Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Francisco Louçã

21 de Novembro de 2014, 11:51

Por

Aproximação aos eleitores ou privilégios para deputados, em que ficamos?

lelloO PS quer os círculos uninominais e o PSD quer os círculos uninominais. É porque estão muito precocupados com o descrédito da política e a solução é a aproximação entre os deputados e os eleitores.

Por isso, os dois partidos, que não se entendem em nada no Orçamento, que romperam um acordo sobre os impostos, chegaram a um compromisso solene: queriam repor as pensões vitalícias aos deputados que cumpriram oito anos ou doze anos, consoante o momento do seu pedido de prebenda. Repare-se que não propuseram o óbvio: que os descontos dos deputados contem para a pensão como contam quaisquer outros rendimentos e descontos de qualquer pessoa. Não. Queriam mesmo a rendinha especial.

É certo que recuaram porque houve um partido, o Bloco de Esquerda, que exigiu uma votação em plenário para que o assunto não ficasse escondido na Comissão. Curiosa conclusão, o certo é que o Bloco ganhou e impôs a derrota do PSD e do PS.

Mas estes não eram os partidos cuja preocupação na reforma do sistema político, de modo desinteressado e generoso, era a aproximação com os eleitores?

Comentários

  1. Brandos costumes.
    É o que dizem de nós.
    para mim, somos mais uns cornos mansos…..
    até ao dia.
    até ao dia em que nos salte a tampa….
    aí, vai tudo à frente.
    Mas quando ? Oh…. quando vai ser isso ???

  2. ERA SÓ A BRINCAR…
    Não, não é só um assomo de bom senso ou má consciência, como disseram, foi a indignação dos seus próprios cúmplices nos dois partidos (no PSD, o vice-presidente Carlos Carreiras deixou no FB fel e vinagre que a TSF ampliou hoje de manhã) que acharam que roubar assim era descarado demais. Tornemos as coisas mais claras do que parecem e nos querem impingir.
    Mas o ultraje, agora desdito, só no dia 25 passará à história.
    O que para mim não passa à história é o facto de terem querido mamar também aqueles senhores do PS que votaram a favor. Não me vou esquecer.
    Era só a brincar? Vão mas é … aqui tenho de segurar os dedos. Adivinhem, sff.

  3. Sublime o seu primeiro parágrafo. Os restantes esmíuçam o que há muito vemos.
    Voltei a ver o BE dos velhos tempos. Uma brisa refrescante na defesa dos interesses do país e no repúdio do corporativismo, de modo assertivo. Ainda nem todos conluiam!

  4. Enquanto todos os deputados e partidos, inclusive BE, PCP e outros, não mostrarem que estão do lado do povo, o povo vai considerar todos os deputados como sendo membros da escória da humanidade. Como poderão os partidos e os seus lindos deputados mostrarem que estão do lado do povo? Simples, pelo corte de todos os privilégios, ajudas aos partidos, assessores, motoristas, carros, subvenções, avenças, ajudas, apartamentos, seguranças, etc. Chega dessa orgia com o dinheiro público. Queremos deputados como os suecos, sem quaisquer mordomias, sem nada. Chega de trafulhice. O povo não tem mais qualquer respeito pelos deputados.

    A esse respeito, foi feito um inquérito nos EUA para ver o que era mais popular, os membros do congresso ou carraças, gonorréia e tratamento dentário de canal e os políticos ficaram em último lugar: as pessoas preferem a gonorréia a um político.

    1. Caro “ML”: não se engane com esse mail que circula sobre os “deputados suecos”. Recebem bem mais do que os portugueses e têm privilégios que não são aceites em Portugal.

    2. Pois, meu caro Louçã, mas usar a táctica clássica da AR, de desviar o assunto para um tópico sem importância (no caso a minha menção aos deputados Suecos), para esvaziar o assunto principal que é a imoralidade de todos os políticos e dos seus respectivos partidos, sem exclusões, é que não devia ser algo do vosso feitio. Esperemos que, um dia, os portugueses acordem e parem de votar nos 3 estrumes que vêm votando nas últimas décadas e que os outros que nunca estiveram no poder, possam mostrar que têm moral, são honestos e querem lutar pelo país apenas.

    3. A conflitualidade superficial não é caminho, não desviei nada. Alertei para o engano em que tanta gente cai. Quanto ao resto, embora não pense que seja uma questão moral mas política, nada comentei porque concordo que são comportamentos inaceitáveis. A ideia de que “todos os políticos” são imorais é a recusa da distinção entre os que receberam o dinheiro e os que não receberam, entre os que queriam aprovar a medida e os que a recusaram. Não, nem todos os gatos são pardos.

  5. o psd,ps e cds(afinal o cds está no governo) merecem neste momento o meu mais sentido desprezo,nojo…não tenho palavras para esta vergonha(encabeçada por couto dos santos e jose lello) e defendida pelo senhor Montenegro.só posso dár os parabéns ao BE e PCP( e muitos portugueses) por continuarem a lutar contra este infernal fascismo.

    1. Não, então o Lello veio dizer que foi uma proposta pessoal, nada a ver com os partidos.
      Nadinha a ver. Nicles.

  6. Vergonhoso! A imoralidade mostrada pelos dois proponentes revela uma “qualidade”: são predadores da política!
    Também por aqui se vê a importância que os pequenos (afinal, são grandes!) partidos podem ter no Parlamento, sempre que defendem causas justas – as tais que fazem aproximar os políticos dos eleitores.

  7. Esta manobra do “centrão” foi mais um momento vergonhoso para a Assembleia da República e para a democracia.
    Embora agindo correctamente, é quase de lamentar a intervenção do BE.
    É que isto tendo ido para a frente talvez fosse a gota de água para trazer as pessoas para a rua, como na TSU.
    Só que desta vez duvido que a coisa ficasse em cantigas do Conselho de Estado…..

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