Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Francisco Louçã

27 de Agosto de 2014, 19:27

Por

Zara: nem ignorância nem mau-gosto

Zara2-530x465Depois de protestos, a Zara retirou do mercado este pijama infantil (clique na imagem para ampliar). As riscas e a estrela amarela não lembram somente a perseguição dos nazis contra os judeus, evocam explicitamente os campos de concentração. O pijama era o uniforme daqueles condenados à morte. É uma provocação e um insulto.

Perante o escândalo, a empresa pediu desculpa e retirou o produto. Mas ficámos sem qualquer explicação consistente sobre a razão da escolha do produto, que tem forçosamente por passar por várias etapas de estudo de mercado e de aprovação dentro da empresa. O que permitiu que a Zara lançasse este pijama? Porque verdadeiramente é isso que interessa, para percebermos o mundo de hoje.

A explicação mais simples é ignorância e displicência. É difícil de aceitar, porque numa multinacional como a Zara tem de haver quem tenha alguma sensatez ou pelo menos alguma memória. No entanto, não houve quem impedisse a produção e venda deste pijama. Há então outra explicação menos condescendente: poderia ser uma tentativa de criar um facto publicitário, uma polémica. Mas para quê, se a polémica impõe uma imagem negativa da empresa? Ambas as explicações assumem a irresponsabilidade e portanto desvalorizam-na, desculpando-a.

Uma terceira explicação, talvez a mais banal e a mais assustadora, é a que é sugerida pela frase que está à entrada do edifício do Deustsche Bank em Munique: “das ideias nascem mercados”. A indiferença perante a mercadoria aparece assim em relevo, porque das ideias, de toda a ideia, surge um mercado, é criada uma possibilidade de venda. Multiplicar produtos, numa floresta de sinais, é o modo de chegar a toda a gente, perante a indiferença toda a gente. Nas grandes empresas, esta cultura de ideias novas, o frenesim dos mercados novos, permite um margem de actuação que pode ser a explicação para este produto.

Para a Zara, ou para estes ideólogos do Deutsche Bank, talvez um pijama seja um pijama, uma coisa como outra qualquer, mesmo que seja um uniforme de um judeu condenado à morte. É um produto, é uma ideia, é um mercado, é transcendente, é uma divindade: porque é que alguém se havia sequer de incomodar com o que ele é mesmo? Se é essa é a explicação, a indiferença fatal a que se referia o post anterior, então não a podemos desculpar.

Comentários

  1. Eu não sou de intrigas, mas… já ouviram falar de Fantasia?
    E não me pareceu que houvesse resposta à questão das t-shirts do Che…

  2. Será que o ilustre comentador, professor Louçã, também se indigna com as T-shirts que evocam um acérrimo defensor da pena de morte, em especial dos contra-revolucionários que não mereciam sequer julgamento?

  3. Obviamente não foi uma imagem inocente…
    Na minha opinião , é uma (lamentável) estratégia para aumentar as vendas , seguindo o mesmo percurso da Benetton.

    A Estrela de 5 pontas utilizada no tempo dos Cowboys , podia ter sido utilizada nesta roupa , mas não levantava polémica

    Que falem bem ou mal , o que interessa é que façam publicidade…

    Abraço

  4. Outra explicação é a Zara contratar pessoas inteligentes e adultas que não ligam às associações estapafúrdias de que os histéricos militantes, selectivos e calculistas fazem profissão.
    Um adulto olha para um pijama para criança com uma estrela de sherife e acha que as crianças que gostam de brincar aos cowboys podem achar engraçado. Os histéricos militantes, selectivos e calculistas andam sempre à procuram de algo que possam “ler” da pior forma possível de modo a criar um banzé despropositado que os faça sentirem-se importantes.

    A Zara retirou o produto do mercado porque sabe que os histéricos militantes, selectivos e calculistas têm sempre tempo de antena e nenhum respeito pelos outros e que dar-lhes a importância que eles merecem (nenhuma!) apenas os motivará a elevar o tom e a organizar acções de violência verbal e física até atingirem o seu objectivo: impôr o disparate da semana.

    O Francisco Louçã não gosta dos pijamas? Não os compre. Sente-se ofendido? Boicote a Zara. Mas não tome como suas as dôres que não lhe dizem respeito nem pretenda impôr aos outros a sua indignação selectiva. É que, por uma questão de higiene, não costumo ler o que escreve mas tenho a certeza absoluta de que nunca se manifestou contra as t-shirts que glorificam assassinos repugnantes como Estaline ou Che Guevara.

    1. Não preciso nem tenho qualquer pretensão de defender a Zara. Não sou nem nunca foi accionista, empregado, fornecedor ou cliente dessa empresa.
      Estou é farto de ver a pequeníssima minoria dos “militantemente estúpidos”/”histericamente hipócritas” (títulos mais adequados e rigorosos do que “politicamente correctos”) a inventar “casos” onde eles não existem e, através de gritaria e acusações cretinas amplificadas por uma comunicação social preguiçosa e incompetente, condicionar comportamentos e opções de outros que não lhes dizem respeito nem os afectam.

      E noto que, relativamente à glorificação dos criminosos “à esquerda”, assobiou para o lado. Como já se esperava.

  5. É demasiado explicito, para ter sido um mero erro ou estupidez de um qualquer grupo de iluminados, mas qual seria a solução, -mais regulação? -multar a zara? -despedir os ditos iluminados/estúpidos?-ou deixar o mercado funcionar? Eu pessoalmente gosto mais da ultima, e a forma do mercado funcionar nesta situação, seria o dito mercado não aparecer nas lojas da Zara, o seu artigo dá uma carga ideológica ao incidente, (o que é perfeitamente aceitável e digno do respeito de todos), a solução de deixar o mercado funcionar, também pode ter uma carga ideológica, mas tem uma vantagem, aleija os moços da zara no sitio onde lhes aleija mais.

