Munique, a perturbadora calmia do caos

Eis uma cidade – como muitas outras cidades alemãs, aliás – em que caminhar nas ruas significa andar constantemente a olhar por cima do ombro. Não ando tanto com receio de um qualquer gatuno, mas sempre com um medo atroz que, a qualquer momento, uma bicicleta me atropele. E convenhamos: ser atropelada por uma bicicleta […]






E a comida alemã?

Em Berlim come-se vietnamita, turco, indiano, italiano, espanhol (há tantos restaurantes de tapas!)… Mas não alemão. Muitas pessoas dizem mal da “comida alemã” sem nunca terem experimentado nada para além de fast-food, e a cozinha alemã é muito mais do que chucrute ou currywurst. O primeiro restaurante alemão desta viagem foi o Café Marx, encontrado […]






Um café activista

O Café Morgenrot é especial por causa do seu conceito de pequeno-almoço: o buffet custaria normalmente cerca de 7 euros, mas pode-se pagar entre 5 e 9, conforme a situação financeira. A ideia é que quem ganhe mais pague mais, para quem ganhe menos pague menos (quando escrevi sobre o café para o Fugas, no […]






Wuppertal para além de Pina

O escultor Tony Cragg decidiu comprar a antiga casa de Kurt Herberts, industrial de tintas que ajudou os artistas Schlemmer e Baumeister durante o período da Segunda Guerra Mundial, e no seu parque instalou 19 esculturas suas. É um museu vivo, extraordináriamente poético. Foi aqui que Wim Wenders filmou algumas cenas do seu filme “Pina”.






Sagração da pinavera (III)

Podia ser uma personagem de uma das suas peças. Encontrei-o junto à campa de Pina Bausch, no fim do cemitério de Wuppertal, já quase a entrar na floresta. Tinha, ao seu lado, uma série de sacos com o que pareciam ser flores para plantar. Disse que era amigo dela. Podia ser um amigo efectivamente. Dos […]






Sagração da pinavera (II)

Aprende-se mais sobre a Pina Bausch estando em Wuppertal a andar nas ruas do que nos quilométricos textos cheios de interpretações sobre o trabalho dela. Arash, o taxista que me trouxe até ao hotel, 37 anos, foi duas vezes ver peças suas: “nunca mais precisei de ver dança. ainda hoje as sei de cor [Nelken […]