Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Francisco Louçã

31 de Outubro de 2014, 10:14

Por

Rezo por mim e pelo que venha a mim

Dizem que as bancadas parlamentares religiosas cresceram desmesuradamente nas eleições brasileiras. São deputados que obedecem a seitas evangélicas ou que alinham pelo fundamentalismo católico. Também nos Estados Unidos essa vinculação é meio caminho para uma carreira parlamentar. Coisa do tempo estilhaçado em que vivemos, quando a modernidade e alguns pesadelos do rezas 1rezas 2passado se misturam no sono da razão.

Em homenagem da virtude ao vício, deixo aos leitores uma adivinha. Uma destas fotos é da montra de uma igreja numa capital importante de um país moderno e bem apessoado, que fala castelhano. Reza-se pelas finanças próprias, com horário marcado, uma forma especial de espiritualidade interesseira: venha a mim tudo o que eu quiser (esquecendo Francisco: “esta economia financeira mata”). A outra é de uma rua de um país pobre, miseravelmente pobre, que fala português. Apregoam-se diligências de um médico (“tradicional”) para resolver problemas transcendentes. Será que um é do nosso tempo e outro é obscurantista? E qual é qual?

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