    1. O facto é que a Zara retirou o produto. Talvez isso diga mais do que os excitados comentários a defender o pijama do prisioneiro com a estrela amarela.

    2. Diz que o Francisco Louçã nunca geriu nem trabalhou numa empresa comercial. Nem faz a mais pequena ideia do que isso é.

      O lucro marginal da venda de alguns daqueles pijamas seria sempre muitíssimo inferior aos prejuízos que uma campanha de boicote à Zara organizada pelos ridiculamente histéricos. Que é o que aconteceria se os pijamas continuassem à venda, como a Zara tinha todo o direito de fazer e que não ofenderia um único adulto minimamente inteligente (as crianças estão-se nas tintas para esses disparates).
      É que ninguém tem dúvidas de que os ridiculamente histéricos não se limitariam a evitar a Zara. Pelo contrário. Acorreriam lá aos magotes de forma a criar a maior confusão possível (afugentando os clientes) ou mesmo barrando a acesso às lojas.

    3. O seu empenho democrático é assinalável. A abertura a uma conversa com os “ridiculamente histéricos” só pode ser elogiada.

  6. A Zara deveria fazer questão de dar esses pijamas e tshirts à população da Palestina, para ela usar durante os massacres dos Israelitas. Às fotografias juntava o slogan “os criminosos mudam, as roupas das vítimas condenadas mantêm-se”.

    A única religião com um estado fundamentalista, que se dedica a crimes contra a humanidade, a fazer-se de vítima é gozar com o resto da humanidade. Como se nós não soubéssemos que é a máfia judia que faz todo o tipo de crimes financeiros que nos afecta a todos humanos no mundo inteiro. Os crimes financeiros da minoria judia (são menos de 15 milhões) faz hoje a miséria e mau viver de centenas de milhões de pessoas, e ainda vêm armar-se em vítimas. Haja paciência para os delinquentes sonsos da Judeia.
    Muito me admira a defesa, por uma pessoa de esquerda, das susceptibilidades religiosas da máfia financeira mundial.

  7. Vi uma vez o Sr. Francisco Louça a andar de canoa na praia de Benagil e entrou na gruta onde eu e os meus amigos estavam, aquela que tem um buraco no tecto tipo Panteão.

    1. de certeza que nessa noite não teve que sonhar com os irmãos dalton e o xerife a fazerem compras numa loja da zara

  8. A Zara viu que o produto estava susceptível de ser interpretado de forma racista ou xenófoba e retira o produto do mercado (nem obrigada foi), fez a pensar nos indignados (e, porque não, pensando também neles como possíveis consumidores).
    Gostava de lhe colocar uma questão professor Francisco Louçã.
    – Acredita que a Zara lançou este produto com a intenção de promover ideais nazis? (Gostava que respondesse directamente se sim ou não).
    – Acha que é impossível a Zara não ter associado o design do pijama do design utilizado na roupa dos judeus durante o holocausto? (Gostava que respondesse directamente, se possível, também a esta questão).
    – Existe alguma explicação científica que prove que toda a gente, minimamente bem informada sobre o holocausto, associe o design do pijama ao usado no holocausto, sem que alguém chame a atenção para a possível associação? Gostava que me respondesse directamente a esta questão e avanço desde já que devo ser um outlier no caso de haver um estudo que o prove. E acredite que considero o holocausto levado a cabo pelos nazis o evento que marca pela negativa a história da Humanidade.

    1. meu caro Simão o professor Francisco Louçã escusa de responder a essas perguntas porque elas já foram dadas pela empresa Zara, como? Retirou o produto em causa, quer melhor resposta ás suas questões?

  9. O Império do Efêmero: a Moda e Seu Destino nas Sociedades Modernas. O Luxo Eterno da Idade do Sagrado ao tempo das marcas. Vale apena ler estes livros, são do Filosofo Gilles Lipovetsky (obrigado Gilles), fala do império das marcas.Vale tudo para atingir um fim. Creio que a marca Zara tenta servir um publico alvo, que o tem por ignorante, e indiferente à historia. Como disse o filosofo numa entrevista a um jornal diário cá do nosso país, “mais do que uma crise de valores, vivemos um problema de inteligência”. Porque valores, vai havendo alguns, eis a indignação de alguns (e do autor do artigo de indignação) . Quanto à falta de inteligência (e de respeito), nota-se aqui em abundância (em reações ao autor do artigo). Há uma falta de memória, que roça a falta de inteligência.

    1. Evidentemente. A regra deste blog é o contacto directo com os leitores (e comentadores).

  10. Gostava de ter comprado este pijama, como gostaria de ter adquirido cópias das caricaturas de Maomé. A liberdade de expressão e criação tem, para certa gente, limites bem definidos, e é mais fácil insultar deliberadamente a mais numerosa religião do planeta do que mexer, mesmo que vagamente, com a memória do holocausto.

    1. Há uma diferença considerável entre liberdade de expressão e evocação de qualquer inquisição, seja a do holocausto seja a de outro sectarismo qualquer.

