Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Francisco Louçã

26 de Setembro de 2014, 10:50

Por

Malabarice

passos coelhoUm dia, Passos Coelho inventou este termo a propósito de qualquer coisa: malabarice. Não explicou, mas esta filha do malabarismo e da malandrice, que não existe ainda nos dicionários (pelo menos no Aurélio), foi uma magnífica contribuição para a literatura nacional, que só posso saudar.

Malabarice é o que estamos a viver hoje.

Malabarice é o secretário-geral do Parlamento apresentar informações falsas para proteger o seu correligionário, quando tem obrigação de prestar informações verdadeiras.

Malabarice é Passos Coelho fingir que abdicou de 10% a título de exclusividade quando recebia 15% por ser vice-presidente da bancada, o que o impedia de receber os malabaristas 10%.

Malabarice é receber um subsídio de reintegração quando já se tem um trabalho pago e se continua a ocupar o mesmo posto no mesmo trabalho pago.

Malabarice era uma empresa que pedia por intermédio de um amigo (Miguel Relvas) um financiamento de 1,2 milhões para formar 1063 técnicos para 9 aeródromos, dos quais só 3 estavam abertos e tinham dez trabalhadores.

Malabarice foi agora a explicação de Passos Coelho para o dinheiro que recebeu da Tecnoforma enquanto declarava exclusividade no Parlamento.

Malabarice é dizer que não recebeu qualquer remuneração certa e jogar com palavras, quando se fazia pagar em despesas de representação, que na época era a forma legal de não pagar imposto.

Malabarice é não dizer quanto recebeu nessas despesas de representação.

Malabarice é viver com subterfúgios para não pagar impostos e depois impor um colossal aumento de impostos aos trabalhadores e reformados.

Malabarice é dizer a todos os outros que vivem acima das suas possibilidades e usar todas as suas próprias possibilidades para não pagar os seus impostos.

Comentários

  1. Se há coisa que não merece a mínima credibilidade é esse Correio da Manhã.
    Se já não gostava da sua linha tabloide, o afundar nas notícias ainda mais me geravam desaprovação.
    Mas foi quando li o corpo de notícia de um facto a que tinha tido oportunidade de assistir que passei definitivamente a pô-lo de lado. Tanto que nem nas bancas lhe olho para a primeira página.
    No caso patente, um pequeno desacato por altura de umas festas populares, tudo o que vinha relatado, não tinha nada a ver com o acontecido, mas pior, estava hiper-inflacionado. Duvido sinceramente que o jornalista tivesse estado por perto. O acontecido não tinha qualquer importância de maior, e eu estando presente pude ver como a psp em cinco minutos resolveu e a bem os desavindos, Um quase não-acontecimento que ao passar pela lente de aumento passou a nóticia, dessas que fazem as pessoas, já envenenadas e predispostas a factos negativos lêem (?) com avidez.
    Mas é assim esse jornal.
    Tirando os títulos bombásticos, os textos são de modo geral pobres e confusos, mas pior de tudo, tendenciosos.
    É um jornal feito para o envenenamento da opinião pública, para a manter presa numa envolvência opinitiva pré-formatada, que tem objectivos políticos bem definidos.
    No caso de José Sócrates, o bombardeamento diário desse jornal em particular e do jornal da noite na TVI durante anos cumpriu bem os objectivos.
    Mas ao que interessa, uma coisa não desculpa a outra, a ser verdade. No caso da mãe de Sócrates, ela tem um vasto património familiar e poderia comprar, não uma nem duas, mas dezenas de apartamentos. O resto poderão ser coisas menos claras, mal explicadas, ou quiçá filtradas a preceito para a “notícia”.
    Só que como disse Louçã, o assunto aqui não é esse mas sim o de Passos Coelho.

  2. Há uma questão que deveria incomodar todo o país e todos os que se preocupam com o país e que nenhum partido satisfaz. Porque não se unem todos os que defendem o país e denunciam os corruptos, num só partido de salvação nacional? O que pode dividir pessoas que honestamente se preocupam com o país? Porque não se unem os que querem combater a corrupção e os traidores da pátria? Os que saqueiam a pátria estão unidos e organizados, porque os defensores da pátria e do povo não o conseguem fazer? Mesmo recebendo milhões de euros de subvenções ( subsídios para os partidos nas ultimas eleições- PCP e os Verdes mais de 10 milhões cada, BE mais de 6 milhões) – (refiro apenas estes por serem os que supostamente estão contra os que roubam o país há 40 anos, mas há mais claro).
    Não haverá ninguém organizado que consiga combater as forças que destroem o país? Será possível?

