É preciso olhar para as novas tecnologias com mais distância crítica, defende José Afonso Furtado

“Neste ano, só encontrei estudos que acrescentam dados e fundamentam o que eu digo: a teoria dos nativos digitais é uma verdadeira treta”. A afirmação é de José Afonso Furtado, membro do Conselho Consultivo do Programa “Leitura Digital” da Fundação Calouste de Gulbenkian, e encontra-se numa entrevista concedida a Isabel Coutinho e João Pedro Pereira, que hoje pode ser lida no Público.
Essa teoria, acrescenta José Afonso Furtado, “é muito boa para as empresas tecnológicas. Não sou um ludita. Mas as pessoas atingiram um delírio tal com as novas tecnologias, que perderam a distância crítica. O Estado deve saber que sistema educativo é que quer. Eu não tenho dúvidas de que tem de integrar as tecnologias da informação. Agora tenho dúvidas sobre a maneira como estão a ser integradas. Por isso, é que se fala em literacia da informação”.
José Afonso Furtado considera que “é preciso saber como é que funcionam as máquinas com que estamos a trabalhar. Hoje até se defende que faz parte da educação mínima das pessoas saberem o mínimo de código [informático]. Se mudamos de paradigma e o ensino fica no paradigma anterior, há algo que não está a funcionar. Acho que estamos a ir pela solução mais simples, em vez de se pensar nas coisas antes. Uma biblioteca ou uma escola, antes de se porem a comprar tablets, ou leitores de livros electrónicos, ou o que seja, têm de pensar para que é que os querem lá”.

[Pode clicar aqui para ler a entrevista, intitulada “A informação é frágil como o Amazonas]

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