    2. Teremos sempre quem se arrogue o direito de definir os limites da liberdade de expressão, estabelecendo os seus próprios sistemas de inquisição interna – o que é, em si mesmo, um exercício de liberdade, mesmo que algo tremendamente arrogante. O problema é que há, como todos sabemos, instituições políticas que não crêem o indivíduo capaz de tomar essas decisões, protegendo certas sensibilidades em detrimento de muitas outras: David Irving, por quem não nutro qualquer simpatia, foi preso no Reino Unido por procurar relativizar (mais do que negar) em meio académico algumas crenças populares sobre o holocausto; a BD de Vuillemin e Gourio sobre Auschwitz está indexada em vários países europeus; a Zara apressou-se a retirar o pijama das suas lojas; mas ai de quem tente impedir aquele jornal dinamarquês de insultar deliberadamente o Islão e publicar as caricaturas de Maomé. A solução para este dilema é simples: admita-se tudo, façamos piadas sobre o Passos, o Papa e o Profeta, sobre o holocausto, as loiras e a bandeira, e deixemos ao indivíduo a liberdade de decidir o que é ou não, em determinado contexto, aceitável.

  11. Caro Louçã:

    Sendo docente no Ensino Superior e inteligente como é, fico espantado com a sua prontidão para comentar/atacar factos SEM ANTES fazer qualquer investigação mais aprofundada ou simplesmente esperar alguma explicação que explique melhor o incidente. O pijama da Zara lembra as roupas do campo de concentração? É possível que sim. Mas também lembra outras coisas já identificadas (como os irmãos Dalton). Ou podem ser simplesmente a mistura entre um pijama às riscas (banal e inocente) a ser usado por uma criança “Sheriff” que está prestes a ir fazer uó-uó. Aliás, a própria designação do produto pela Zara é explícita: é uma estrela de sheriff.

    Esta é, sem dúvida, uma “não notícia” que é tornada em notícia APENAS porque pessoas como você decidem atacar e julgar ANTES de ter o trabalho de pesquisar um pouco e FALAR com a Zara – coisa que a Esquerda não faz porque (cheia de preconceitos e dona da verdade) parte logo do princípio que coisa boa certamente não é (logo, falar com a Zara para quê, não é? É óbvio que eles são culpados! Nem é preciso ouvir o que eles têm a dizer!).

    Já agora: se retirar a estrela, o fato às riscas CONTINUA semelhante aos fatos dos prisioneiros. Devemos abolir os pijamas às riscas independentemente de terem estrelas ao peito? Já agora, qual destes emblemas ao peito são para si aceitáveis?
    a) Estrela onde esteja escrito “Sheriff” (para aplacar a ira dos pais de Esquerda, mesmo que as crianças ainda não saibam ler);
    b) Uma foice e um martelo;
    c) A cara de um boneco a lembrar o Hitler;
    d) A cara de um boneco a lembrar o Fidel Castro;
    e) Um símbolo “YSL” (Yves Saint-Laurent);
    f) Uma estrelinha vermelha.
    g) Disney
    h) Um símbolo qualquer, desde que não faça sentido algum.

    Deseja comentá-los?

    Não lhe choca a utilização de imagens do Stalin MESMO sabendo das milhões de pessoas que ele exterminou? Gostaria de comentar isto: ( http://www.zazzle.pt/stalin+roupas ) ?

  12. o sr francisco e apenas um pijama nao faça disto um bixo de 7 cabeças pq nao e.. se tem algum preconceito com o pijama temos pena nao compre,, agora nao faça comentarios ridiculos de quem nao tem mais nada para fazer..

  13. que ridicula esta noticia as pessoas e os seus preconceitos com o passado.. se ha pais e crianaças q gostam do produto pq ir por estes preconceitos do passado? ridiculo sr louça

  14. Bom, acho que a Zara é perita em jogar com os preconceitos, de qualquer modo deve-lhe ter saído o tiro pela culatra pq alguns dos seus dinheiros já são transcontinentais e talvez de Judeus. Para esses o preconceito aliado à sua história é enorme para outros, até gostam do pijama pq não “viveram” o holocausto, enfim tudo memórias, traumas e preconceitos pelos quais tenho um enorme respeito e nem tão pouco lhes sei avaliar a intensidade, nem a guerra que corre no dia de hoje naquelas bandas. Bem hajam e respeitem-se.

  15. Porquê uma estrela de 6 pontas, quando podiam ter utilizado a mais usual de 5?
    Realmente, os valores têm se perdido… Uma boa forma de ridicularizar o que já se passou, modéstia a parte, quando se chega a este ponto, estamos de frente de uma crise social de perda de valores e de história… Com a brincadeira de mau gosto, a Zara, deve ter tido mais visitantes… Se calhar era essa intenção…Tudo vale num mercado capitalista liberalista…

  16. Eu sempre fui de esquerda e continuo a ser (apesar de votar em branco devido à Esquerda que temos em Portugal de momento) e até estive para votar várias vezes no Bloco de Esquerda.. mas não me revejo neste tipo de situações.. sempre a pseudo defender as minorias e os fracos etc e tal.. o que eu vejo é um pijama.. com uma estrela.. claro que como pessoa informada e com 40 e tais anos.. vejo também algo vagamente similar mas quem estudar história sabe que a cruz de David na roupa foi uma coisa.. e os pseudo pijamas/fardas nos campos de concentração outra situação.. além de terem riscas verticais..nunca estiveram juntas no mesmo acontecimento.. Fazer este alarido só ajuda a ZARA a publicitar (visto que boa ou má publicidade é sempre publicidade).. Por este tipo de comportamento temos de tolerância para quem não é tolerante para nós temos agora infiltrados muçulmanos na Europa.. quando eles na terra “deles” não permitem a pratica dos católicos..temos ciganos a chamarmo-nos de racistas.. quando são eles os primeiros para nos intimidar numa Urgência de Hospital que dizem .. Olha que eu sou cigano!!..Por isso isto para mim é uma não noticia e o Francisco Lousã desilude-me a fazer comentário de uma não noticia..E tem-se visto no conflito Israelo-Palestiano que ambos tem culpas.. e não podemos tomar parte por ninguém.. e que nós católicos caso fossemos como eles.. ainda estaríamos a culpar os romanos ou judeus pela morte de Jesus.. Haja Paciência..

