Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Ricardo Cabral

27 de Novembro de 2014, 22:22

Por

Uma Instituição que não dorme em serviço … no Brasil

Em posts anteriores salientei o silêncio da CMVM em relação à operação de fusão entre a PT e a Oi.

A congénere da CMVM no Brasil (chamada Comissão de Valores Mobiliários “CVM”) tem uma atitude completamente diferente:

Primeiro, dignou-se a analisar a fusão.

Segundo, tem dúvidas sobre aspectos da fusão.

Terceiro, sugere, com as suas questões, que pretende defender os interesses dos accionistas brasileiros, eventualmente exigindo uma alteração dos termos da fusão em detrimento dos interesses dos accionistas portugueses da Oi.

Pode-se criticar a posição aparentemente nacionalista da CVM, mas entendo que faz bem em escrutinar a fusão. A CMVM portuguesa já deveria ter feito o mesmo.

A administração da PT SGPS deveria aproveitar a oportunidade para procurar levar a CVM a chumbar a fusão PT-Oi. Seria um milagre!

Os accionistas da PT SGPS ficariam certamente muito gratos à Comissão de Valores Mobiliários… Brasileira… E os portugueses também.

Comentários

  1. Caro Sr Cabral,

    Ao tentar, e bem, criticar o mísero papel da CMVM (que merece ainda mais críticas no caso BES), você sobreestimou a eficiência da CVM; órgão que teve um papel miserável no famoso caso mensalão e só começou a agir no actual escândalo da Petrobrás pois a Securities & Exchange Commission – dado a empresa ser negociada no NYSE – abriu um inquérito. No caso Eike Batista também só começaram a mexer-se porque gente grande perdeu muito com a X-implosão.
    Trabalhei mais de 25 anos como quant – de Tokyo a San Francisco (no extinto PE) – e em praticamente em todos os lugares deparei-me com uma polícia de bolsa a chegar sistematicamente atrasada e a não querer incomodar. Ser um ‘nice guy’ leva sempre a um oferta de trabalho altamente interessante de alguém.

    1. O seu comentário e o anterior são muito pertinentes. De facto não deveria elogiar a CVM sem analisar de forma mais geral o seu desempenho.
      A minha impressão é também a sua. Que os reguladores das bolsas por esse mundo fora não querem incomodar (ou “fazer ondas”).

  2. Parece-me uma conclusão bem precipitada… ninguém pode ficar grato à CVM.
    A análise e dúvidas levantadas à fusão PT-Oi motivada pelo sentido de oportunidade de novamente rever os termos de troca das ações PT e OI por CorpCo e, principalmente, como manobra de diversão para simular alguma atividade, face às muitas críticas que tem recebido pelo silêncio e inércia nos casos de corrupção que têm dominado o cenário brasileiro (Petrobras)

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Tópicos

Pesquisa

Arquivo