Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Ricardo Cabral

24 de Setembro de 2014, 23:25

Por

0,06%

Não, não é a taxa de juro de referência do Banco Central Europeu.

 

É a taxa anual média de crescimento real da economia portuguesa entre 2000 e 2013 (PIB real, descontado o efeito inflação).

O crescimento real entre  2000 e 2013 foi de 0,8%. Ou seja, o PIB real em 2013 está próximo do PIB real registado em 2000 e isto significa que o País está há treze anos economicamente estagnado (em média).

PIB
Fonte: INE, Contas Nacionais Trimestrais (média móvel terminada no trimestre)

 

Convém relembrar que a 1 de Janeiro de 1999 o euro tornou-se na moeda nacional e que o Pacto de Estabilidade e Crescimento entrou em vigor a 1 de Julho de 1998 (o procedimento de défices excessivos entrou em vigor a 1 de Janeiro de 1999).

Chapeau” para aqueles – poucos – que avisaram para os riscos da adopção do euro.

Comentários

  1. Quero pedir ao Prof. Ricardo Cabral que seja mais um pouco mais consequente. Se o que está a afirmar é que se Portugal se tivesse mantido fora do euro teria havido um crescimento do PIB real mais elevado, acho que este espaço é um bom local para discutí-lo, mas espero que não se fique pela coincidência temporal, porque como todos os economistas deviam saber correlação não implica necessariamente causalidade. Nesse sentido, fico à espera dos desenvolvimentos do Prof. Ricardo Cabral sobre esta questão, até para saber se devo realmente tirar o chapeu a quem esteve contra a adesão ao euro.

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