    1. Jornais de referência? Caro Francisco, quando ler um jornal, sobretudo os de referência, limite-se a acreditar na data que vem junto ao cabeçalho, e mesmo assim confirme. Conselho de jornalista… 😉

    2. O que é que “foi notícia em todos os jornais de referência do mundo”? Os pijamas com a estrela de xerife ou a histeria que uma pequeníssima minoria fez à volta disso?

    1. E daí? Só falta acrescentar que é um fato de prisioneiro com uma estrela de xerife, porque toda a gente sabe que os presos são xerifes, não é?

    2. Por isso mesmo foi retirado, não foi? Coitados dos Dalton, que perseguição malévola…

    3. Continua a ser um pijama. E só não é por causa do alarido científico e intelectual a volta de um pijama. O que nota a falta de interesse sobre os dramas actuais do mundo e que afectam outras pessoas, independentemente de credo ou raça. Mas o pijama é mais interessante. E que tal a teoria da conspiração seguinte – o desenho é feito por um israelita infiltrado? And so on…

  17. Lamento muito ter lido este texto Sir Louça. Vindo de si desagrada-me! Desde logo pela leitura/associação que faz, pois eu não faço a mesma, logo é plausível que a intenção do desenhador da peça de roupa esteja mais numa de Lucky Luke e irmãos Dalton!! Claro que isso depende do nosso banco de imagens mas de facto podia aceitar que este ‘caso’ pudesse ter tido a sua reacção, mas acredite que o preferia numa outra posição/cargo muito mais pertinente e capaz. Como tenho saudades do seu temo na AR e no BE!!!

    Posto isto deixo aqui minha associação de imagens mental: http://img.trendenciashombre.com/resize/450/2009/08/losdalton.jpg

    1. Absotutamente. Os Daltons, quando estavam presos, eram ao mesmo tempo os xerifes da cidade. Não nota nada de estranho na sua frase?

    2. lololoolol
      há cada cretino
      que gente mais estupida
      isto dá mesmo vontade de rir
      o problema é que a questão é séria, i isto só atrai idiotas

  18. Caro Francisco Louçã,

    Douto em teorias da conspiração, convinha investigar o tema antes de debitar juízos de valor. Sugiro-lhe que leia

    http://oinsurgente.org/2014/08/28/histeria-do-disparate/

    A ideia era tão simplesmente imitar as fardas dos prisioneiros do Western. Se tiver filhos saberá certamente o quão apropriado tal referência por vezes é. Recebe 8 valores pela criatividade, mas para ter positiva deverá fazer o trabalho de casa.

  19. Caro Francisco Louçã,

    Douto em teorias da conspiração, convinha investigar o tema antes de debitar juízos de valor. Sugiro-lhe que leia

    http://oinsurgente.org/2014/08/28/histeria-do-disparate/

    A ideia era tão simplesmente imitar as fardas dos prisioneiros do Western. Se tiver filhos saberá certamente o quão apropriado tal referência por vezes é. Recebe 8 valores pela criatividade, mas para ter positiva deverá fazer o trabalho de casa.

    1. Claro que era essa a ideia. E por isso puseram uma estrela de xerife numa farda de prisioneiro, porque toda a gente sabe que os xerifes eram os presos.

    2. Admitindo que a ideia da Zara era a de recriar um traje que nos lembrasse o dos prisioneiros nos Westerns (contínuo sem perceber como é que um prisioneiro é promovido a Sheriff e nem lhe dão umas calças e uma camisa nova), não teria sido mais produtivo que alguém tivesse dito ‘Olhem, se calhar isto vai ser mal interpretado. um pijama às riscas azuis e brancas com uma estrela de seis pontas amarela? Acho que já vi isso em alguns filmes e não era boa coisa…’
      Por muito inocente que a comercialização do produto possa ter sido, não nos podemos esquecer que os símbolos existem e que há que ter cuidado com a maneira como os usamos… A Suástica é um símbolo antiquíssimo com muito significado além do que o Hitler e o Nacional Socialismo lhe deram, no entanto é considerado (no mínimo) mau gosto se eu – ou qualquer um – andar pelas ruas com uma t-shirt com uma suástica, mesmo que a minha intenção e o significado dela fossem o de mostrar a minha fé hindu ou coisa que o valha. Vivemos em sociedade, uma sociedade intercultural e interétnica em que temos de perceber uma das regras mais básicas: para sermos respeitados, devemos dar-nos ao respeito e ter sensibilidade para estas questões que tocam a todos. Acho que a frase ‘o que conta é a intenção’ – ou a ideia como o ‘Vigilante’ propõe – aqui perde todo o sentido, acho que o que contou foi a falta de ponderação e de reflexão sobre assuntos que vão para lá do comercial…

  20. Para que este lançamento “ignóbil”, fosse completo, faltaram os «pijamas» com triângulos Vermelhos, Rosas, Negros e etc…
    Já agora porque não um com a frase « O trabalho Liberta ». A Zara não deveria só retirar o produto como Pedir Desculpas Publicas..

