Tudo Menos Economia

Por

Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral

António Bagão Félix

21 de Julho de 2014, 10:03

Por

Tempo

Choveu num destes dias de Verão. Ou de Estio, como os antigos chamavam a esta estação do ano. Sou “climaticamente” incorrecto. Não gosto de calor e prefiro o Outono. Não só por razões de clima, mas também porque é o período do ano em que a policromia que as árvores e a natureza nos proporcionam é insuperável. No fundo, uma serena síntese de tempo (clima) e tempo (sequências de horas e dias) para um amante da botânica (ou “scientia amabilis” como lhe chamou o botanista sueco Lineu). Para mim, esta é a forma perfeita de dar tempo ao tempo. Dantes havia tempo para tudo, até para o matar. Agora é o tempo que nos mata. O proclamado tempo útil que, não raro, é inútil e o tempo não útil que, quase sempre, é vida.

Comentários

  1. O tempo que temos é este, agora, podemos desejar que melhores dias virão, mas só temos o presente como garantido e há quem só mate o tempo que temos, sem pensar que está a matar também o futuro, mas também há quem pense que não morre…

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