Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

Francisco Louçã

31 de Julho de 2014, 11:53

Por

Turbilhão nos idos de julho

Ações do BES a caírem 50% numa manhã, depois de já terem caído 70% em duas semanas. Família proibida de votar no banco a que dá o nome há 140 anos. O maior prejuízo da história de Portugal. Incumprimento da Argentina, não por não querer saldar dívidas, mas porque um tribunal norte-americano exige a prioridade de pagamento aos abutres. Guerra na Ucrânia começa a incendiar os preços da energia na Europa. Tribunal Constitucional aceita imposto sobre os reformados porque é provisório durante mais um ano.

Julho enlouqueceu.

A finança é uma guerra.

Comentários

  1. Francisco Louçã

    Já que se fala de finança, não resisto a perguntar-lhe se é contra ou a favor do sistema da banca da reserva fraccionária, em que os Estados conferem aos banqueiros o privilégio de criar dinheiro do nada, cobrando juros a quem o emprestam e comprando coisas e negócios com ele. Eu, que nem sou de esquerda, vejo nisso uma imoralidade extrema, uma vez que a “confiança” que alimenta o sistema é um bem absolutamente social. Até me podem convencer que, do ponto de vista económico, a reserva fraccionária é melhor do que a reserva de 100%. Já não transijo, contudo, em admitir que as vantagens que daí derivam sejam apropriadas por alguns privados – e insisto: eu nem sequer sou de esquerda. Por que razão este assunto não aparece na discussão pública?

    1. Caro Paulo Duarte: o assunto tem sido muito discutido entre os economistas, sobretudo desde a crítica desenvolvida por Hyman Minsky (ver o site do Levy Institute), e não tenho dúvida de que deve haver um controlo público sobre o poder de criar moeda.

    1. Como sempre, os vendedores de armas e os que ficam longe da guerra, mas beneficiam da crise europeia: Washington.

  2. Apesar de faltar Gaza, Líbia e Irak, não poderia estar mais de acordo!!!

    A finança é um instrumento de guerra…

    Julho enlouqueceu e o mundo esta em guerra!

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