  21. Perante a polémica gerada, não há como ignorar este assunto. Infelizmente, a maior parte das pessoas escolhe ignorar a importância da lembrança da História e dos factos passados. É assim, perante este desinteresse que ela se volta a repetir. A sociedade ignora os sinais porque ESCOLHE ignorá-los. De facto, há parecenças entre os pijamas dados aos prisioneiros dos campos de concentração, como mais uma forma de humilhação e quebra da resistência. Mas, de facto, o importante é a intenção que está por detrás da criação e produção desta peça. Mera coincidência? É possível. Desconhecimento? Possível, também. Agora, a direcção da polémica é que já me parece esclarecedora dos tempos em que se vive. Reclama-se, e tudo continua na mesma. Não evoluímos um milímetro. Como activista dos direitos de todos os animais – humanos e não humanos – (já prevejo que venha polémica desta afirmação), eu seria bem capaz de utilizar esta camisola. Não como peça de moda per si mas como forma de honrar quem sofre. Como forma de expressar: não foi comigo mas poderia ser. A injustiça cometida contra um outro ser qualquer É uma injustiça cometida contra mim. É assim que sinto, é assim que penso. E é minha obrigação, como ser vivente, lutar contra tal. Somos nós, todos os dias, que construímos o mundo onde vivemos. Fazêmo-lo com as nossas acções mas também com a nossa passividade. Preferia que empresas com a envergadura da Zara utilizassem esse poder de chegar a muitos para cumprir um papel social activo e, em vez de fazerem peças que em si são insignificantes para depois as retirarem, afirmassem claramente que é também sua obrigação relembrar a história. Já li muitos comentários e opiniões – obviamente respeitáveis – que é um ultraje e um desrespeito. Não acho. Poderá ter sido um sem número de coisas mas eu escolho ver nesta camisola aquilo que de facto interessa. CABE A CADA UM DE NÓS LEMBRAR, HONRAR E IMPEDIR que atrocidades como as que foram cometidas VOLTEM A ACONTECER. E, se for necessário fazê-lo utilizando a moda como meio de levantar polémica, seja. A história repete-se. Sempre se repete. Tão simplesmente porque nós não aprendemos. E está a acontecer. Neste momento, os que outrora foram vítimas, são carrascos, em Israel. E noutros pontos do mundo e até aqui, há inúmeros sinais e paralelos que se podem fazer. Tudo debaixo dos nossos olhos. Mas, mais grave, perante a nossa ESCOLHA de manter a passividade. Não é connosco. Até ao dia em que nos baterem à porta…

    1. É por isso mesmo, cara Georgina Figueiredo, que não podemos ignorar, como muito bem escreve.

  22. Este artigo de opinião revela lacunas importantes no conhecimento de estratégia organizacional por parte do seu autor no que se refere à inscrição em Munique, que mais não é do que a glorificação da via da inovação relevante como forma de criação de valor e logo, como consequência, manutenção de postos de trabalho, jargão do entendimento dos políticos. Tenho imensa pena que não se dediquem a refletir sobre as causas e só discursem sobre consequências. Espero que me tenha entendido. Quanto à Zara, é um case study de gestão em todo o mundo. O pijama foi um erro. Só isso. Mas não olhemos para a árvore. Não se esqueça que é o maior retalhista do mundo, com apenas 40 anos de idade! Isso sim era de assinalar e tb ter o cuidado de explicar porque. Para criar essa dinâmica de sucesso na mente coletiva nacional. Em suma, vamos contribuir todos para a elevação do QI da sociedade portuguesa com debates de substância! Cumprimentos

    1. Um pequeno erro, Não foi. foi disso que tratei, desse caso de referência, do erro.

  23. Eis o explendor do extremismo esquerdista, radical e populista, manifestação sublime do politicamente correcto. A estrela é de xerif e as listas são horizontais contráriamente as verticais dos prisioneiros dos campos de concentração.

    1. Mais uma vez respondo da mesma forma, sem qualquer extermismo: há-de-me contar a história em que o preso é o xerife. Se para si a ligação entre uma coisa e outra é evidente, parabéns. Mas pense antes de insultar.

    2. Portanto,

      1. Como em história infantil nenhuma o preso é o xerife, isto não tem nada a ver com xerifes mas sim com o holocausto.
      2. As riscas no pijama eram horizontais, as dos judeus eram verticais, isto tem tudo a ver com o holocausto e não com xerifes.

      Nada tendencioso.

  24. Eu trabalho numa cidade Alema (teclado diferente peco desculpa) e mostrei aos meus colegas de trabalho o novo pijama da Zara. Sendo eles alemaes eu estava à espera de uma reacao forte mas pelo contrário… disseram que era um pijama giro com a “estrela do Xérife”…

    Só depois de eu explicar o que dizia a notícia é que eles compreenderam o contexto.
    Visto que eles durante toda a escola sao bombardeados com o que aconteceu na ‘II Guerra Mundial e vivem com um enorme estigma do que aconteceu no passado era de esperar que eles vissem imediatamente algo deste tipo. É suficiente para pensar que talvez sejamos mais papistas que o papa.

  25. O Francisco Louça é uma pessoa pequenina, e adora lançar achas para a fogueira. Quanto mais quente melhor não é? Santa ignrância. Nem a estrela lembra minimamente as que era dadas aos judeus, nem sequer as riscas do pijama.
    A noticia foi uma não-noticia. Este artigo de opinião é obra de alguem sem escrupulos em acender uma polémica sem sentido.

  26. a indiferença, a boçalidade, a ganância, o excesso de individualismo,o ganhar muito dinheiro(Jà e agora e de qualquer maneira),a banalização da violência, a intolerância e a arrogancia,tudo isto parece caracterizar o inicio do sec.xxi…tudo? não ,ainda há e havera sempre uma especie de aldeia de gauleses que resistirá aos loucos(bush ou EI ou gente a apedregar jogadores de futebol,ou gente que defende toda esta gente) deste mundo.p.s.-a zara é boçal, arrogante e quer ganhar muito dinheiro,de preferencia a pagar 485 euros por mês a cada empregado,e com o empregado a fazer 12 horas de serviço,e se este empregado não quer ,há mais cem desmpregados na fila á espera de ir ganhar 485 euros por mês.

