar com ética e transparência total. Mais tarde ou mais cedo o jornalismo passará a ser visto como o que na realidade já o é: uma actividade de compra e venda de informações.

  6. A questão será mais fácilmente entendível se considerarmos os
    citados Fernandes, Tavares e Gonçalves como meros profissionais
    da comunicação social que recebem à peça, os fretes que se propoem
    fazer! Eles, nunca deveriam ter carteira profissional de jornalista porque,
    estes devem ter algumas obrigações de natureza deontológica!
    Quanto muito, são os que querem acabar com o Estado de Direito que
    os políticos tanto gostam de afirmar hoje, mais parece que, vivemos num
    estado de indiciação qb para condenação pública peloa “jihadistas” de
    serviço, por enquanto sem faca!!!

  7. A ética ” obriga-nos ” a ver mais longe: não foi o ” sistema ” que sustentou a promoção siderante de fenómenos como o do ” socratismo “, que está agora a permitir a venda da PT a um consórcio financeiro e técnico, Altice, sustentado pelo fundo Carlyle; que a Imprensa económica francesa revela como o cartel das telecomunicações mais opaco e sofisticado que cresce em França, mas tem sede e imatriculação financeira numa das pequenas ilhas britânicas ao largo da Bretanha?

  8. Francisco Louçã escreve, com toda a razão, “De facto, eles não sabem nada: não sabem o suficiente sobre os factos, porque ninguém o sabe entre o público”.
    Mas se ninguém sabe, por que é que presume que a investigação “ainda não terá obtido resultados bastantes”?
    Afinal, caro Francisco, o que sabe sobre a investigação que nós, entre o público, não sabemos?

  9. Acho que este artigo de opinião de Francisco Louçã foi escrito como bastante lucidez, nomeadamente quando faz referência ao caso de José Sócrates. Infelizmente, boa parte da comunicação social, por via de alguns ditos jornalistas, veste a pele de carrasco nuns casos, noutros a pele de advogado do diabo. Não sei se Sócrates é culpado ou não, só espero que o julgamento seja justo. O mesmo relativamente a Ricardo Salgado e outros tantos que estão a ser acusados pela prática de crimes. Contudo, mesmo para o mais comum mortal como eu, é notório o jogo de bastidores político que está por detrás destes casos de justiça. Não é ocasional a comunicação social saber antemão que certo indivíduo vai ser detido e fazerem a cobertura televisiva dessa detenção. Ora, quando se assiste a situações deste género, deixa de haver confiança no sistema judicial e nos meios de comunicação social pois revelam estar politizados de acordo com o poder vigente – uma espécie de PIDE não institucionalizada suportada por uma escamoteada censura/propaganda do regime.

  10. ao querer confundir-se opinião com informação, a ética do ódio soa a sobranceria e a corporativismo. a corrupção é um modo de vida em portugal defendida por e para a classe politica. prender para quê? esta ética parece-me a posição dum moderado, entre a posição do avô soares e a do editor do mundo. é bom de ver que os esclarecidos cotinuam a ser os que pertencem à nossa classe politica.

  11. o cerne da questão é que os senhores em causa não são (ou não escrevem na qualidade de) jornalistas e sim de blogueiros.

    Aliás, se se atentar ao Observador, a iniciativa do PSD com mais visibilidade da actualidade, é um mega-blog a puxar pelo Tea Party com umas notícias sacadas da Agência Lusa pelos estagiários só para disfarçar.

    O tom dos artigos noticiosos (quando são reescritos), as temáticas abordadas e, especialmente, as omitidas mostram um país visto com lentes laranja.
    Mas especialmente os artigos de opinião, onde paulatinamente surgem as maiores barbaridades sobre uma série de temas, num tom muitas vezes carroceiro e que atingiu um clímax com a história do Sócras.

    Código deontológico existe para jornalistas, mas não para blogueiros.

  12. Francisco Louçã é duma clarividência e discernimento quase únicos deixando para trás todos aqueles que confundem, primariamente, defesa de presunção de inocência com Pensamento puro….

