Na ilha Koh Chang, a desintoxicação

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fotografia 2O jantar está a terminar e o pôr-do-sol também – na esplanada do restaurante Phutalay, palafita, ele está na embocadura do canal com o mar. Há mais casas como esta alinhadas ao longo do canal, tanto para poente, como para nascente, onde mais acima crescem montanhas verdes até ao infinito. São coloridas e com grandes varandas sobre estacas. Sabine Schallenberg e Joachin Beekek, alemães de Tubingen, e Sabine e Christian Hackl, austríacos dos arredores de Viena, conheceram-se há três dias mas foi amizade à primeira vista. Afinal, partilham a mesma paixão por estas paragens: já vêm há muitos anos, tantos que entre os casais não chegam a datas exactas. “O que há para não gostar?”, pergunta de retórica de Christian, braço erguido a desfazer o cenário. Praia, trekking por montanhas, banhos com elefantes: nunca se aborrecem em Koh Chang e, portanto, para o ano voltarão – este ano está a “terminar”, brincam. Chegaram há duas semanas, ficam mais dois dias; voam para Banguecoque onde ficarão mais três e regressam a casa.

fotografia 1Ao nosso penúltimo dia, chegamos “às ilhas”. Continuamos na província de Trat, desta feita rodeados de água por todos os lados depois de uma curta viagem de ferry boat. Koh Chang não é uma das estrelas da constelação insular tailandesa tornadas conhecidas pela cultura popular ocidental, mas não há que temer: praias a perder de vista de frente para maciços verdes e água quente à qual voltamos as costas porque Koh Chang está na nossa rota de turismo verde sustentável e o nosso programa mergulha nas montanhas cobertas de floresta tropical e atravessadas por rios que saltam os desníveis em cascatas.

Não estamos longe da costa mas a floresta engole-nos no The Spa Koh Chang Resort, na costa menos explorada da ilha (ou seja, longe dos aglomerados turísticos), habitada por pequenas comunidades piscatórias. Por culpa da maré baixa, não temos água a rodear-nos, mas lama e charcos quando experimentamos a massagem tailandesa em edifício de madeira, aberto entre a natureza – todo o resort está dissimulado (e em harmonia) entre as árvores altas e vegetação intensa.

fotografia 3Nós fazemos massagens, há ainda ioga e meditação, mas estes são complementos à verdadeira vocação deste Spa Koh Chang, os programas “detox”, explica Phi Nook, a proprietária que foi dentista durante 25 anos e há nove decidiu abrir o hotel. Nós que não estamos em regime “detox”, e, portanto, à margem da dieta rigorosa de líquidos, temos direito a almoçar no restaurante do hotel, vegetariano e, “acompanhando a moda da nutrição”, com pratos crus. A nossa é um misto e não sentimos falta de nada.

Andreia Mar­ques Pereira viaja a con­vite do Turismo da Tailândia 

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