24 horas no Rio de Janeiro

fotografia 2 (2)Parecia-nos um crime de lesa-majestade ir ao Rio de Janeiro e só ficar 24 horas. Mas pior era não ir. Então, 24 horas, depois de muitas horas de viagem. Hotel em Copacabana, frente ao posto 5, jantar com colegas de trabalho quase de regresso para Portugal em Ipanema – Quitéria, restaurante em soft-opening do hotel Ipanema Inn, projecto de Daniel Gorin Que depois de uns anos em Londres regressou a casa – e a visita à Lapa adiada porque, dizem os cariocas presentes, “ninguém vai à Lapa num domingo à noite”. Não, mas tem sempre gente para uma espécie de “pop up bar”: carrinha, cerveja, até cadeiras brancas de plástico e todo o Rio é uma esplanada com chope.

A Avenida Atlântica de regresso aos hotéis. Há “desafinado” a querer sair “with a little help from my friends”. E o mar ao lado é uma mancha escura para lá do calçadão e dos areais, que ora são intermináveis ora deixam que o mar se aproxime.

fotografia 100O dia começa cedo e perdemos o nascer do sol em Copacabana: o  contra-luz que vemos dessa manhã, com o sol a pintar o horizonte de vermelhos e laranjas em contraste com o negativo do mundo (sombras a desenhar morros, (ainda poucas) pessoas, árvores, palmeiras, aves – sombras em tudo menos no branco da espuma das ondas) é na fotografia de um colega de viagem. O sol está tímido ainda, com uma névoa ligeira a contornar a cidade, quando saímos: e ainda assim o calor de Outono no Rio chega para o Verão português.

E são 12 horas pela frente, pelas alturas do Rio, que é como quem diz pelos postais da cidade. O Corcovado é conquistado de trenzinho, que sai de Cosme Velho e nos deixa a 220 degraus do Cristo Redentor (ou a uns minutos de elevador) que é um Tetris humano – objectivo: não ficar em fotografias alheias e conseguir tirar as nossas; missão: impossível.

E o cenário é o que o mundo conhece e a Zézé, a nossa guia, carioca de gema, decompõem em bairros.

No cenário, já estamos noutro alto, Pão de Açúcar, duas viagens de bondinho, o teleférico daqui. Cenário mais que reconhecível, mas aos pés é na praia Vermelha, pequena baía escondida perto de donde parte o bondinho que gostávamos de estar. Ir ao Rio e não mergulhar no Atlântico? Nós conseguimo-lo – contra-gosto.

Flamengo, Lapa, sambódromo, Maracanã, a Mangueira ao longe  – detrás de um vidro de camioneta, a caminho do aeroporto. Avenida Brasil inferno de trânsito com obras para as olimpíadas.

24 horas de Rio? Copacabana, Ipanema, Corcovado, Pão de Açúcar e as janelas de uma camioneta. Mais o trânsito. 24 horas de Rio? É, voltamos ao início: crime de lesa-majestade, à Cidade Maravilhosa.

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Andreia Marques Pereira (texto e fotos) viaja no Brasil a convite da Serra Verde Express e da BWT Operadora, em parceria com a TAP

 

 

 

 

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