Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

António Bagão Félix

28 de Agosto de 2014, 15:00

Por

Tempo de férias

Está a terminar o habitual período de férias.

Se ter trabalho é um factor de estabilidade e de segurança, ter tempo é um factor de harmonia e de mais vida. Trabalho sem tempo pode ser quase tão perverso como tempo sem trabalho.

As férias, como o descanso semanal, contêm em si o fundamento moral da sua necessidade.

São a outra face do código ético do trabalho. Não o menorizam, nem beliscam o profissionalismo, o sentimento do dever cumprido, ou a exemplaridade laboral.

Ter férias é uma necessária condição para um melhor trabalho. Fazem parte da profilaxia dos desgastes, tensões e angústias.

As férias têm que ser, ao mesmo tempo, exigidas e merecidas, porque advêm do direito ao trabalho e do dever de trabalhar.

No entanto, há crescentes e preocupantes sinais de desumanização das relações laborais, de desconsideração do envolvimento familiar e da apologia do sucesso sem regras. Muitas vezes até, em nome do primado da exclusiva proficiência profissional e da obsessão idolátrica do trabalho. Por fim, constata-se como, num quadro de algum desinteresse político e legal, tantas vezes é difícil conciliar férias no seio das famílias!

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