  3. Fiquei muito contente, ao ler alguma da documentação, que este jornal, nos oferece sobre este processo.. Fiquei a saber que o parlamento paga o passe social aos Srs Deputados, o que acho muito bem. Não perecebo é o valor auferido pela deslocação de casa para a Assembleia, devo ter percebido mal. Mas o que me assustou, e isto não sera exclusivo, deste Deputado, ou desta côr, é o facto de ter um Deputado, cuja principal actividade é estudante. Decididamente estão a gozar com o pagode…. No entanto explica muita coisa. Não tenho nada contra os estudantes, no entanto, talvez não sejam, as pessoas mais avisadas para legislar.

    1. O problema maior dessas declarações talvez não seja o facto (verdadeiro) de então ser estudante, mas o esquecimento de declarar que era presidente de uma organização da Tecnoforma.

    2. Julgo que isso da Tecnoforma fosse parte do estudo :) .Se bem parece, que vivemos numa democracia, o regime politico é o Vigarismo. Reparemos neste recente episódio da nossa vida pública. Havia um grupo com dificuldades financeiras, existia uma empresa, que por força de pelo menos uma PPP, dava lucro. A empresa lucrativa anunciou dividendos. Os titulos foram negociados nessa premissa. Mas o grupo que tinha problemas, esperto, lançou uma opa, sobre a empresa lucrativa, e não pagou o dividendo. Incluiu o valor do dividendo, na oferta que fez a um preço do titulo antes do anuncio, mais o dividendo. Quem tinha comprado, teve que vender, para não perder dinheiro, uma vez que o valor do dividendo só seria ganho através da venda dos titulos. Isto passou-se e o cidadão pagava os serviços da empresa, diretamente, e mais o valor da PPP através de impostos. Entretanto houve outra vigarice, e soltou-se uma empresa de saúde de um grupo em colapso. A empresa em dificuldades, agora aparentemente sólida, lançou uma opa sobre os serviços de saúde, com o dinheiro que ganha via PPP. Esta empresa de saúde, é tambem subsidiada pelo estado(53,8%, segundo as más linguas). O negócio ainda não se concretizou, e apareceram peixes maiores. Caso contrário, o cidadão pagaria diversas vezes o mesmo serviço, quer por via de impostos que por via direta, e com o seu dinheiro, seriam comprados outros serviços a que tinha direito por via dos impostos, e descontos que já paga. É preciso estudar muito para fazer uma coisa destas. E ser governante, parece ser apenas um início de carreira.

  4. A justificação de Passos para o que recebeu da Tecnoforma não tem credibilidade, mas a “estratégia” de Seguro – pedir a revelação das contas bancárias – permitiu-lhe recuperar a iniciativa e ganhar vantagem. Não deve haver nenhum português que não tenha experimentado simpatia pelo PM quando se recusou a fazer “strip tease” bancário. Em termos gerais, a performance da oposição foi lamentável.

    Aqui vão algumas sugestões de questões que deveriam ser esclarecidas:

    – Porque levou uma semana a “recordar-se” (precisou de advogado?)?
    – Se se tratou de despesas de representação (almoços, viagens) como explica que a denúncia referisse 150 mil euros ao longo de três anos, i.e., uma média de 5 mil euros mensais? Despesas de representação (no caso de uma empresa, pelo menos) têm um carácter variável, quando a verba referida ao longo de três anos dá a ideia de se ter tratado de uma remuneração certa e permanente (e muito superior em média ao salário de deputado).
    – Recebia ao mesmo tempo despesas de representação do Parlamento e da Tecnoforma?
    – Nunca teve a noção de que podia haver conflito de interesses entre a condição de deputado e a de “avençado” (?) da Tecnoforma, atendendo às verbas avultadas recebidas desta última e a não as ter declarado?

    Em suma, este é mais um caso que explica a repulsa sentida hoje pela maior parte das pessoas em relação à actividade política.

  5. Ouça a entrevista ao advogado da Tecnoforma no Jornal da SIC. O adbogado acabou por dizer à Teresa de Sousa que a contribuição mecenática mensal à ONG era de 1000 contos – 5000 € Coincidência factual!