  27. Ou então, como eu, q acabei de viajar a Berlim e à República Checa uma semana antes de ver este pijama, as pessoas não viram uma farda de campos de concentração e sim…. Um pijama.
    O mundo já tem polémicas suficientes, não me parece que a zara esteja a tentar implementar uma nova ordem mundial fascista, querem apenas vender roupa de baixa qualidade a preços acessíveis para uma classe média à custa de exploração infantil em países de 3o mundo… Isto sim talvez justificasse o tempo de antena q dão ao pijama de sheriff

  28. Não costumo fazer comentários, mas estes comentário “ignorantes” a uma coisa obvia que nos devia envergonhar a todos mostra bem a sociedade em que vivemos, Mundo cão este em que os tabletes, Iphones e outras coisas tais que nos ajudam a ser o que somos, “Virtuais da treta” ignorantes até dizer chega em que damos valor aos banhos de água solidários não sei o quê, (jornalistas de meia tijela também são os culpados) , estes senhores que pensam assim deviam passar uns dias nas prisões como Auschwitz-Birkenau em que o nº de mortos cifrou-se em 1.100.000 – 1.500.000, ou Belzec 600000 mortes, e tantos outros campos de extermínio vestidos, estes comentários que alguns acham que foi um “acidente de percurso” ou O assunto é “lamentável mas menor” ou a indiferença como diz “Uma simples camisa com uma estrela se torna um objeto de revolta?” deviam andar com este “fatos” nessas prisões tal como muitos daqueles que morreram nesses campos de concentração nazis e depois poderiam falar, mas não, os banhos de solidariedade que os “jornalistas” falam e dão asas á imaginação é que é bom, o que a Zara Fez revolta-me e estes comentários ignorantes envergonha-me
    Sinais dos tempos que correm

  29. Não me parece que a Zara não saiba o que está a fazer, visto que em Inglaterra a empresa retirou de venda uma mala de senhora que tinha suásticas no padrão.
    São indícios de uma linha de produtos que utilizam símbolos ligados ao nazismo. Só não percebo o motivo.

  30. A Zara deveria oferecer os pijamas às crianças da Palestina. Assim mantinha a tradição de os condenados à morte usarem esse pijama.

  31. Alguns comentários são simplesmente inacreditáveis e reveladores de muita ignorância. “Acontecimento menor, lamentável mas menor”, “quem vive do passado é museu” são afirmações que me deixam estarrecido e me levam a pensar que o absurdo está na iminência de suceder, ou seja, a desvalorização e o esquecimento de um dos acontecimentos mais trágicos da história da humanidade.
    Que pobreza a de um povo que não tem memória.

    1. Completamente de acordo! A memória do povo é muito curta. Qualquer pessoa, com o mínimo conhecimento histórico sabe que o Holocausto foi um dos piores exemplos da Humanidade, ou melhor, da falta dela. E não entendo quando vejo tantos comentários a relacionar esta “falta de gosto” da Zara com o que se passa em Gaza. Como li, há dias, num comentário do escritor Richard Zimler, não se pode confundir Israel e Judeus. Os ataques a Gaza, foram ordenados pelo governo Israelita. Tenho a certeza que muitos Israelitas não concordam com os bombardeamentos indiscriminados e injustificados que mataram muitos inocentes, principalmente crianças. Assim como tantos Judeus espalhados pelo mundo não concordam. Mas o que se passa hoje, em Gaza, não tem nada a ver com o que se passou há 70 anos.Um mal não anula o outro! Viver do passado? Não. Lembrar o passado? Sim. Aprender com o passado? Sim. Respeitar o passado? Sim. Respeitar a memória das vitimas? SIM. As de ontem, e as de hoje.

  32. Sou de descendência judia e percebo bem o impacto do tema. Mas a foto mostra-me outra imagem. A de um (provavelmente jovem) designer que com algum humor quis captar a ideia de um pijama inspirado num paradoxo irónico do presidiário armado com a estrela do xerife (como bem realçam as esferas nas pontas da estrela). Recordo esta vestimenta de um livro de banda desenhada do Lucky Luke, a Balada dos Dalton.
    Porque eu vejo essa imagem assim, não acredito que a empresa ou o designer tenham sequer imaginado insultar os judeus. Mas as aparências iludem, e o designer e a Zara vêem-se agora linchados por sacrilégio. Sê-lo-iam se fôsse uma pequena empresa estilista?
    É pena que retirem a vestimenta da loja, adorava poder comprar um daqueles pijamas à irmão Dalton para ouvir as gargalhadas dos meus filhos ao verem o pai ao pequeno-almoço! Aliás, seria uma óptima prenda para toda a família! :-)
    Enfim, este episódio convida a reflectir sobre o drama da segregação devido à mal interpretação das suas obras artísticas. Devemos censurar uma obra de design porque nos faz lembrar algo que repudiamos?

    1. Muito Obrigada Jorge KV,

      Ora aqui está uma opinião lúcida. Até porque me parece tão óbvia a inspiração nos daltons que nem chego a perceber a questão.
      Além disso é absolutamente extraordinário que a roupa não seja pelo menos doada a quem precise (mas claro aí diriam que seria chamar condenados aos benificiários da mesma e não queremos que o sejam…antes sem roupa e a passar frio!!!)

      Enfim…

    2. Um pijama de preso com uma estrela de xerife? Em que história infantil é que isso acontece?

  33. A Zara, aliás a Inditex – essa sim é a empresa, a outra é uma marca – foi apenas a empresa espanhola que maior retorno deu aos seus accionistas desde o inicio da crise. Uma das suas vantagens competitivas assenta na rapidez da sua produção, maioritariamente sediada na Galiza, dando emprego a muito boa gente. Nunca consegui entender o seu conceito de Economia, mas creio que necessita de ser revisto e quem sabe, actualizado.