  13. O texto de Francisco Louçã de cujas ideias políticas podemos discordar, mas da sua honestidade, na conduta pública e cívica, qualquer cidadão bem formado não põe em causa, escreve, um texto rigoroso e de cariz pedagógico, que devia ser lido com atenção, pelos senhores jornalistas citados, e pelos mass média em geral, e pela comunidade leitora que acompanha esta caso.

  14. Espanto! Noto que alguns dos que agora defendem a presunção da inocência no caso Sócrates não tiveram o mesmo denodo na defesa da presunção da inocência do “dux” no “caso meco”. Alguns, que não menciono, mas dos quais excluo o autor do artigo, não só não defenderam a presunção de inocência do “dux” como até promoveram o seu linchamento público. O rapaz do meco recebeu um tratamento miserável e poucos – ou ninguém – cuidaram de vir dissertar sobre a presunção de inocência e sobre as garantias do arguido. De facto, o sofrimento do rico e poderoso vale mais no mercado da piedade que o sofrimento do pobre. A presunção de inocência não sofreu qualquer derrogação. Concordo em absoluto com o que escreve o Tavares hoje no público: “A consequência desta transferência do princípio jurídico da presunção de inocência para o espaço público não é neutra – ela transforma-se com a maior das facilidades num refúgio de gente duvidosa, que se aproveita alegremente da confusão entre o escrutínio da esfera pública e as regras da investigação judicial. ” Ouvir hoje o Rui Rio dizer o que disse acerca da justiça reforçou o meu desassossego quanto à ideia de um bloco central.

    1. Compreendo o seu argumento. Mas o critério “Correio da Manhã” não deve ser seguido em nenhum caso.

  15. Em português, a palavra “patético” significa: “o que tem capacidade de provocar comoção emocional, produzindo um sentimento de piedade, compassiva ou sobranceira, tristeza, terror ou tragédia”; “que traduz comoção emocional, piedade, pesar, terror ou tragédia” (Houaiss). Deriva do grego “pathos”: sofrimento, sensação. Já o inglês “pathetic” significa “miserably or contemptibly inadequate”. Na comunicação social portuguesa está a generalizar-se o uso da palavra patético no sentido inglês, mas está errado.

    1. “Que comove a alma, despertando um sentimento de piedade ou tristeza; confrangedor, tocante” (Aurélio, p. 1281). Exactamente como utilizado no post.

  16. joao miguel tavares,jose manuel fernandes/helena matos e o CM/SOL exibem perante a populaça(como diz o pulido valente) ,sinais exteriores de “euforia” perante o caso do preso 44.recordemos que o socrates foi “perseguido” pelo CM pelos sinais exteriores de “riqueza”.pois bem,perante um caso(socrates) tão excessivamente(doentiamente,diria eu) escrutinado pelos “jornalistas”(curiosamente,todos ligados ao tea party poruguês) , a pergunta que coloco é a seguinte: e se a “populaça” começar a escrutinar a vida(incluindo vida pessoal) destes jornalistas? (nota: sem esqueçer a “querida” cabrita)

  17. Curiosamente lendo este artigo de opinião, não estou de todo surpreendido pelos exemplos dados: o João Miguel Tavares é um narcisista, não há texto que escreva que não seja sobre ele, a opinião dele, a razão que lhe assiste e a burrice e sanidade de quem discorda do seu ponto de vista. Mesmo quando sabe que não tem razão, deleita-se em retórica mais ou menos criativa, para se justificar. Em resumo, é um miúdo e comporta-se como tal, pode ser que cresça. Já o José Manuel Fernandes, é um ficcionista. Em Janeiro deste ano publicou um artigo de opinião neste jornal com o título “Aquilo que não tem sido dito no debate sobre a “Ciência em crise”, fiquei tão irritado pela sua irresponsabilidade como jornalista a falar sobre um assunto de que demonstrou nada saber, que me vi forçado a enviar-lhe um e-mail no qual tive o cuidado de anexar documentos oficiais para lhe mostrar que o que tinha redigido não era um artigo de opinião mas uma fantasia perniciosa. Mas como nos relembra aqui F. Louçã, J.M. Fernandes simplesmente sabe tudo. Quanto a Francisco Gonçalves, basta pertencer ao “Correio da Manhã” para nem merecer um minuto do meu tempo.

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