  6. E quanto à Verdade, século xxi, é de uma maleabilidade sem limites. A mentira não existe. Há versões alternativas do facto, apresentadas com maior ou menor insistência e destaque, consoante a linha editorial, a cor partidária ou a tendência preponderante. No século xxi, uma mentira propalada em horário nobre é bem mais verdadeira que uma verdade afirmada pela manhã. Síntese: escolhe a hora certa para dizer a verdade, ainda que mentindo

  7. E quanto à Verdade, século xxi, é de uma maleabilidade sem limites. A mentira não existe. Há versões alternativas do facto, apresentadas com maior ou menor insistência e destaque, consoante a linha editorial, a cor partidária ou a tendência preponderante. No século xxi, uma mentira propalada em horário nobre é bem mais verdadeira que uma verdade afirmada pela manhã. Síntese: escolhe a hora certa para dizer a verdade, ainda que mentindo.

  8. Faltou uma malabarice:

    Dizer quer recusou a subvenção vitalícia, quando não teria direito à mesma, porque além dos 8 anos de funções teria de ter 55 anos.

  9. Estas justificações do nosso PP são tão singelas, estão ao nível das capacidades cognitivas de qualquer intelecto mediano… de tal modo que nos deixam perplexos. Perplexos pelas mentiras de ratazana escondida com rabo de fora e depois pela lentidão.Porquê tanto tempo? Será alzheimer precoce? Duvido.
    Será, como dizia ontem Lopo Xavier, esperar para ver o jogo do adversário? É triste mas parece que o sistema até cumpre a sua função. Feito pela casta arrisca a Justiça que não prescreve, o esforço não piegas, o empreendedorismo sem “Tecnoformas”, só para os intocáveis. Até quando?

  10. À época, a declaração de exclusividade de um deputado não tinha de ser apresentada logo no início do mandato? O que estava em causa não era o acréscimo de 10% sobre o seu vencimento (Passos Coelho até teve um acréscimo de 15% por ser vice-presidente do grupo parlamentar), mas o impedimento de exercer funções remuneradas fora do parlamento.

    Grande Malabarice é ele não o ter feito logo no início do mandato, o que o impediria de poder vir a receber outras remunerações que fossem incompatíveis com o regime de exclusividade. Dado que, pelos vistos, se fez pagar em despesas de representação, só a posteriori declarou a exclusividade. Bem pensado. É isto possível? Um deputado que declarasse a exclusividade no início do mandato podia depois optar pela não exclusividade e a seguir voltar à exclusividade?

    1. Tinha, sim. Mas ele não o requereu, porque, sendo vice da bancada, não podia receber mais esse dinheiro. O seu estatuto impedia em absoluto que tivesse uma ligação de trabalho com uma empresa.

  11. Objectivo. Sintético. Demolidor. Verdadeiro. Por que é que as pessoas, lendo e sabendo, não querem saber? Confrangedora indiferença…

  12. Este é um malabarismo de ilusionismo. Mesmo quando são perfeitamente executados – o que não é manifestamente o caso – e me me faz soltar um ah! , pelo efeito mágico que aparentam, eu tenho a certeza que o espanto maravilhado é resultado de um truque que na sua essência envolve o meu engano. Infelizmente, para minha desgraça, uma vez mais, assisto a um truque de ilusionismo que não tem como fim o nosso mero entretenimento.

  13. PP foge da verdade como o Diabo da Cruz. Talvez lembrado d eoutros tempos, parece não entender que o streep tease da sua conta bancária a ninguém interessa, o que a todos nós excepto ele interessa saber é apenas saber quanto é que essa magna ONG de que não recordo o nome lhe pagou e isso é fácil dele provar sem sreeps nem teases: pede ao Banco que lhe escreva num papelinho cada lançamento que lhe foi feito na conta pela dita cuja. Assim, até as outras «malabarices» que fez podem manter-se na penumbra…

    1. Strip tease é termo para escandalizar. Já agora, o Estado exige sistematicamente o strip tease das contas bancárias de quem requer apoio social por pobreza. Mas, ainda neste caso, não é preciso nenhum “strip tease”, é só saber quanto recebeu. E isso continua escondido.

  14. OK. De acordo contudo, apenas um reparo linguístico. Malabarice parece-me mais um híbrido de malabarismo e vigarice do que malabarismo e malandrice. Os filhos de malandros e malabares são malandros e malabares, sem dúvida, mas podem ser gente honesta, até prova em contráro, ao passo que malabares e vigaristas, unindo-se, dão rebentos que são sempre praticantes da vigarice artística.

