Tudo Menos Economia

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Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

António Bagão Félix

25 de Setembro de 2014, 08:00

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Com licença, desculpa, obrigado!

Há tempos, o Papa Francisco, na sua linguagem serena e sabiamente simples, disse que a melhor maneira para analisar como funciona uma família é “ver como se tratam, nela, as crianças e os idosos”. E, na esteira desta singela e profunda ideia, repetiu o conselho de que todos saibam usar, no seu quotidiano, três palavras: “Com licença, desculpa, obrigado”.

Bem poderemos alargar estas asserções a tudo e a todos. Será, aliás, um bom princípio para combater o que Francisco apelidou de “globalização da indiferença”.

Vem isto a propósito do muito que, por cá, se tem comentado sobre as desculpas pedidas por dois ministros em razão de erros graves nos seus departamentos. Pedir desculpa não resolve os problemas, mas afasta, ao menos, a ideia enraizada de que a culpa (ou responsabilidade) morre sempre abandonada e solteira. E bom será que, a seguir à indulgência, sejam firmes as consequências sobre os responsáveis pelos erros, de modo a permitir diferenciar o mérito do demérito, a competência da incompetência, o profissionalismo do desleixo e a prevenir erros futuros. Ou seja que o “desfazer-se em desculpas” não se torne num hábito de “desculpa de mau pagador”.

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