Viva Barcelona!

Barcelona, passeio marítimo, Barcelonetaa

Uma nota por cada vez que já me fizeram esta pergunta: “Es la primera vez en Barcelona?” Quando respondo que sim – passei um par de horas na cidade há dez anos, quando regressava a Portugal de uma visita ao sudeste de Espanha, mas isso não conta – a cara de espanto é sempre igual, como se fosse um sacrilégio não conhecer a cidade de Gaudi. E é.

Para me redimir, ponho-me ao caminho, acompanhada por outras duas pessoas que também pouco ou nada conhecem por aqui. A estadia no novo Pestana Arena – o primeiro hotel do grupo português em Espanha – não chega a dois dias, muito pouco para percorrer a maior metrópole europeia na costa do Mediterrâneo. Resolvemos deixarmo-nos guiar pelas rotas pré-definidas a bordo dos autocarros turísticos, que vão parando nos locais mais emblemáticos da cidade e oferecem uma visão geral da capital da comunidade autónoma da Catalunha. É melhor do que nada, veritat?

Barcelona tem 1,6 milhões de habitantes e cerca de 100 quilómetros quadrados – ou seja, mais ou menos o tamanho de Lisboa com o triplo da população. Se lhe juntarmos os turistas, que no ano passado foram 7,5 milhões segundo as estatísticas oficiais, a cidade parece estar prestes a rebentar pelas costuras. Mas não se nota.

Da Plaça d’Espanya, que fica a três minutos a pé do hotel, o autocarro leva-nos até Montjuïc, a colina de onde se tem uma vista privilegiada sobre a cidade, que se estende aos seus pés. Diz-se que o nome – Monte dos Judeus – se deve a um antigo cemitério de judeus que ali existia. Não faltam atracções aqui mas não tempos tempo para elas.

Barcelona, Barceloneta

Uma paella em BarcelonaDescemos até à zona do porto e o calor puxa-nos para as praias, que se estendem ao longo de cinco quilómetros – e onde se pode chegar de metro! Apetece voltar ao hotel para ir buscar o biquíni que ficou esquecido na mala. Em vez disso, palmilhamos o passeio marítimo à procura de um restaurante para “tapear” e provar o mais típico dos pratos espanhóis: “Quinta-feira é dia de paella em Barcelona”, avisaram-nos antes de sairmos do hotel. São 13h30, quase hora para o almoço dos catalães (o dinar), que normalmente começa às 14h. No Moncho’s , mesmo junto à praia Nova Icària, encontramos o poiso perfeito com um serviço impecável e acessível até para carteiras em crise. Está-se bem aqui.

Debaixo de um sol que parece de Verão, percorremos as longas avenidas, as ramblas movimentadas e os bairros antigos que transpiram arte – o bairro Gòtic, na Cidade Velha, é ponto de paragem obrigatória. Metemos pelas ruelas que vão dar a praças rodeadas de prédios, outras mais amplas, todas cheias de vida. Não conseguimos visitar os edifícios da arquitectura modernista catalã, com as obras de Gaudi à cabeça, mas talvez ainda sobre tempo antes de partirmos.

Facilmente nos habituávamos a isto: uma cidade que parece intemporal, que grita arte e cultura a cada esquina, com um clima maravilhoso, uma “movida” frenética mas envolvente e uma gastronomia de comer e lamber os dedos.

E ainda nos falta tanta coisa…

Agora percebemos a paixão que se sente na música de Freddy Mercury e Montserrat Caballé, que se tornou o hino dos jogos olímpicos de 1992. E apetece-nos voltar a cantar

Barcelona!
Such a beautiful horizon
Barcelona!
Like a jewel in the sun
Por ti sere gaviota de tu bella mar
Barcelona!
Suenan las campanas
Barcelona!
Abre tus puertas al mundo
If God is willing
If God is willing
If God is willing
Friends until the end
Viva!
Barcelona!

Viva, dizemos nós!!

 

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