Devotos de santos trópicos, escutai: A lua fez a noite tornar-se dia no Príncipe

Fotografia por Daniel Rocha

Para quem professa a religião balnear, especialmente para os devotos de santos trópicos, a chegada a um eco resort que promete estar perfeitamente integrado na paisagem, que tem um ilhéu e duas praias, apenas um punhado de bungalows e silêncio na piscina é um teste. Quando esse teste é superado – e foi o caso, do princípio ao fim, no Bom Bom Island Resort na Ilha do Príncipe, podemos seguir com fé, crentes de que nossos senhores arenosos e arcanjos ecológicos nos perdoarão por qualquer prevaricação.

Mas do que não estávamos à espera era da despedida, com direito ao que parecia já um mar de fim de dia particularmente caridoso na praia número um. E depois, vimos a luz. Na praia de Santa Rita, a praia número dois (e os últimos são sempre os primeiros), o Príncipe tinha preparado uma última surpresa depois de dias de sorrisos e histórias, das sanzalas às casas de artesãos, dos jantares à luz de vela aos restaurantes de quem arranja sempre mais um prato de acolhimento para pôr à mesa, dos dragões aos homens na lua.

Não vale a pena dizer muito sobre o novo sentido que tem a expressão, bem distante dos salões de beleza brasileiros, “banho de lua”. É só atentar na fotografia, em que a luz do sol reflectida na lua fez a noite tornar-se dia, e registar para a ciberposteridade, o que se ouviu dentro de água: um grande “obrigada Príncipe”.

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A Fugas viajou a convite da HBD

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