    1. Correcção apropriada e aceite. Pois seja filha de malabarismo e vigarice, deve ser mesmo isso.

    2. Exmo. Sr. Francisco Louçã: Estou indignado. Consigo! [;)] Então não é que o senhor considera apropriado e aceita que se avente que filho de algo só possa ser fidalgo?!… O pai será o pai e a mãe a mãe, certamente, mas o filho pode muito bem, e por vezes até deverá, e consegue, ser ele próprio e mais ninguém. Por que é que filho de peixe haveria obrigatoriamesrnte de saber nadar? [Ui, ui, ui, queria brincar, apenas, mas isto está a ficar demasiado sério. Compreendo perfeitamente o Sr. Louçã, e admiro em geral as sua posições. Há anos. Coragem!]

    3. Certo, João Macedo. Penitencio-me: a filha do malabarismo e da vigarice, a malabarice, nada por si só.

    4. A Francisco Louçã: Obrigado pela resposta. E a todos os que tenham lido: Perdão pelas m/ gralhas. A precipitação é o que dá.

  15. Há ainda um outro malabarismo. Passos Coelho afirma que não torna públicas as suas contas bancárias no período em causa pois isso significaria uma devassa da sua vida privada. Estranho argumento este, infelizmente, com ausência de refutação no parlamento. Vivemos num país onde qualquer contribuinte pode ver o seu sigilo bancário derrogado pela Administração Tributária caso existam, por exemplo, suspeitas de fraude fiscal. E nesses casos, ou seja, para qualquer um de nós, tal garantia constitucional já não faz sentido. No caso de Passos Coelho o crime tributário está prescrito, pelo que a Administração Fiscal nunca lhe irá demandar que autorize a sua derrogação. Mas é exactamente por sobrar ainda assim a questão politica que deveria ser o próprio a fazê-lo, pois evitaria cair no ridículo de se justificar através de institutos e garantias constitucionais que na verdade só o assistem a ele.

    1. Não creio que a estratégia de Seguro sobre o sigilo bancário seja a mais eficaz, como se viu no Parlamento. Insistir, isso sim, em que o PM tem de dizer quanto recebeu a título de “despesas de representação” é muito mais directo. Ele tem de dizer. Foi “para cafés ou o maná dos céus”, como perguntou Catarina Martins. A diferença é que faz a diferença.

    2. Não digo que não, até porque ninguém acredita que se venha a ter conhecimento acerca do teor de quaisquer extractos bancários. Sucede que Seguro utilizou o argumento da derrogação do sigilo bancário sem que depois censurasse o PM pela moralidade constitucional de que este se socorreu para justificar a manutenção do seu sigilo bancário. Seguro limitou-se a retorquir com democracia e transparência. O certo é que tal moralidade constitucional não pode ser suscitada por nenhum cidadão que seja suspeito de crimes análogos, a não ser pelo 1º Ministro…e penso que aqui também existiria uma diferença na forma de se expor este argumento.

  16. Uma tradição portuguesa… “A mãe do primeiro-ministro José Sócrates, Maria Adelaide Carvalho Monteiro, comprou o apartamento onde reside na Rua Braamcamp, no centro de Lisboa, a uma sociedade “offshore” com sede nas ilhas Virgens Britânicas, e pagou-o a pronto num ano em que declarou menos de 250 euros de rendimentos, noticia hoje o jornal diário “Correio da Manhã”, que investigou o património da família do primeiro-ministro. (…)

    A mãe do primeiro-ministro tem uma pensão mensal de mais de três mil euros, do Instituto Financeiro da Segurança Social, mas o gabinete do primeiro-ministro não disse àquele jornal qual era a profissão de Maria Adelaide Carvalho Monteiro.

    Outras perguntas a que o jornal não teve resposta do gabinete de José Sócrates foram a quem foi comprada a sua actual residência, com que dinheiro pagou a parte que comprou à sua ex-mulher, com que dinheiro é que a mãe do primeiro-ministro pagou o seu apartamento? ”
    in “Público”, 31/1/2009

    1. Percebo bem a estratégia de falar de um caso quando se trata de outro. Mas imagine que tudo isso é verdade. Diminui em algum milímetro a responsabilidade de Passos Coelho neste imbróglio?

