Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Ricardo Cabral

25 de Novembro de 2014, 13:00

Por

A iniciativa Suíça

Grundeinkommen
Activistas do movimento “Grundeinkommen” descarregam 15 toneladas de moedas de 5 cêntimos (8 milhões de moedas, uma por cada um dos cidadãos da Suíça) em frente ao parlamento Suíço em Berna

 

 

Grundeinkommen II

Fonte: www.grundeinkommen.ch

 

O texto acima é a explicação da proposta do movimento “Bedingungslose Grundeinkommen” (Rendimento Básico Sem Condições), uma iniciativa popular Suíça, no mínimo, interessante, que foi subscrita por 150 mil suíços. Nos termos da lei Suíça (democracia directa) será analisada agora pelo parlamento e sujeita a um referendo popular previsivelmente no outono de 2016.  Propõe-se garantir a todas as pessoas residentes na Suíça um rendimento básico, sem condições e sem contrapartidas, de 2500 Francos Suíços (apr. 2079€) por mês (crianças receberiam um montante menor, escalonado à idade). Um casal sem filhos passaria a ter o direito a um rendimento básico de aproximadamente 49.000€ por ano.

Um outro mundo, portanto, quando olhamos para o nosso país e para as discussões em torno do aumento do salário mínimo para 505€ por mês.

Comentários

  1. Há em Portugal um movimento pela implementação de um rendimento básico incondicional. A informação está disponível na internet em rendimentobasico.pt para o nível nacional, e em ubie.org para o nível europeu.

  2. Dois pontos a salientar deste texto:
    1º- A comparação entre o valor proposto para um possível rendimento básico na Suíça e o subsídio de desemprego português pouco ou nada nos dizem no que toca à “bondade social” desta proposta. Não sei até que ponto, em termos de poder de compra, 2079€ na Suiça é assim tão diferente de 505€ em Portugal.
    2º- Este tipo de proposta pode não ser tão “socialista” como aparenta. Lembre-se que F. Hayek defendia este tipo de iniciativa como forma de garantir que o indivíduo não ficava “fora de jogo”, algo que não é muito diferente “do rendimento básico…é a base económica para a participação na sociedade.”
    Neste sentido, com base apenas no que li neste post, fico com curiosidade para saber quais são as contrapartidas de receber este rendimento.

  3. Importa dizer, para os fanáticos que vêm gritar “Inflação”, que este rendimento tende a substituir prestações sociais.

    Mas é uma boa ideia. Para quem ganha muito o valor pode não ser grande coisa, mas para quem está desempregado é uma grande medida, porque diminui a burocracia para 0.

    1. Fanáticos? Vai lá ver o que se passa na Venezuela, onde fizeram exactamente o que aqui é recomendado…muita moeda, aumentos de 45% do ordenado mínimo, etc: resultado? Não há comida, nem medicamentos, nem nada. Fome e miséria para todos. É importante que quem recomenda esta vergonhosa solução a vá explicar aos venezuelanos, porque eles parecem não estar a perceber. Sobretudo os mais fracos e pobres da sociedade.

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