  34. Sinceramente, eu acho que o mal esta nos olhos de quem vê. Daqui a pouco não se pode criar nada porque tudo já foi criado e quase tudo o que já foi criado tem raízes muito profundas, e muitas delas ofensivas para alguns ou muitos indivíduos.
    A Zara explicou que o tema era o ‘Xerife’ tal como esta escrito no emblema da estrela, e retirou a blusa do mercado. Na minha opiniao acho que isto e tudo um grande exagero e afecta a liberdade de expressão de quem trabalha num ambiente criativo. Tudo o que nos dizemos pode ofender alguém, mas não e por isso que andamos todos calados! Achar que um simples top para bebes e uma afronta a religião judaica e que tem qualquer relação com o holocausto e ate ofensivo para quem e judeu…daqui a pouco vamos banir a cor vermelha porque pertence aos ‘comunistas’ e quem tem cancro e lhe cai o cabelo que fique em casa para não ofender os monges budistas!

  35. Há muitos anos, que existe no mercado do vestuário, inúmeras peças com esse padrão, o azul e branco às riscas horizontais. Só por exemplo, a Lacoste tem um pólo igual e nunca vi qualquer crítica ao mesmo. A diferença é a estrela, de triste memória, contudo nem tudo o que parece é! Quero crer que a multinacional tivesse alguma intenção malévola, ao lançar este pijama.

  36. Alguém outrora disse que esquecer os erros do passado é sinónimo de os repetir no futuro… Pelos vistos na Zara há muita gente com falta de memória, atendendo ao suposto controle a que um produto é sujeito antes de sair no mercado… Como é possível que na ignorância se reúnam os ingredientes que há 70 anos levaram ao mesmo design (assustador no mínimo)?… Parece-me piada de muito mau gosto, não acredito que não haja na Zara alguém que não se tivesse apercebido das tristes semelhanças. Enfim provavelmente não vêem muito o canal de História…

  37. Esta “brincadeira” de usar imagens ou temas tabu para vender cada vez mais mercadoria, começou com a Benetton. Nessa altura fizeram uma campanha para vender t-shirts, cuja imagem era um homem a morrer de SIDA cercado pela familia com um ar triste. Por baixo a celebre frase United collors of Benetton dava um toque informal e até internacinal à situação, como se pudesse haver alguma ligação entre aquela desgraça e a porcarias das camisetas vendidas por todo o mundo. Nessa altura achei aquela campanha um nojo, e aquele tipo de publicidade, um terrorismo publicitário….esta da Zara é baseada nos mesmo principios…

  38. Se o Sr. Louçã se tivesse dado ao trabalho de convenientemente se informar junto de outras fontes jornalísticas, rapidamente poderia verificar que de facto a Zara emitiu através do Twitter um comunicado informando que a estrela no pijama seria representativa do símbolo do Xeriff dos Westerns americanos.
    Acho que vivemos numa sociedade de protagonísmo individual exacerbado, onde todos querem aparecer nos meios de comunicação a qualquer custo e acredito, que o Sr. Louçã não foje à regra.
    Em vez de opinar e especular sobre um assunto tão mesquinho, deveria estar mais atento aos reais problemas que assolam Portugal, que são bem mais graves e importantes e mereciam ser expostos e comentados com toda essa sua sagacidade.

    P.S.: Perdoe-me pelo português, mas o acordo ortográfico não entrou em vigor no meu dicionário.

    1. Não podia estar mais de acordo consigo Helder Dias.
      Há pessoas mesquinhas e pequeninas, tipo abutres, que só querem protagonismo, não importa a que preço.

    2. ok preocupemo-nos com assunto de gravidade deste país, entretanto vista o seu filho com o pijama às riscas marcado com a estrela, que eu vestirei os meus com as princesas da disney e com o mickey. e tratarei de lhe ensinar, que os valores contam independentemente do estado de um país, que todos merecemos respeito independentemente da raça e suas convicções. e já agora aconselho a ver o filme o menino do pijama ás ricas pode ser que goste.

    3. Investiguei e achei a justificação disparatada. Um uniforme de um preso que é ao mesmo tempo um xerife em exercício de funções? Em que planeta é que isso acontece mesmo?

    1. Assunto mesquinho? Uniforme que os judeus usavam para morrer? O senhor não é mesquinho. É da mesma linha política que defende que tudo quanto se refere a judeus não interessa a não ser o assunto da defesa da sua vida. Ai sim, o assunto é muito importante e eles são considerados criminosos de guerra. Os espanhóis são um dos povos mais anti semitas.
      Contudo o português não lhes fica atrás. Será porque os judeus constituem o povo que, proporcionalmente ao número de pessoas, mais prémios Nobel ganharam?. Se assim for, informo que a inveja é característica dos medíocres.

  39. Não tenho nada a ver com as posições políticas de Francisco Louçã ,mas estou em absoluto acordo com ele neste assunto dos pijama É inacreditável que se utilize a vergonhosa farda dos campos nazis para VENDER peças de roupa a crianças.
    Isto é a sociedade de consumo no sua total amoralidade e e total mau gosto. No meu entender,não bastava à Zara retirar os pijamas ,deviam ter uma multa significativa. O Holocausto é um assunto tão grave que não sujou apenas a Alemanha ,esse horror suja toda a humanidade. Após o holocausto é como se os seres humanos tivessem perdido a inocência. É especialmente chocante por se passar no sec XX e num país europeu onde florescera uma importante cultura.

    César Valença. .