    2. Portugal vive da”Síndrome de Sócrates”: os sintomas são a total incapacidade para perceber a conjuntura de um e outro momento da vida política; a conjectura como verdade absoluta, e o benefício da dúvida como uma imoralidade. Para além disso, tomam – se como verdades inabaláveis as notícias de um pasquim, os blogs de origem pouco fidedigna, ou as “universidades de verão” do partido. Os habituais comentadores televisivos também são consumidos em excesso, sejam eles professores ou adivinhos de bola de cristal. Outra tendência é a manifestação de uma cegueira selectiva, para com fenómenos tipo Relvas, Cavaco Silva, Dias Loureiro, Alberto João Jardim, L.P. Menezes e finalmente Coelho.

    3. Se há coisa que não merece a mínima credibilidade é esse Correio da Manhã.
      Se já não gostava da sua linha tabloide, o afundar nas notícias ainda mais me geravam desaprovação.
      Mas foi quando li o corpo de notícia de um facto a que tinha tido oportunidade de assistir que passei definitivamente a pô-lo de lado. Tanto que nem nas bancas lhe olho para a primeira página.
      No caso patente, um pequeno desacato por altura de umas festas populares, tudo o que vinha relatado, não tinha nada a ver com o acontecido, mas pior, estava hiper-inflacionado. Duvido sinceramente que o jornalista tivesse estado por perto. O acontecido não tinha qualquer importância de maior, e eu estando presente pude ver como a psp em cinco minutos resolveu e a bem os desavindos, Um quase não-acontecimento que ao passar pela lente de aumento passou a nóticia, dessas que fazem as pessoas, já envenenadas e predispostas a factos negativos lêem (?) com avidez.
      Mas é assim esse jornal.
      Tirando os títulos bombásticos, os textos são de modo geral pobres e confusos, mas pior de tudo, tendenciosos.
      É um jornal feito para o envenenamento da opinião pública, para a manter presa numa envolvência opinitiva pré-formatada, que tem objectivos políticos bem definidos.
      No caso de José Sócrates, o bombardeamento diário desse jornal em particular e do jornal da noite na TVI durante anos cumpriu bem os objectivos.
      Mas ao que interessa, uma coisa não desculpa a outra, a ser verdade. No caso da mãe de Sócrates, ela tem um vasto património familiar e poderia comprar, não uma nem duas, mas dezenas de apartamentos. O resto poderão ser coisas menos claras, mal explicadas, ou quiçá filtradas a preceito para a “notícia”.
      Só que como disse Louçã, o assunto aqui não é esse mas sim o de Passos Coelho.

  17. Muito bem, mas o que faz PPC é o que tem feito muitos políicos professionais como verdadeiros traficantes de negocios, facilitadores de instalar no Estado uma auténtica escala rodante permanante onde se apropriam dos impostos dos portugueses e dos cidadãos europeos. É que o Podemos aqui ao lado chama de Casta, deputados que dão a volta ao mundo para chegar a Amarante, que trabalham para o BES e discutem no parlamento a. acção da suoervisão bancaria, que discutem o orçamento e trabalham para os escritoriso que reresentam a Mota Engil. So os portugueses podem dizer basta, mas lamentavelmente aqui ainda se prefere o politico que rouba mas faz, se isso mudar se calhar muda o pais e se torna mais exigente na escolha de quem governa, mas é preciso ser claros sobre isso ou vamos ter outra vez algum salvador populista defender a honestidade, A moral de PPC é a moral que o consenso social ate aqui permitiu, como mudar isso?

    1. Certo. No livro Os Burgueses, com outros colegas, explicamos detalhadamente esse esquema e indicamos os nomes do PS, PSD e CDS que têm feito parte do esquema. Aí está um contributo importante para uma opinião informada.

  18. Outra malabarice que li à pouco prende-se com a abdicação do subsidio vitalicio (como prova de nobreza de carácter) qd afinal foi preterido a favor do subsidio de reintegraçao (era um jackpot maior).

    1. Não, o subsídio vitalício seria uma benesse maior. Mas ele não tinha direito a esse subsídio porque nem tinha 8 anos de parlamento ne tinha 55 anos.

    2. Ora aí está uma ‘boa’ prova da ‘nobreza de carácter’ de PPC: Prescindiu de um subsídio (o vitalício) a que não teria direito de maneira nenhuma!!!!!!

  19. Falta saber os montantes envolvidos nessas “despesas de representação”… é que em função daqueles podemos estar perante vários crimes fiscais (alguns prescritos outros, talvez não). Qual o problema de autorizar o levantamento do sigilo bancário? Se não tem nada a esconder até tiraria dividendos políticos desta situação…
    Já agora, o primeiro ministro andou a receber subsídio de reintegração quando a reintegração já estava encaminhada…

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