  40. Santa ignorancia…
    Qualquer simples consulta permitia ver que os chamados “uniformes judeus” não eram mais do que eles próprios pecas de roupa a evocar os pijamas. Riscas VERTICAIS (não eram horizontais como os da Zara) e não, não tinham estrela, mas sim o numero de prisioneiro. Eram camisas com botões e não tshirts. Basicamente todos nos ja tivemos pijamas as riscas e sinceramente quando olho para esta tshirt lembro-me mais da famosa tshirt as riscas de Pablo Picasso (meio marinheiro) do que os pobres judeus… Enfim, uma não questão na minha opinião, mas o facto é que as redes sociais tem dado voz às pessoas. mas nem sempre o que as pessoas “gritam” faz sentido.

    1. Tem toda a razão, o uniforme obrigatório nos campos tinha o número que identificava o prisioneiro sem nome, mas não sem categoria, cosido onde esta camisola tem a estrela, no entanto, a acompanhar esse mesmo número podem encontrar-se vários símbolos que categorizavam cada um dos prisioneiros de acordo com a sua ofensa contra o regime nazi. O mais conhecido de entre eles, talvez pela quantidade de vítimas, uma estrela de David que confinava a um grupo qualquer cidadão de origem judaica. Existiam outros símbolos também… Uma pequena pesquisa sobre isso e encontrará réplicas ou mesmo uniformes recuperados daqueles locais em que pode comprová-lo. Eu entendo o seu argumento, e o de muitos outros que aqui comentam, quando diz que não é uma réplica de um uniforme destes, mas repare a camisola deste pijama é uma réplica perfeita do uniforme prisional que usavam os irmãos Dalton? Tenho apenas 20 anos e nunca li nenhuma banda desenhada do Lucky Luke, recordo-me pouco dos desenhos animados que ainda apanhei na televisão baseados nessa mesma BD, no entanto pesquisei rapidamente no google e pelo que me pareceu, o uniforme deles era amarelo e preto com riscas grossas e não tinha estrela alguma. Não podemos, na minha opinião, usar o argumento de que não é tal e qual uma farda dos campos… Penso que para gerar tanta polémica, muitos (eu incluída) devem ter olhado para a fotografia a primeira vez e ter visto algo familiar. As cores, as riscas, a estrela…Como disse num comentário acima, a intenção de não ofender não torna o produto não ofensivo.

  41. O articulista, a partir de um acontecimento menor, lamentável mas menor, “analisa” a questão expondo meramente os seus preconceitos sobre os actos dos outros. Mesmo não sabendo o que realmente aconteceu, porque não dispõe de dados relevantes sobre quem fez o quê e com que intenção. Limita-se, tão só, a especular, imaginando a causa do acontecido. Nada do que diz se baseia em informações que sustentem o seu raciocínio.
    Isso não o detém de julgar e de condenar, o que já não surpreende vindo de quem vem.
    Pelo menos voltamos a confirmar a sua visão do mundo e dos outros. Só isso.

    1. O assunto é “lamentável mas menor”. Suponho que os comunicados de imprensa da empresa são um pouco mais digestivos.

    2. Caro PS, essa leitura faz lembrar uma certa figura pública que resolveu partilhar a sua visão do mundo com os portugueses do outro lado das trincheiras. A dita defendeu a caridade, desmontou com uma assombrosa facilidade a falácia do Estado – providência, aprimorou o estigma da pobreza, e como se não bastasse ainda substanciou as suas convicções e a força da sua moral na vivência desse outro mundo que, pelo contrário, estupidamente acabou por ser evidente não conhecer de todo. Não há causas nem acontecimentos menores, nem “erros lamentáveis” e tão pouco “enganos” ou frases “fora do contexto”.

  42. Depois de 69 anos do fim da 2a guerra mundial ainda existem pessoas que vivem do passado.
    Uma simples camisa com uma estrela se torna um objeto de revolta?
    Tudo é motivo para discussão e processos.
    Quem vive do passado é museu.
    Se cada pessoa cuida-se dos seus problemas ou vota-se certo não teríamos tantos problemas no mundo.
    – Falta água no planeta
    – Cura para o câncer não existe
    – Coca-Cola,cigarro,álcool é um veneno
    Pensem nas flores,soltem seus passarinhos e suas borboletas.

    Abraços a todos

    Segunda Guerra Mundial foi um conflito militar global que durou de 1939 a 1945, envolvendo a maioria das nações do mundo — incluindo todas as grandes potências — organizadas em duas alianças militares opostas: os Aliados e o Eixo. Foi a guerra mais abrangente da história, com mais de 100 milhões de militares mobilizados. Em estado de “guerra total”, os principais envolvidos dedicaram toda sua capacidade econômica, industrial e científica a serviço dos esforços de guerra, deixando de lado a distinção entre recursos civis e militares. Marcado por um número significante de ataques contra civis, incluindo o Holocausto e a única vez em que armas nucleares foram utilizadas em combate, foi o conflito mais letal da história da humanidade, resultando entre 50 a mais de 70 milhões de mortes

    1. Aqui está um bom exemplo da indiferença. Houve milhões de pessoas marcadas por esta estrela e isso é “viver do passado”. Ficamos conversados.

  43. Julgo que a ideia é precisamente lembrar a perseguição dos alemães aos judeus, alemães que no presente lideram a Europa.
    Ao pegar num tema tão escaldante, claro que haveria publicidade à ZARA

  44. Isto é publicidade apenas isso incoberta num pseudo erro seguido de desculpas . A comunicação social faz o resto ao falar no nome Zara e no seu “pijama” entretanto vende os outros.

    1. e agora?? tenho um fetiche por estes pijamas às riscas… e tenho varios: com calças com calcões, de alças, manga curta…
      ahh, falta a estrela..

Responder a Luis Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Tópicos

Pesquisa

Arquivo